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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

HERANÇA MALDITA - V.



Foto do Portal Floriano News. Nela podemos ver simbolicamente o que representou para a cidade esses últimos oito anos e o futuro que nos espera. Do lado direito vê-se o asfalto que pavimentava a Rua do Amarante e que passou dois mandatos desse prefeito incompetente sem receber qualquer obra de recuperação. Oito anos.

Do lado esquerdo vê-se o asfalto novo e de qualidade pavimentado pelo governador WILSON MARTINS. Nessa aliança para o bem da cidade realizada pelo prefeito eleito, GILBERTO JUNIOR, e o governador Floriano só tem a ganhar. Como, aliás, é o que tem acontecido.

O incompetente e isolado atual prefeito preferiu a via que ele conhece bem: descaso e incompetência. 


A “herança maldita” que será deixada ao próximo prefeito de Floriano pelo atual é de fazer vergonha a qualquer cidadão minimamente informado. Basta olhar para a cidade e constatar o estado lastimável que se encontram as vias e os logradouros públicos. Essa é a parte “concreta” da herança, mas a ela se acopla outra parte não menos maléfica à cidade da tal herança maldita.

Esta outra é a parte resultante dos desmandos e malfeitos no campo “imaterial”. Resultado de oito anos de incompetência e descaso no campo das contas públicas. Após tanto tempo tendo as suas práticas avaliadas por órgãos fiscalizadores públicos, que segundo esses órgãos, como sendo permeadas de improbidades (TCU, TCE, MPF, MP, PF) o prefeito atual se envenenou com a inveja, o líquido amargo que permeia as suas interpretações e explicações.

A inveja é o domínio das ações dos incompetentes que por serem incompetentes rejeitam as avaliações e transferem a outros o fracasso de seus atos. Ele age assim: com inveja de quem tem competência o incompetente se torna irresponsável pelos seus atos inconscientemente. Como não se acha responsável pelos seus erros – aliás, as suas ações são sempre erradas – ele as transfere a outros para que não recaiam sobre si as avaliações acerbas. Então, para ele, não há razão para responsabilizá-lo pelos atos e fatos.

Culpar os outros pelos atos praticados é um mecanismo de defesa apropriadamente desenvolvido por mentes refratárias a assumir responsabilidades. E, assim, ele ficou oito anos à frente de uma das prefeituras mais importantes do estado do Piauí. Sempre encontrando desculpas para seus erros e malfeitos.

Sobre o mato que toma conta da cidade, a culpa foi atribuída a Deus e aos períodos em que chovem. Quanto à falta de ações para resolver os problemas de infraestrutura e de estrutura da cidade, a culpa foi da crise internacional. Para “justificar” os terríveis buracos que impedem a circulação pelas ruas a culpa foi jogada na idade da pavimentação. Foi sempre assim.

As fotos que consubstanciam esta postagem e as precedentes demonstram e comprovam todos os argumentos que utilizei aqui para afirmar que por inveja de quem tem competência para administrar corretamente os destinos da cidade o atual prefeito quer tirar de suas costas a responsabilidade inerente a quem exerce a função que, infelizmente, ele está exercendo.

O prefeito eleito neste ano, GILBERTO JUNIOR, que assumirá as suas funções em janeiro de 2013, tomou conhecimento por meios de documentos enviados pelo atual prefeito que sua administração irá herdar uma dívida astronômica de mais de 17 milhões de reais. Resultado da incompetência administrativa.

Exemplos do tamanho da dívida. O atual prefeito estaria devendo: 5 milhões de reais ao fundo municipal de previdência, R$ 10 milhões ao regime geral de previdência (INSS) e R$ 2 milhões a outros setores, informou GILBERTO JUNIOR.

Diante de fatos incontestáveis e estarrecedores o atual prefeito mandou seus acólitos bradarem o seu discurso de oito anos: “A culpa não é minha. Não fui eu. Não digam que fiz isso...” E mais uma vez repete as desculpas por não assumir as responsabilidades dos atos incompetentes de sua infeliz administração e os transfere a outros.

Pois o tipo de orientação a que segue em meio as estapafúrdias ações incompetentes é de buscar alguém a quem culpar. Não interessa quem será escolhido, mas como fazer logo a escolha. Resolvida essa primeira etapa, segue-se a segunda. Escolhida a pessoa que irá apropriadamente carregar a culpa por ele aí vem a avaliação da escolha. Se o escolhido não serve mais ou é muito visível que ele é apenas um bobo-útil, então que venha outro. E de preferência um de fora e que tenha know-how para carregar a culpa.

E por fim vem a última etapa. Sabendo que está só e que não pode sozinho sustentar tantas condenações, então convoca os acólitos para propagandearem a culpa dos erros e malfeitos nas costas dos outros. É o modus operandi dele. Sempre foi.

Mas isto não é suficiente para retirar-lhe a culpa declarada pelos documentos apresentados ao prefeito eleito. Existe uma lei que responsabiliza o prefeito que ocupa o cargo pelas contas de sua administração. Mesmo que ele não queira ser o responsável. A Lei de Responsabilidade Fiscal será invocada, certamente, para ser aplicada de forma dura e inescapável. Alguém vai ter de arcar com as responsabilidades, mas o atual prefeito vai tentar transferir a culpa para alguém, como sempre fez. Se preparem acólitos.     



HERANÇA MALDITA - IV.







