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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

PRAÇA E TRAÇAS.

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Sobre a retirada dos tapumes que cercavam a praça central sempre que ouço pessoas comentando sobre o resultado final nunca ouvi satisfação. Profissionais de várias áreas dizem não entender o propósito de quem imaginou aquela aparência.
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"Parece um deserto". "Fizeram um mar de cimento, na verdade". Dizem. Outros perguntam sobre a derrubada das árvores e alegam que se quase não há mais, por que bancos para sentar? Sentar sob o sol? Outros reclamam das raízes das poucas que sobraram e que ficaram à mostras acima do nível do piso, "coisa mais feia".
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No meu modo de pensar levo em consideração a boa intenção do projetista. Devo acreditar que a pessoa gastou milhares de neurônios para propor aquele troço ali. O prefeito aprovou baseado no seu inquestionável senso estético, paisagístico, arquitetônico e utilitário. Levando em consideração que existem novos fundamentos influenciando a criação de obras como aquela e que esta influência tem chegado à cabeça de arquitetos informados. Devo especular sobre o motivo que os levaram pela decisão de refazer a praça naqueles moldes.
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Poderia ter ficado mais bonita mesmo utilizando esses fundamentos da nova consciência ecológica? Poderia, e como. O problema é que não fizeram o casamento entre o senso estético, senso de responsabilidade ecológica e o prático utilitário.
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Acredito que o fundamento para fazer aquilo que está sendo chamado de "deserto do JOEL", a praça central, foi baseado no senso ecológico que prega a preservação de áreas verdes produtivamente planejadas. Segundo essa tendência as cidades devem promover a plantação de vegetação em áreas que se destinem a amenizar o calor de regiões como a nossa. Mas devem levar em consideração que a água é um recurso natural que deve ser preservado para uso humano nas condições necessárias e apropriadas. Alguns estudiosos dizem que se não tratarmos a água com o devido cuidado no futuro viveremos sérias dificuldades em consequência de sua falta.
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Sou favorável à decisão de não ter grama ali por dois motivos. Primeiro porque se gastaria muita água para mantê-la. Além da água desperdiçada a conta pelo serviço prestado seria salgada. Segundo porque mesmo que planejassem os mais práticos passeios entre os canteiros haveriam aqueles mal educados que passariam em cima da grama. Aliás, antes da dita reforma o retrato era terrível. A grama toda pisoteada e os passeios que servem para facilitar a circulação das pessoas quase nunca utilizados.
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Então, neste aspecto concordo com a decisão prática do prefeito de não cultivar grama na praça reformada. Mas isso não significa que os meus motivos sejam os mesmos dele. Me contaram que o motivo dele foi outro: atender aos vários pedidos de pessoas influentes que se servem da praça uma vez ao ano para exposição de barracas com seus produtos numa feira que fazem lá. Outro motivo, me confidenciaram, foi atender, como o "Padim Ciço" aos fabricantes de lamparinas do interior do Ceará criando um arrastão iluminado pelos produtos dos endividados fabricantes, aos fabricantes de bloquetes de cimento.
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A praça está muito sem graça. Não há como convencer a qualquer pessoa minimamente informada que ali foram gastos R$ 650.000,00. E ainda não foi concluída. Para fazer o prédio serão gastos mais R$ 175.000,00 além do dinheiro previsto inicialmente. Tem coisa seriamente errada aí. E ninguém faz nada. E ninguém diz nada. A oposição está caladinha, caladinha.
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Para concluir desejo dizer que não está como deveria com o dinheiro que dizem ter gasto alí. Deveria ficar mais imponente com tanto dinheiro. No entanto ficou tão sem graça. Tão sem brilho. Tão normalzinha. Tão medíocre. Tão JOEL.
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A idéia da postagem e do nome foi do professor ANTONIO JOSÉ RODRIGUES DA SILVA.
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LIXO, LIXO, MUITO LIXO.

