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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

MINHA AMANTE.

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Em 1994 comprei o álbum de CÁSSIA ELLER (foto acima). Não me cansava de ouvi-lo. Minha esposa perguntou, certa vez, se eu estava apaixonado por ela. Respondi que sim. E estava mesmo, completamente. Ela retrucou: "Mas ela é sapatão". E daí? Estou apaixonado. Fazer o quê?
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Neste vídeo ela exprime toda a sua capacidade peculiar de interpretação que me fez seu apaixonado. Gestos, sorrisos, expressão corporal. Ela era demais.
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A música "Malandragem" é a segunda desse álbum e a letra está logo abaixo.



MALANDRAGEM
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Composição: Cazuza / Frejat

Quem sabe eu ainda
Sou uma garotinha
Esperando o ônibus
Da escola, sozinha...

Cansada com minhas
Meias três quartos
Rezando baixo
Pelos cantos
Por ser uma menina má...

Quem sabe o príncipe
Virou um chato
Que vive dando
No meu saco
Quem sabe a vida
É não sonhar...

Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar...

Bobeira
É não viver a realidade
E eu ainda tenho
Uma tarde inteira
Eu ando nas ruas
Eu troco um cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro
Tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo
Prá cantar...

Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar...

Eu ando nas ruas
Eu troco um cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro
Tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo
Prá cantar...

Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar...

Quem sabe eu ainda sou
Uma garotinha!
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4 comentários:

Anônimo disse...

Pois é, Jair, aos poucos vão sendo reveladas as cores de sua bandeira. Abraços

Antonio Jose, da Ilha do Amor

JAIR FEITOSA disse...

Olá AJRS.

Uns dizem que elas (cores) estão desbotadas. Outros que elas estão escondidas. Outros que não há cores. Outros que elas são fortes. Enfim, gostar de uma mulher lésbica é muito bom e vantajoso. Não teremos problemas com ciúmes e outras coisas. No meu caso, foi um amor platônico, mas que revelou que não existe ese negócio de preferência sexual, não.

Pra mim, mulher é mulher. O resto é detalhe. Só não vale é se travestir de mulher para tentar enganar.

Eu sei que você é um homem policromático, livre, arejado, alegre, espirituoso e aberto a novas experiências. Sei disso, sim. Por isso entendo seu comentário. Sem preconceito. A vida é sua, viva-a com toda intensidade. Você merece ser feliz. Te dou o maior apoio. Como diria Nietzsche: "Torna-te quem tu és".

Um abraço.

Jair Feitosa.

Flávio Cavalcanti disse...

Professor Jair,

De fato, como diria Nietzsche: "Torna-te quem tu és".
Neste contexto, percebo que o Sr. Antônio José... (será que é o que foi candidato a Senador?) ainda não viu que a mais óbvio é que todos nós necessitamos de pensar sobre o melhor modo de viver.

Pois, acredito eu, que as práticas convencionais não são necessárias e automaticamente as melhores práticas, quer digam respeito aos pais e aos filhos, a quem faz as regras e a quem lhes obedece, quer digam respeito às nações ricas e pobres.

Portanto, ele, pelo tributo de ser policromático, precisa entender que todas as pessoas responsáveis necessitam de parar, pelo menos algumas vezes na vida, para refletir se estão a fazer o que deve ser feito.

Flávio Cavalcanti

Silvana disse...

Concordo com a"amor platônico", eu também tenho um, refiro-me ao Ricky Martin, e dai se ele é gay, não deixa de ser bonito e bom no que faz.

Beijos
Silvana