O que vê-se nas fotos acima é a Avenida Fauzer Bucar, bairro São Cristovão. A sequência de fotos mostra a parte da avenida que é “urbanizada” e a continua, só que em meio aos montes de mato e lixo. O pior prefeito d história da cidade foi incapaz de, em oito anos, ao menos mandar limpar esse horror.

É inconcebível que em oito anos não tenha havido tempo de mandar limpar essa avenida. Qualquer pessoa minimamente bem informada não consegue acreditar que o prefeito não tenha feito ao menos o calçamento. Mas ações (ou a falta dela, pois não se pode distinguir facilmente entre a omissão e a ação, veja o caso da fossa lá no Bosque) assim refletem indelevelmente a sua infeliz passagem pela a prefeitura da cidade.

Mas a partir de hoje faltarão apenas 31 dias para o mais incompetente prefeito que Floriano já teve ser expulso da prefeitura. Passa tempo, passa logo. 




HERANÇA MALDITA - III.




Mais uma inquestionável demonstração de incompetência do pior prefeito que esta cidade já teve. Ele é tão incompetente que seus dois mandatos revelam que não agiu por incapacidade de entender quais os problemas que a cidade tem e que necessitam urgentemente ser solucionados. 





Nas fotos acima vê-se o descaso com as vias e com os logradouros públicos. Na 3ª, 4ª e 5ª fotos vê-se o Mercado do Cruzeiro em completo abandono. Sujo e com muito mato. Um mês antes da eleição para prefeito neste ano foi dado início à obra de recuperação do mercado.

Como sempre fez o prefeito incompetente, na véspera da eleição ele tentou mostrar que é ativo para tentar eleger seus acólitos. Perdeu vergonhosamente a eleição e como consequência as obras de recuperação foram paralisadas. As proteções que cercam a obra estão sendo retiradas não se sabe por quem. Mas é um retrato da incompetência e descaso na administração do dinheiro público. 


HERANÇA MALDITA - II.





Em quase todas as ruas da cidade, excetuam-se as asfaltadas, o que reinam são o mato e os buracos. Não há rua na cidade que não tenha em sua extensão uma demonstração de abandono por parte da prefeitura de Floriano.

Esta rua fica no bairro onde moro. Não consigo ir a todos os bairros fazer o registro, mas tenho a correta dimensão do problema medindo-o pelo meu bairro. Pode estender a sua imaginação para todos os bairros que você não se enganará com o resultado. É isso mesmo. Descaso e incompetência. 





Já estas fotos acima são das imediações da Avenida Esmaragdo de Freitas (Beira Rio) após uma festa que ocorreu no local. Só depois que os moradores do local começaram a reclamar é que o lixo foi recolhido. O prefeito incompetente só age depois que é empurrado. Por si só é incapaz de tomar iniciativas dignas. 

Por conta própria ele quer porque quer fazer uma fossa aberta no bairro bosque Santa Teresinha. Neste caso não pediu a opinião a ninguém. Tanto é verdade que os moradores do bairro estão fazendo uma abaixo-assinado para que o prefeito eleito, GILBERTO JUNIOR, leve ao superintendente da Codevasf para que ele intervenha e interrompa essa lastimável, mas muito representativa do governo dele. 



HERANÇA MALDITA - I.



A herança maldita que vai herdar o prefeito eleito, GILBERTO JUNIOR, que assumirá em janeiro de 2013 é de causar estarrecimento. O estado calamitoso de abandono que a cidade se encontra é um reflexo incontestável da completa falta de competência e do descaso do atual prefeito.

Na foto acima pode-se constatar o cruel abandono das ruas da cidade. Este local fica próximo ao mercado central da cidade. 







Já estas fotos são um retrato da falta de compromisso e zelo com o dinheiro público. O prefeito recebeu uma verba federal para construir o asfalto em parte da Avenida Dirceu Arcoverde. Falou-se na época em quase dois milhões de reais.

Ele fez uma licitação e como sempre venceu a empreiteira que realizou a obra. Na época eu estava passando por lá e encontrei um amigo que é engenheiro civil. Diante do que estava sendo feito e como estava sendo feito perguntei qual seria a vida útil daquele asfalto. Ele me garantiu, pela sua experiência, que não duraria mais que dois anos.

Resultado, o meu amigo superestimou a incompetência do atual prefeito de Floriano. Um ano depois de construído o que se vê são buracos, acabamento de péssima qualidade e como consequência o dinheiro regrado do nosso povo foi jogado fora, no lixo.

GILBERTO JUNIOR vai herdar as consequências da incompetência e do descaso que reina na cidade há oito anos. Vai ter um trabalho sobre-humano para restabelecer a ordem e a prestação de serviços públicos. 



quarta-feira, 28 de novembro de 2012

INCOMPETENTE E AUTORITÁRIO: PERFIL FIEL DO ATUAL PREFEITO DE FLORIANO.




Acabei de saber de mais uma ação inconsequente, destemperada, autoritária, intimidatória do prefeito mais incompetente que Floriano já teve (o atual). Ele não tem como se defender das críticas sobre a sua péssima e infeliz administração. Ele está sendo acusado ininterruptamente pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Estadual, pelo TCU e TCE de cometer atos de improbidade administrativa (eufemismo para corrupção). Ele, segundo o prefeito eleito Gilberto Junior, está deixando um ROMBO na prefeitura de mais de 17 milhões de reais. E tem mais, há outra denúncia de que está faltando mais dinheiro para fechar o caixa de sua terrível e incompetente administração que felizmente se encerra no dia 31.12.2012. e, aí, ele será expulso da prefeitura de Floriano para nunca mais.