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Como não fui brincar e nem pular carnaval e nem beber como se espera das pessoas que não são abstêmias numa festividade como essa, não estou de ressaca. Mas não é só bebida que causa ressaca, o descaso da prefeitura de Floriano com a coleta de lixo da cidade revela uma falta de responsabilidade assustadora. Descaso que causa tormento e, também, ressaca.
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No bairro em que moro, Irapuá II, em praticamente todas as ruas o lixo que foi colocado nas calçadas pelos moradores esperando o dia de coleta, está espalhado nas ruas pelos urubus, porcos, vacas, jumentos.
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Já estamos vivendo uma situação de calamidade pública, caso de polícia. Já que as autoridades que têm o dever de fiscalizar o descaso da prefeitura estão com os olhos fechados só resta apelar para a polícia. O descaso da prefeitura com os serviços básicos da cidade é caso de polícia.
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Só esperaram os turistas irem embora para voltarem à normalidade da falta de rresponsabilidade para continuarmos com a ressaca eleitoral.
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

CARLA PEREZ.

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Olhem a CARLA PEREZ (auto denominada evagélica) no carnaval de Salvador puxando o trio elétrico "Algodão Doce". Que meiguice, não é? Os garotinhos devem ter dado graças a Deus.
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OSWALDO MONTENEGRO.

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A letra dessa música só podia ter saído de uma cabeça como a dele. Um alerta de conscientização ecológica, comportamental, ética, política, educacional. A mensagem contém não um saudosismo, mas um grito pela preservação de um estilo de vida que pode não ser visto com muito sentido, pela geração de hoje, então, as circusntâncias relatadas não remetem a apenas ao saudosismo.
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AO NOSSO FILHO MORENA.
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Se hoje tua mão não tem manga ou goiaba
Se a nossa pelada se foi com o dia
Te peço desculpas, me abraça meu filho
Perdoa essa melancolia
Se hoje você não estranha a crueza
Dos lagos sem peixe da rua vazia
Te olho sem jeito, me abraça meu filho
Não sei se eu tentei tanto quanto eu podia
Se hoje teus olhos vislumbram com medo
Você já não vê e eu juro que havia
Te afago o cabelo, me abraça meu filho
Perdoa essa minha agonia
Se deixo você no absurdo planeta
Sem pique-bandeira e pelada vadia
Fujo do teu olho, me abraça meu filho
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

ALEGORIA DO PALHAÇO.

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Estive outro dia assistindo ao noticiário da TV local e mostraram uma reportagem com um tal "Bloco das Virgens". Muito interessante. Muito revelador. Muito carnaval.
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Existe um brinquedo que se compra num pequeno recipiente redondo com uma tampa que prende uma mola com um pano pintado de palhaço. Quando se abre rapidamente a tampa o palhaço sai de dentro sorrindo como uma alegoria da liberdade e felicidade. Pois o sorriso é muito explícito. A pessoa surpreendida fica pasmada com o que se revelou.
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A embalagem não denota nada. Não demonstra o que há dentro nem dá pistas disso. Só se sabe que há algo lá. Não se sabe exatamente o quê. Mas como tradicionalmente os presentes sempre agradam, a pessoa fica esperando uma coisa boa, dentro do espírito da tradição.
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Mas eis a surpresa. Uma coisa que explode lá de dentro e se expõe. Não importa muito o que o presenteado achou da surpresa. Alegoricamente o palhaço quer é se libertar. Ser ele mesmo feliz. Não importa se alguém não se acha assim. Não importa o que se pensa. Importa que naquele momento, o momento da abertura, tudo se realiza. Não importa se só naquele momento.
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O que vi foi um monte de palhaços vestidos de mulher expor-se ao público naquele dia da abertura da caixa. Ou seja, o dia em que o Bloco sai. Não sou contra a manifestação pública da homosexualidade. Tanto que já exprimi o que penso aqui em algumas postagens. Cada um tem a liberdade de ser aquilo que é realmente. Gosto do aforismo do Filósofo alemão NIETZSCHE que diz: "Torna-te o que és".
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O que vejo com muito ceticismo é a postura de um indivíduo em negar-se ser quem realmente se é. O indivíduo, palhaço de minha alegoria, passa o ano todo encenando um papel que ele não é realmente. Finge ser homem, finge macho, finge até ser machista. Mas quando chega o dia, quando se abre a tampa em que aquilo que ele é realmente está preso, ele se realiza, se torna feliz. E só neste dia ele é realmente ele. Torna-se o que é.
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A mentira de um ano fica exposta naquele dia. As pessoas em volta ficam sorrindo com a felicidade do palhaço, mas aquele que foi presenteado se sente incomodado, pois a tradição não permite aquilo. Mas que nada. É carnaval. E só uma vez por ano. Então, o indivíduo tem a liberdade de, uma vez ao ano, ser realmente quem ele é. E daí?
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Em média o brasileiro vive 67 anos. Tirando uns doze anos dessa média, ficamos com 55. Então, o palhaço tem cinquenta e cinco dias em toda a sua vida para ser quem realmente é. É muito pouco para alguém se contentar ou se realizar. É muito pouco tempo para se livrar do tormento que é viver encenando uma fantasia: ser homem. Mas, que nada. É carnaval.
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Ontem, assitindo a uma reportagem da TV Globo sobre o carnaval da cidade do Rio de Janeiro, vi um repórter entrevistar uma pessoa que estava num local do desfile das escolas de samba que se chama 0800. Extamente porque é uma visão da concentração das escolas antes de entrar na avenida que não precisa se pagar.
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Essa pessoa começou dizendo que o carnaval era maravilhoso, que a cidade idem, e, para finalizar falou que sentia muito pela violência que toma conta da cidade. Aí o repórter interrompeu e disse: "Que é isso amigo, hoje é carnaval".
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E as pessoas que leem esta postagem podem dizer o mesmo: "Que é isso, JAIR, é carnaval". Pois é, é carnaval. Mas é por ser carnaval é que a verdade se revela, se expõe, se liberta, se torna feliz. Ao contrário do ano todo de infelicidade presa num rótulo de homem, macho, machista. E muitos com um tremendo bigode. Pois o carnaval é essa catarse tanto para o trabalhador quanto para as borboletas infelizes.
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Mas que é isso, JAIR, hoje é carnaval. É o carnaval das borboletas que eram tristes e presas e se tornaram livres e felizes. Tornaram-se o que são. Viva o carnaval que livra as borboletas do tormento infernal de fingirem que são homens o ano todo.
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Ô HOMEM DE PALAVRA FRACA - II.

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No dia seguinte à publicação do primeiro número desta postagem o prefeito mandou retirar os tapumes que estavam cercando a praça central há mais de oito meses. Foi coincidência. Mas já estava na hora. Chega de tanta mentira. Oito meses é tempo demais para continuar mentindo.
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Há muito o que fazer ali para poder entregar a praça de volta à população. Talvez ele tenha se conscientizado que era tempo demais para cercear o uso público de um bem público. Falta construir o prédio em substituição ao que existia lá. Então, ao contrário do que disse, não está pronta, não.
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Pensei que ele iria privatizar a praça assim como fez com a prefeitura. Pensei que só os parentes dele poderiam, assim que refeita a praça, se beneficiar dela, como fazem com a prefeitura.
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Mesmo assim a palavra continua mais fraca, pois se revelou quando retiraram os tapumes. O serviço não está completo, apesar do empenho da palavra. Mas como ela é fraca, e muita gente não acredita, o prefeito resolveu mostrar à população o que muita gente já sabe: ô homem de palavra fraca.
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Ô HOMEM DE PALAVRA FRACA.

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Acabei de passar pelo centro da cidade e aproveitei para dá uma olhada na reforma da praça. O prefeito JOEL disse à população em algumas entrevistas que a entregaria dia vinte deste mês. Mais uma embromação. Mais uma mentira. Coisa comum para quem não assume sua incapacidade para administrar uma cidade como a nossa.
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Antes mesmo de ser reinaugurada, digo que o piso é de péssima qualidade e não durará muito tempo. Aí, lá vem de novo o JOEL fazer reparos. Se a qualidade da reforma for a mesma do piso e se for do mesmo modo que fizeram o canteiro central do anel viário (descendo da garagem da prefeitura para a Beira Rio) sei que a intenção não foi reformar a praça, mas encontrar um meio de sempre justificar grandes gastos refanzendo em pouco tempo o que foi feito com péssima qualidade. Aí está a galinha dos ovos de ouro.
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Cumprir o compromisso de reinaugurar a praça antes do carnaval, nem pensar. Só nos festejos de São João, só não sei de que ano. Eita homem de (sem) palavra.
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WITTGENSTEIN JÁ SABIA QUE O PLUTO ERA FILHO DA PLUTA.