Pois esse mesmo elemento está processando as pessoas que criticam essa assombrosa administração dele. Ele está processando um médico que ousou criticá-lo também. Já são, pelo que sei, três vítimas de sua incapacidade de se defrontar com críticas. Ele deseja que as pessoas fiquem caladas enquanto ele pratica os desmandos que a Polícia, a imprensa e os órgãos fiscalizadores dizem que ele vem praticando. Mas o dia dele está reservado diante da lei. Pode demorar alguns anos, até mesmo uma década, mas o dia dele vai chegar. E neste dia irei fazer as mais esfuziantes demonstrações de alegria e recompensa por todos esses anos que tenho me dedicado às denúncias sobre tudo isso dito acima.


P.S.: Estou sem espaço para fotografias aqui no blogue. Mas vou comprar mais amanhã. 

sábado, 24 de novembro de 2012

AS PRESTAÇÕES DE CONTAS DO PREFEITO INCOMPETENTE E O CONTRASSENSO LÓGICO.




O atual prefeito de Floriano, o pior e o mais incompetente que a cidade já teve, foi alvo de várias denúncias de irregularidades no mês de julho deste ano. O Portal de notícias de Teresina, GP1, nesse mês, denunciou três casos de irregularidades. Uma na esfera da justiça federal e duas no âmbito do TCE. Dessas e outras tantas denúncias de irregularidades feitas pelos órgãos fiscalizadores (Polícia Federal, MPF, MPE, TCU, TCE) em sua gestão, até o mundo mineral tem conhecimento.

Mas o que aponto como caminho para uma análise é a notícia veiculada por um portal de notícia de Floriano que tem a credibilidade de um forasteiro. O TCE teria aprovado as contas do prefeito sem restrições e, segundo foi noticiado, o relator da matéria no TCE teria elogiado a organização das contas.

Mas o que dizem os fatos noticiados pelo portal GP1? Nas duas matérias sobre a suspeição das contas ou falta integral de informações o TCE teria posto em evidência não um elogio sobre a tal organização nas contas - posto que o julgamento não teria ocorrido por causa da falta de informações por parte da prefeitura ou por falta de documentação completa e cabal sobre os fatos analisados - e sim uma reclamação pela incompletude delas. Isto pode ser caracterizado como organização?

Nas duas audiências em que o TCE analisou as contas referentes ao ano de 2010 do pior prefeito que Floriano já teve e nelas apontou irregularidades ou insuficiências de informações e comprovações das ações descritas, não consta da imprensa que o prefeito incompetente tenha ido assistir às sessões no tribunal.

No entanto, no julgamento final das contas referidas – faltam as contas de 2011 e 2012 – o prefeito incompetente estava lá assistindo ao julgamento e recebendo “elogios”, segundo foi divulgado pela secretaria de comunicação da prefeitura ao portal de Floriano que noticiou a incompreensível notícia.

Que lógica instrumentaliza esses dois relatos? Se os pusermos como premissas de um silogismo a conclusão que decorrerá delas não será um elogio organizacional, mas uma conclusão completamente oposta a isso. Inferiremos que se havia problemas nas contas apontados nas sessões anteriores que levaram o TCE a colocá-las sob suspeição, então nada se poderia concluir daí que não seja algo que esteja sob suspeição.

Caso contrário uma conclusão verdadeira não decorrerá das duas premissas postas pelo GP1 e, assim, nos vemos diante de uma impossibilidade lógica.

Por que o prefeito não estava presente nas sessões em que suas contas foram questionadas como irregulares ou incompletas? Por que foi só à sessão que recebeu elogios? Isto é um contrassenso lógico também. Pois se suas contas “são um exemplo” de organização teriam sido aprovadas nos primeiros julgamentos e ele deveria estar lá para receber tais “elogios”, sabendo que estaria tudo dentro da lei e da ordem. 

Eu não entendo tecnicamente dos procedimentos de julgamento de contas pelo TCE, mas uso a logica minimamente para encadear os fatos e retirar desse encadeamento possibilidades lógicas. E certamente o que publicou o portal GP1 e a secretaria de comunicação da prefeitura sobre o julgamento das contas desse prefeito incompetente não fazem sentido algum no campo das evidências.

Ou um ou outro conjunto de informações está equivocado. Ou quem sabe os dois.  Pois as duas informações contrárias entre si não podem estar certas ao mesmo tempo e na mesma circunstância e gerar uma conclusão que possamos atribuir a ela um valor de verdade verdadeiro. Nem muito menos gerar duas conclusões contrárias e verdadeiras. É o que nos ensina a lógica formal. Caso contrário, teremos aí uma impossibilidade lógica.

Mas o que sei mesmo é que o Ministério Público Federal o denunciou em ação civil por improbidade administrativa e dano ao erário no mesmo mês de julho deste ano e solicitou à Justiça a indisponibilidade dos bens dele. “A ação foi ajuizada em 21 de maio de 2012 e é referente ao Procedimento Administrativo nº 1.27.000.00347/2012-03.” 

Tomara que não ocorram mais impossibilidades lógicas nas próximas sessões tanto do TCE quanto da Justiça Federal.



P.S.: Clique AQUI, AQUI e AQUI e leia as reportagens do Portal GP1.



sexta-feira, 23 de novembro de 2012

FANTOCHE, DIABO, PEPEU E RENATO NO CAMINHO DE MINHA HIPÓTESE.





Fantoche é um rábula que, por ser fantoche, disse, como tantos outros, que tenho instintos bestiais. Impossível não prestar atenção e buscar entender o objetivo intencional e significativamente sagrado empregado nesse epíteto que ele estupidamente tentou colar em mim.

Logo ele que cultiva organicamente uma relação imbricada com Satanás. Tanto é assim que já foi ver com ele por três vezes, até onde sei, atendendo ao chamado do Coisa Ruim. Pois, até onde informa o sagrado, Lúcifer envia recados àqueles com os quais mantém uma relação de confiança, privacidade, intimidades de todas as ordens. E o Medonho já o chamou para conversar alertando do acordo que ambos mantêm. O chamado é feito pelo risco de morte do elemento.

Pois bem, nas conversas eles fizeram um acordo para cooptar mais gente para a ordem do Cramulhão. Pelo indicativo desse tipo de relação e buscando entender os aspectos mais idiossincráticos que podem justificar essa união me ocorreu o discurso de Aristófanes no banquete na casa de Agatão, relatado por Platão.

Disse o dramaturgo grego sobre a origem do amor erótico: “É então de há tanto tempo que o amor de um pelo outro está implantado nos homens, restaurador da nossa antiga natureza, em sua tentativa de fazer um só de dois e de curar a natureza humana. Cada um de nós portando uma téssera complementar de um homem, porque cortado com os linguados, de um só em dois; e procura cada um o seu próprio complemento.”

Desse modo, ele explica que “no início os seres eram duplos e esféricos, e os sexos eram três, um deles constituído por duas metades masculinas, outro por duas metades femininas e o terceiro, andrógino, metade masculino, metade feminino”. Zeus os teriam castigado por terem o desafiado. Daí a  justificativa de busca e aproximação entre as partes divididas formando os casais eróticos que conhecemos: homem com mulher, mulher com mulher e homem com homem.

De tão próximos que são (o Fantoche e o Tinhoso) depreende-se que as partes masculinas originais estão se buscando constantemente mesmo que o fantoche não queira ir definitivamente dessa dimensão para a dimensão de Satã, pois há uma outra parte masculina, na dimensão em que está vivendo o Fantoche burro, que o atraiu e estão formando a parte esférica masculino e masculino. Aquele por quem o fantoche vomita palavras imbecilizantes.

Para confirmar minha hipótese trago para esta interpretação versos proferidos pelo cantor e compositor baiano Pepeu Gomes quando este buscou justificar suas preferências sexuais a partir da indeterminação sexual de Deus: “Se Deus é menina e menino / Sou Masculino e Feminino...” Por que não?

Há um comercial na TV de um disco de um padre em que o mesmo declara mais ou menos assim: “Deus fez tudo isso”. Ora, “tudo isso” é tudo o que existe. O Belzebu existe, segundo o sagrado, então Deus o fez também. Se Deus não possui identificação sexual, como diz Pepeu Gomes, então o Capeta possui a mesma indefinição a que Renato Russo se refere ao dizer “E eu gosto de meninos e meninas”.

O que o Capiroto quer é levar mais e mais gente para a comunidade dele. Nesse caso, procurou a sua parte apartada por Zeus e o encarregou de manchar a honra alheia de modo vil e sedento. Ambos são metades da mesma laranja. Laranja!

O Cão mora no inferno. O inferno é o contrário do céu. Se o céu fica lá em cima como diz o sagrado, então, por exclusão, na linguagem binária que empreguei aqui na minha hipótese, o inferno fica lá em baixo, na barisfera. O Demo mora lá. Para lá tendem aqueles que ele mais preza e deseja.

Então é por isso que quando vejo o Fantoche andando percebo que ele tende para baixo. Ele anda torto com inclinação para baixo. É natural que seja assim, pois seu corpo está tentando se juntar à sua parte apartada e que fica lá embaixo, na barisfera, na casa do Senhor do Inferno.

Tomara que na próxima vez que o Fantoche for se ver com o Rabo de Seta ele fique por lá de vez. E que não demore muito, pois eles têm muito que conversar e se amar. 


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A FOSSA COMO SÍMBOLO DE UMA ADMINISTRAÇÃO.







O atual e pior prefeito que Floriano já teve passou oito anos tentando fazer uma obra para simbolizar a sua administração. Primeiro ele tentou emplacar algumas obras como as que fariam a população, através da lembrança, eternizar a sua infeliz passagem pela prefeitura.

Mas não deu certo e ele continuou tentando sem nunca encontrar uma que finalmente encarnasse o que foi efetivamente a sua administração. Uma obra que simbolizasse o seu descaso, a sua incompetência, a sua arrogância e seu autoritarismo como prefeito.

Tentou obras com o dinheiro do governo federal e fez escolas, postos de saúde, posto dentário, creche. Com dinheiro da prefeitura fez uma reforma na praça central, em algumas secretarias e refez algumas estradas de terra. Mas nada disso tinha o potencial de eternizá-lo como o prefeito mais incompetente da história da cidade.