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Mais um texto reflexivo do Filósofo PAULO GHIRALDELLI. Como estou em recesso, vou aproveitar para lê um livro ("Quando NIETZSCHE chorou") que acabei de ganhar de um primo que mora em São Luiz e esteve aqui brevemente em visita aos familiares, LAURENO FEITOSA RODRIGUES. Depois digo as minhas impressões sobre o livro.
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WITTGENSTEIN JÁ SABIA QUE O PLUTO ERA FILHO DA PLUTA.
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Que o "o Pluto era filho da Pluta", já sabíamos. Nos anos setenta e início dos anos oitenta os adesivos de nossos automóveis vinham com esses dizeres. Até que um dia a Disney reagiu e conseguiu tornar ilegal tal coisa. Acho que foi um tipo de pré-história do movimento do "politicamente correto". Mas isso não mudou o conceito: o Pluto continuou filho da Pluta.
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Essa história dos adesivos ocorreu mesmo, ou é falha de minha memória? Só tenho um modo de saber: consultar documentos, consultar outros. Não posso confiar em minha memória.
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Nossa memória não é confiável e, no entanto, ela é a base de nossa identidade. Somos quem somos para nós mesmos – em grande parte – por causa de nossa memória. E na maioria das vezes que temos dúvida, não agimos perguntando a outros ou consultando documentos, acabamos por consultar a memória uma vez mais e novamente e novamente. Ou seja, desconfiamos dela, e a consultamos mesmo quando desconfiamos dela, pois acreditamos que se ela falhou um pouco, a questão é reajustá-la aos acontecimentos, e então, mais cedo ou mais tarde haverá o que denominamos de "lembrança". Será?
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Pesquisadores americanos conseguiram criar a "falsa memória". Técnicas simples de indução mostram que um grupo da Califórnia está quase conseguindo a garantia de que pode fazer as pessoas acreditarem em suas memórias e, no entanto, tais memórias serem completamente falsas e, ao mesmo tempo, impossíveis de terem acontecido. O grupo californiano conseguiu gerar pessoas que acreditam de toda maneira que o Pluto lambeu suas orelhas quando elas eram crianças (o Pluto mesmo, não um cachorro qualquer com nome Pluto ou parecido com o Pluto).
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É claro que o interesse militar disso tudo é grande. Mas, por outro lado, esse tipo de assunto é de suma importância para as interfaces entre filosofia e ciência. E isso remete a um ponto central do trabalho de Ludwig Wittgenstein.
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Nosso filósofo austríaco não precisou de grandes técnicas psicológicas, como as desenvolvidas pelos californianos, para tomar como ponto de partida correto o pressuposto de que nossa memória não nos é imediata. Ao menos não nos é imediata no sentido que a noção de imediato tinha para os filósofos de antes do século XX. Pois os filósofos pré-linguistic turn aceitavam o pensamento como uma espécie de "fato mental puro", sem vinculá-lo de modo tão estreito à linguagem como fazemos agora. Então, a impressão que tinham era a de quando pensamos, tudo que pensamos nos é imediato, ao menos em boa medida, pois nosso pensamento estaria envolto à uma espécie de "eu original", pré-linguístico ou talvez montado a partir de uma linguagem própria, anterior à linguagem que falamos para nos comunicar socialmente. Ou seja, uma boa parte dos filósofos acreditava na tese da "linguagem privada" ou, como Donald Davidson a chamou, o "mentalês" (por analogia ao "português", "inglês", "francês" etc). Foi essa tese que teve em Wittgenstein um inimigo. Mas essa tese é ainda defendida por alguns. Steven Pinker é um propagandista dela. E Chomsky é talvez um dos últimos filósofos adeptos de tal concepção essencialista, a de que realmente temos um "mentalês".