Não lhe servia a simbolização das ruas esburacadas, com o lixo entulhado e com o mato tomando conta das praças e logradouros públicos. Não lhe servia o fato de ter patrocinado obras às vésperas de eleições municipais e estaduais e que se transformaram em quase intermináveis (como a reforma da secretaria de saúde que demorou mais de dois anos) após o período eletivo.

Não servia tampouco as intermináveis denúncias de irregularidades e corrupção apontadas pelos órgãos públicos fiscalizadores (Polícia Federal, Ministério Público Federal e Estadual, TCU, TCE) apontando que esse prefeito incompetente teria, segundo a imprensa local e estadual, acarretado prejuízo à população.

Não lhe servia para simbolizar a sua administração as várias denúncias de roubo de energia elétrica da Eletrobrás que registrou, segundo a imprensa, boletim de ocorrência tanto pelo que aconteceu no estádio Tiberão quanto na praça central.

Por fim, chega ao final do mandato, depois de oito anos, e ele se dedica de corpo e alma a fazer uma obra que antecipa a realização de etapas futuras de um projeto do governo federal (o esgotamento sanitário), segundo o prefeito eleito GILBERTO JUNIOR, para concretizar a sua obra simbólica.

O esgotamento sanitário foi dividido em várias etapas. A primeira se referia a instalação da tubulação coletora de esgoto das casas nas ruas de toda a cidade. Esta etapa não foi concluída completamente. Ao contrário, foi interrompida no seu final a partir de inúmeras denúncias de irregularidades desde a licitação (Portal AZ) até a execução da primeira etapa com denúncias de superfaturamento (pelo TCU).

Usina de contenção de resíduos sólidos urbanos é o nome com termos técnicos para fossa. É para a usina que se destinarão todo o conteúdo dos esgotos das casas que são jogados nos canos. Chegando lá ocorre o processo de decantação e purificação do esgoto para em seguida ser despejado no rio Parnaíba.

Só que os projetos só são aprovados quando esse lugar é posto na periferia mais afastada do centro da cidade. E por que o atual prefeito resolveu antecipar etapas, segundo o prefeito eleito neste ano, GILBERTO JUNIOR? Ora mais, para poder fazer a grande obra de sua administração.

Desse modo, ele teria como simbolizar a sua administração através da maior fossa já construída na cidade. Por outro lado não como justificar tamanha falta de compromisso com a coisa pública. Por que ele não viabilizou os recursos para terminar as etapas do projeto original e deixar para os futuros prefeitos a conclusão do projeto que está previsto para terminar daqui a uns vinte e tantos anos? Qual o sentido de começar uma obra que está prevista para ser realizada no final do projeto?

Não há resposta lógica ou racional para a atitude de rompante e arrogância do pior prefeito que Floriano já teve. Para demonstrar a insatisfação geral dos moradores do Bosque Santa Teresinha, o bairro onde o prefeito quer fazer a sua obra símbolo, foi marcada uma reunião ontem à tarde com representantes da comissão de transmissão de governo do próximo prefeito e a pauta foi essa atitude totalmente descabida e sem sentido do atual prefeito. Os moradores não querem, não aceitam e vão lutar para que a obra do prefeito não seja realizada naquele local e que você pode ver nas fotos acima.

Outras autoridades já estão organizando documento para entrar na promotoria com o pedido de embargo da obra do prefeito. A cidade não fala de outra coisa a não ser a grande obra do prefeito: a grande fossa.

Então, desse modo, ele parece que atingiu seu objetivo mesmo que a população não venha a reconhecer o valor da obra, mas que simbolicamente terá conseguido o seu intento.    


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

ANA FLORES: O PLANO DE SAÚDE FINANCEIRA DE BRANDO.



Em Ana Flores é assim: BRANDO colocou sua saúde financeira em primeiro plano. Os funcionários da prefeitura que procurem uma operadora para de forma honesta usufruir de um plano de saúde médica e hospitalar. (Imagem da Internet).


Não há no mundo que nós conhecemos a mais ínfima possibilidade de se repetir em outro lugar que não em Ana Flores as mesmas práticas que são antes minuciosamente planejadas pelo prefeito fictício que criei. O mundo da ficção é inusitado e surpreendente a cada nova circunstância.

Criei uma cidade e tinha de criar um prefeito para ela. Não me preocupei muito em definir, de antemão, que características ele teria e que comportamento moral e técnico lhe atribuir. Mas aos poucos ele foi adquirindo contornos morais e técnicos que me surpreenderam. Um sujeito adulto e mau-caráter por si só diz e mostra quem ele é. Não precisa que lhe criem oportunidades.

Na minha cidade fictícia, Ana Flores, todos os personagens, história e as situações por eles protagonizadas são meras criações fictícias e qualquer relação existencial com alguma cidade verdadeira ou personagens reais terá sido mera coincidência.

BRANDO, meu prefeito fictício, sugeriu aos funcionários de sua prefeitura que fosse feito um plano de saúde associativo com uma grande operadora do país. A prefeitura se encarregaria de recolher um percentual de participação dos funcionários descontando diretamente na folha de pagamento e acrescentando o percentual que a prefeitura poderia contribuir.

Tudo ia bem. O desconto de todos os funcionários que aderiram ao plano estava sendo feito pontualmente. Os funcionários começaram a utilizar o plano de acordo com o objetivo do contrato.

Mas eis que neste final de ano, após uma estrondosa e vergonhosa derrota do mais rejeitado dos candidatos a prefeito, aquele que herdou a vaga após o maior ato de traição política da cidade de Ana Flores patrocinado por BRANDO, as coisas começaram a desandar de vez, pois o que vinha sendo feito antes já apontava para o total e irresponsável descontrole das contas públicas com objetivo claro de confundir e embaralhar as auditorias e dificultar a gênese dos malfeitos de BRANDO.

Agora veio à tona uma malversação do dinheiro público que chega a causar arrepios até no mais descarado dos malfeitores. BRANDO estava recolhendo o percentual das mensalidades do plano de saúde dos funcionários e não estava repassando ao plano como deveria ser feito. Recolhia mas não repassava.

O resultado foi desapontador para os funcionários que confiaram (ninguém sabe exatamente como alguém pode confiar num elemento dessa estirpe) e necessitam de atendimento médico. Quando os funcionários se dirigiam aos consultórios médicos e laboratórios eram enviados à sede do plano de saúde para pedir uma autorização para a realização das consultas e dos exames.

Chegando à sede recebiam a mais vergonhosa e vexatória resposta: “A prefeitura de Ana Flores está inadimplente com o plano e o atendimento a vocês está suspenso até que sejam atualizadas as prestações vencidas. Não podemos autorizar para vocês nenhuma consulta”.

Que vergonha. Que horror. Mesmo demonstrando com os contracheques que as prestações estavam sendo descontadas de seus salários não adiantava nada, pois faltava também o percentual da prefeitura. E os funcionários tinham de ir embora revoltados e envergonhados pela ação desonesta de BRANDO.

“Esse prefeito BRANDO é um canalha de marca maior”, bradou descontrolada uma funcionária da prefeitura de Ana Flores. “Como pode um elemento desses ficar impune de todos os desvios que vem praticando?”, continuou revoltada.

O pior está por vir, minha cara revoltada. O fundo de aposentadoria de funcionários que vários municípios criaram para facilitar a fraude junto ao Ministério da Saúde, inclusive a nossa cidade fictícia entrou nessa marmelada também, pois não, em Ana Flores o rombo já chega a quase 6 milhões do dinheiro circulante na cidade.

BRANDO, na verdade, criou um plano de saúde. Mas um plano de saúde financeira para ele. Ele nunca mais porá os pés na prefeitura de Ana Flores e, assim, de acordo com a sua lógica desonesta, teve de burlar todas as leis possíveis para garantir a tal saúde financeira.

Os funcionários que tratem de adquirir um plano de saúde médica e hospitalar de forma honesta indo diretamente às operadoras e, desse modo, se livrando da sanha louca por dinheiro fácil do prefeito BRANDO. Ou aguardarem o próximo prefeito de Ana Flores assumir o cargo e por ordem na casa e desfazer todos os malfeitos de que os funcionários foram vítimas nos últimos oito anos na minha cidade fictícia.



terça-feira, 13 de novembro de 2012

PELO MOTIVO 11. ANA FLORES SOFRE MAIS UM ATAQUE DE IRRESPONSABILIDADE.





Numa demonstração de apelo ao absurdo e à mais expressiva demonstração de irresponsabilidade administrativa BRANDO, prefeito da minha cidade fictícia, protagonizou mais uma ação que põe em evidência a sua característica principal: o mau-caratismo.

Não esqueçamos, no entanto, que todos os personagens e as situações por eles protagonizadas aqui nesta história são meras criações fictícias e qualquer relação existencial com alguma cidade verdadeira ou personagens reais terá sido mera coincidência. 

A prefeitura de Ana Flores participou de uma avaliação anual e nacional realizada pelo governo federal com o objetivo de melhorar, a partir do resultado da avaliação, o desempenho educacional do país. Os que tiram as melhores notas recebem prêmios como forma de incentivar o desenvolvimento de melhores formas de ensino.

Os alunos que participam também recebem prêmios como forma de despertar ainda mais o desejo de aprender e ajudar melhorar os níveis educacionais de seus municípios. É aí que entra a ação irresponsável de BRANDO.

Ele querendo oferecer um prêmio para promover a si mesmo através do mérito dos outros propôs que os melhores alunos receberiam um prêmio de 500,00 dinheiros anaflorenses oferecido pela prefeitura. Tudo foi acertado e divulgado entre os interessados. Os alunos fizeram a prova e ficaram na expectativa do resultado.

Um dos alunos que tiraram as melhores notas foi chamado para receber o prêmio. Recebeu de BRANDO um cheque e registraram o ato em fotografias numa cerimônia num grande hotel da cidade de Ana Flores. Ato contínuo, o aluno foi ao banco trocar o valioso cheque. Com uma grande expectativa na fila do banco o aluno já fazia planos para gastar o dinheiro resultante do seu esforço e inteligência
.
Quando chegou ao caixa e apresentou o valioso cheque o aluno teve a maior decepção de sua vida. O caixa disse que cheques emitidos pelo prefeito BRANDO não podem ser pagos porque não têm fundos para compensá-los ou pagá-los na boca do caixa. Ou seja, o que o caixa disse foi a mais insofismável declaração de mau-caratismo quanto às ações de BRANDO como prefeito da cidade de Ana Flores.