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Caso tenhamos (ou tenhamos tido) um "mentalês", uma linguagem mental anterior à linguagem que falamos como adultos, jamais saberíamos. Por uma razão simples: toda vez que falamos, falamos a linguagem que temos, e não fazemos a operação que era pressuposta por filósofos do passado, a de que teríamos uma máquina que ficaria traduzindo a linguagem que falamos (no idioma português, inglês ou outro qualquer) no "mentalês" e vice-versa. Não há essa máquina; ou ao menos não podemos pressupor tal máquina, pois, uma vez existindo, teríamos de pressupor também outra máquina, algo que viesse a corrigir a primeira máquina no seu funcionamento de tradução. Ora, é claro que aí teríamos o começo de um regresso ao infinito; iríamos pressupondo mais uma máquina para verificar o uso da anterior, e isso sem parar mais.
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Sendo assim, Wittgenstein passou a tomar nosso pensamento como sendo da mesma ordem estrutural da nossa linguagem. Eliminou a possibilidade da "linguagem privada" ou "mentalês", e assim nós passamos a investigar boa parte da vida mental por meio da investigação da linguagem. Já se fazia isso na filosofia, antes dele. Era o procedimento de Moore e Russell. Mas eles agiram assim por causa de outros pressupostos, não propriamente pelo pressuposto da "impossibilidade da vigência da tese da linguagem privada". Wittgenstein não, ele acoplou sua pegada em filosofia analítica à destruição da idéia da existência do "mentalês".
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Voltemos à memória.
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O que Wittgenstein tomou como pressuposto é o que agora, os cientistas da Califórnia, também aceitaram e, por isso mesmo, tiveram sucesso nos experimentos pouco convencionais que fizeram. Eles criaram memórias falsas. As pessoas acreditam que o Pluto lambeu as orelhas delas quando elas eram crianças, mesmo sabendo que o Pluto nunca deixou de ser apenas um personagem de desenho animado. Elas consultam suas memórias e eis que a memória lhes garante, com boas lembranças, esse fantástico episódio na infância de cada uma. Caso elas morassem todas juntas, num mesmo lugar, sem contato com o exterior, elas poderiam começar a pensar que ao menos naquele lugar, no passado, o Pluto deixou de ser um personagem, e realmente saiu do papel e circulou pela cidade, lambendo as orelhas das crianças. Sendo isso impossível, elas começariam a imaginar que teria havido, em um determinado momento, alguma coisa no passado semelhante a isso, e que causou a ilusão coletiva. E elas começariam, então, a ver como que poderiam sair da Caverna.
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Quanto à memória, o problema todo que se examina com isso é o seguinte: ela é tão lingüística quanto qualquer outra coisa da vida mental, e por isso mesmo, quando fazemos intervenções comportamentais, em geral lingüísticas, podemos alterá-la. Não há nenhum "mentalês" ou "linguagem privada" que venha salvá-la, corrigindo-a. Não há como sacar um núcleo ainda preservado do "mentalês" – que Chomsky tanto gostaria que houvesse – para vir corrigir o erro provocado por técnicas feitas sobre a linguagem que temos quando adultos. Em suma, Wittgenstein sabia bem aquilo que Chomsky nunca conseguiu entender, que o Pluto era mesmo filho da Pluta, e podia sair por aí lambendo orelha de criança.
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PAULO GHIRALDELLI JR.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