O pai do aluno ficou mais indignado que o filho decepcionado. Mas para aplacar o furor maldito de ser desonesto BRANDO deve ser denunciado à Justiça como um prefeito desqualificado e despreparado para o exercício do cargo. E isso pode ser feito com o registro do cheque sem fundos junto ao cartório de registro de títulos.

Talvez assim BRANDO crie vergonha na cara e faça, pelo menos uma vez na vida, o que as pessoas que possuem honra fazem normalmente: Ser e agir com honestidade.

Mas Ana Flores é uma cidade fictícia e BRANDO não existe. Talvez se existisse as pessoas pudessem acreditar que algo poderia ser feito para que nenhum cidadão deste país fosse um dia governado por um prefeito desse tipo.



sexta-feira, 9 de novembro de 2012

A BURRICE COMO DOGMATISMO. OU A CERTEZA DE QUE O ERRADO É QUE É O CERTO.



Foto da Rua Sete de Setembro, bairro São Cristovão, hoje à tarde. Essa rua passou 8 anos abandonada, desprezada pelo atual e pior prefeito da história da cidade. Há cerca de um mês o governador WILSON MARTINS a asfaltou completamente com material de primeira qualidade. Quando os moradores voltaram a sentir o gosto de morar numa rua transitável vem o prefeito incompetente com sua obra mal planejada e destrói tudo o que foi feito. Certamente não foi de propósito, mas que revolta essa incompetência dele, revolta.



O que mais me deixa indignado com a foto acima não é tanto o fato que o asfalto dessa rua foi feito há mais ou menos um mês pelo governador WILSON MARTINS e já está sendo destruído de forma grotesca, estúpida pela ação administrativa absolutamente incompetente do atual prefeito de Floriano.

O que mais me revolta nessa foto não é tanto o fato de o dinheiro público empregado numa benfeitoria pública ter sido jogado fora numa inquestionável demonstração de descaso com a administração responsável da res publica. Não é tanto a falta de compromisso com o bem-estar da população quando ela necessita desse dinheiro em outras áreas para ter um mínimo de dignidade e esse dinheiro poderia ter sido investido para isso. Mas está sendo jogado no lixo pela ação inconsequente do atual prefeito.

O que mais me deixa perplexo nessa foto não é tanto a falta de espírito democrático para se relacionar com outros agentes públicos e programar as ações públicas. A incompetência e o descaso do atual prefeito de Floriano não o permitiram fazer as obras antes do asfaltamento da rua.

O que me deixa bestializado, já que o prefeito disse que tenho “instinto bestial”, é a certeza inarredável de que ele está certo nas suas ações desde o começo de sua infeliz administração. Essa certeza não vem de uma constatação de resultados bem sucedidos, não. Não vem de opiniões que comprovariam o sucesso de suas ações, não. Essa certeza vem de um dogmatismo burro. Vem de uma convicção própria baseada na sua infalibilidade.  

Não adianta apontarem-lhe os erros e deficiências de seu governo como faço há oito anos. Pelo contrário, quem assim o faz recebe em troca não o agradecimento pela correção de rota, mas um processo para calar a boca. Quem é contra a sua rota desgovernada sofre as consequências até no âmbito físico através de violentas ações. Como no caso dos moradores que fizeram Judas ao longo dos últimos anos em sua homenagem e tiveram os bonecos rasgados por ações vis de bandoleiros fortemente armados com armas de grosso calibre.

Agindo desse modo, em defesa de seu dogmatismo, de sua certeza inabalável de que está sempre certo e os fatos e o mundo é que estão errados ele deixou de planejar racionalmente a execução das obras do esgotamento sanitário já que cabia a ele apenas a execução da obra, visto esta ser um ação do governo federal.

Mas não, ele não preferiu a rota da inteligência. Fez uma licitação sob as mais escabrosas denúncias de irregularidades denunciadas pela imprensa e contratou uma empresa que não tem o know-how para fazer a obra e, assim, fez a maior lambança na cidade. As ruas em que foram feitas as escavações da obra e ainda não foram asfaltadas pelo governador estão em estado lastimável, intransitáveis.

O prefeito eleito neste ano, GILBERTO JUNIOR, foi à Teresina convidar o superintendente da CODEVASF para vir examinar in loco como a empresa deixou o calçamento da cidade todo revirado (a herança maldita que o próximo prefeito terá de reparar). O que foi constatado pelo superintendente que disse que vai exigir do atual prefeito que cobre da empresa a reparação do calçamento. Leia uma reportagem a respeito clicando AQUI.

Mas ele não se dobra diante dos fatos e das críticas. Prefere a sua certeza inabalável, o seu dogmatismo. E o mais impressionante é que ao acreditar cegamente em sua verdade ele vem a público defendê-la regularmente na esperança de que se torne uma verdade absoluta e que os fatos sejam negados, suprimidos. Mesmo que cotidianamente os fatos, como demonstra a foto acima, digam-lhe que a realidade não é composta por suas investidas dogmáticas e sim por evidências irrefutáveis.

Como demonstração irrefutável do meu raciocínio cito o resultado da última eleição. Contra todas as evidências emanadas dos seus poucos eleitores ele retirou autoritariamente na véspera da convenção do seu partido a candidatura bem avaliada, por esses eleitores, de seu vice-prefeito e colocou como candidato um desconhecido e reprovável candidato. Resultado: seu candidato, fruto da mais escandalosa traição política da história de Floriano, ficou em último lugar. Mérito dos dois.

Mas os dogmáticos desse tipo são como aquele que não arreda pé de sua certeza e é capaz de escrever a sua própria história negando os fatos e as evidências. Mas ainda bem que a verdade está do lado da realidade e não dos dogmáticos autoritários. Pois a sua história escrita pela sua crença cega será jogada na lata do lixo da política de nossa cidade. 


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

KLÉPTEIN, UM PARVO PLANTADOR DE LARANJA .



Viúva tosquiando um laranja. (Imagem da Internet).  


Minha cidade fictícia favorita, Ana Flores, é pródiga em narrativas políticas. As histórias de lá são do arco da velha e, por isso, todos os personagens e as situações por eles protagonizadas são meras criações fictícias e qualquer relação existencial com alguma cidade verdadeira ou personagens reais terá sido mera coincidência. Veja mais uma.

Em Ana Flores há um prefeito, como em toda cidade comum, chamado BRANDO. Ele é parvo, avarento e violento e tem um apelido, "kléptein". Para psicologicamente suplantar a característica da parvoíce contrata capangas para fazerem seus mandos autoritários e ilegais.

Certa vez ele mandou os capangas, todos armados com armas de grosso calibre e agindo como bandoleiros, arrancarem um Judas de um poste porque havia seu nome escrito nele. Uma singela e irônica homenagem dos moradores do bairro. Mas esse fato já dá uma demonstração de sua índole violenta e sanguinária.

Porém a história de hoje é mais complexa porque envolve um pouco de abstração. Não sei como ele conseguiu protagonizar visto ser um parvo de primeira linha, de alto coturno. A história envolve um laranja que é o tipo que faz as coisas ilegais por ele. Os bandoleiros fazem as autoritárias e violentas.

BRANDO, ou Kléptein, chamou uma pessoa para ser seu laranja numa empresa que revende e aluga carros. O acordo foi fechado verbalmente entre as partes e o laranja formalizou a empresa. Cada um seria dono de metade da laranja, quer dizer, da empresa.

Mas o laranja morreu num acidente. Essa possibilidade não tinha sido aventada entre as partes, é claro, pois ambos são de meia idade. Sabendo da notícia BRANDO começou a comentar entre amigos íntimos, muito íntimos, sobre a viabilidade de enviar um mensageiro para falar en passant sobre a sociedade de ambos com a viúva do laranja.

Todos foram contra a proposta e a melhor solução seria ele mesmo, Kléptein, ir diretamente falar com a viúva.

Certo que teria uma recepção calorosa visto serem amigos, pois era evidente para a viúva que o laranja sozinho nunca poderia ter aberto tal negócio, BRANDO chegou contrito. Então um sócio oculto haveria de ter para por racionalidade em tão repentino sucesso comercial. E eis que ele apresenta seus pêsames e começa uma conversa de cerca Lourenço. A viúva se fazendo de desentendida pediu que ele fosse direto ao ponto, já que estava aflita com a situação.

BRANDO foi explícito: “Quero minha parte do negócio”. A viúva que de boba não tem nada exclamou: “Você tá pensando que sou burra. Esse negócio é do meu marido, então, agora é meu. Onde estão os documentos que lhe garantam legalmente parte da sociedade?”

BRANDO ficou com cara de parvo perante a reação inesperada da viúva. Mas a expressão de parvoíce estava além da cara de costume, estava parvo ao quadrado. Não acreditava no que estava ouvindo. “Teria coragem essa mulher de passar a perna no trouxa aqui?”, se indagou Kléptein.

Entretanto ele insistiu nos termos da conversa e tentou falar asperamente impostando um tom de voz que lhe é estranho devido a característica da parvoíce. Apesar disso a viúva encerrou a conversa dizendo que BRANDO fosse à Justiça procurar seus direitos já que se achava prejudicado com a atitude inesperada dela.

Ele saiu de lá com a cara no chão contabilizando mais um prejuízo em sua vitoriosa carreira de cleptomaníaco, pois em outra circunstância havia sido traído por um ex-motorista que lhe surrupiou cerca de 200 mil dinheiros de Ana Flores que BRANDO havia esquecido no banco de trás do carro.

Triste para ele, pois tanto dinheiro roubado e desperdiçado assim sem poder ter o gostinho de usufrui-lo. A única oportunidade de ficar rico na vida dele sendo prejudicada assim por uma viúva metida a esperta. Uma vez que BRANDO não tem profissão conhecida e nunca trabalhou na vida.

Não podia ser. Aquilo não estava acontecendo. Era inacreditável tamanha traição. Logo ele que sempre foi um afetado em todas as circunstâncias com os amigos íntimos. O que deve fazer BRANDO? Enviar os bandoleiros para dar "um jeito" na viúva?

Todavia, levando a cabo essa ação sanguinolenta, a herança ficaria com os filhos do laranja que são menores e seriam tutelados por parentes. A coisa ficaria mais complicada ainda. E Kléptein não é dado a pensar em coisas complicadas já que, não esqueçamos, é um parvo de primeira grandeza.

Poderia ir à delegacia e denunciar a viúva metida a esperta por roubo. Mas como justificar tal sociedade? Como justificar a origem do dinheiro? Como explicar os motivos que o levaram a não formalizar a sociedade?

É BRANDO, você é mesmo um parvo e vai morrer parvo. Apesar de ser um autoritário sanguinolento cercado de bandoleiros.