RENATO JANINE RIBEIRO.

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Um texto para uma leitura mais detida e empolgante. Por isso escolhi este texto que pretende colocar uma discussão sobre a Ética. Aceitar ou não os enunciados é uma decisão de cada leitor. O importante é que se faça uma análise. Boa leitura e bom proveito.
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DESAFIOS PARA A ÉTICA.
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Nas duas últimas colunas, tratei do aborto, que é uma das grandes questões éticas de nosso tempo. Agora quero tratar da própria ética e de seus problemas nos dias que correm.
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A ética (ou moral – usarei os termos como quase sinônimos) vive um grande desafio desde o século 19. Ela lida, como sempre lidou, com uma distinção entre condutas que aprovamos e desaprovamos, entre o certo e o errado. Contudo, alguns autores mudaram isso completamente. Vou lembrar Marx, na segunda metade do século 19, e Freud, na primeira metade do século 20.
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As questões éticas são questões de consciência. Falamos na consciência moral de uma pessoa. Ora, Marx e Freud mostram que a consciência que temos, das coisas que fazemos, é bastante limitada.
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Marx fala nos aristocratas franceses que se comovem a fundo pelas dores de princesas exiladas; mas, acrescenta ele, na hora decisiva, o que conta para eles é a renda agrária. Ou seja, há uma dimensão belíssima em que as pessoas vivem dramas de consciência, mas por trás disso tudo há interesses bastante chãos, terra-a-terra, que são os econômicos.
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Assim como Marx destaca a economia, Freud mostra a importância do sexo por trás de nossas decisões. Vivemos dramas, sofremos, acusamos, defendemos; mas, abaixo disso, sem que tenhamos consciência, pulsa o inconsciente. Não espanta, então, que tanta condenação moral se dirija aos atos sexuais.
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Termos como economia, sexo, inconsciente sofrem alterações ao longo dos tempos e não importa aqui a exatidão deles. O que conta é que, para Marx e Freud, a consciência é uma dimensão bastante limitada do que vivemos. Há algo mais forte que ela, que poderá estar nas relações de produção (ou na economia), para Marx, ou na vida sexual, para Freud, mas que em todos os casos escapa à consciência de quem age.
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E isso coloca a ética, não em xeque, mas em questão. Como tratar de questões de consciência, se a consciência é um aspecto limitado, superficial, de nosso ser? O risco de nos enganarmos se torna enorme. Mesmo quem conhece pouco da psicanálise sabe o que é a “projeção”, isto é, o projetar no outro aquilo que na verdade é nosso: isso quer dizer que muitos dos juízos mais severos sobre a conduta alheia apenas expressam algo de nossa psique. Por exemplo, acusamos o outro de fazer exatamente o que fazemos nós mesmos.
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Esse vai ser o grande problema da ética desde o século 19, crescendo cada vez mais ao longo do século 20 e do atual. Como saber se nossos julgamentos são válidos – ou só a tradução de preconceitos muito pessoais? Por isso, perguntei nas últimas colunas se a oposição ao direito de abortar (que pode incluir argumentos de certa qualidade) não ocultaria um desejo de punir as mulheres que vivem sua sexualidade. Perguntas desse tipo se tornaram necessárias, hoje, quando se enuncia algo na ética.
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Ou talvez eu pudesse começar de outro ponto. A ética passa por uma revolução no século 18, em especial com Kant. O filósofo alemão enfrenta uma questão decisiva. Até sua época, a ética estava subordinada à crença em Deus e à religião. Chamava-se de “ateu” não só quem não acreditasse em Deus, mas também quem recusasse a crença no inferno, isto é, num severo castigo a quem pecasse.
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Pensava-se, pelo menos no mundo cristão, que sem inferno não haveria moralidade. As pessoas seriam éticas na medida em que acreditassem, não só em Deus, mas na punição eterna pelo pecado. Sem medo, não haveria ética.
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Kant levanta a questão de uma ética que não precisa de um Deus punitivo para enunciá-la. Seus preceitos podem ser encontrados pelo homem. Resumidamente, ele diz que, toda vez que eu ajo, estou proclamando que meus atos têm a validade de uma regra universal. Isso é brilhante. Rompe com a separação entre o que eu faço e o que eu digo – porque, quando faço algo, implicitamente declaro que essa ação é a correta, para todos. Cada ação minha é uma escolha ética para toda a humanidade.
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Por exemplo, se respeito o sinal de trânsito, estou declarando que sempre devemos parar na luz vermelha. Inversamente, se furo o sinal vermelho, proclamo (implicitamente) que todos têm o direito de passar com a luz fechada – e portanto autorizo os outros carros a baterem no meu. Se não pago o que devo, autorizo todos (inclusive os meus devedores) a não pagarem as dívidas. Essa é talvez a melhor base para uma ética de sustentação humana, sem precisar de Deus para decretá-la ou para punir quem a viole.
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A ética assim fica humana. Ninguém mais pode ter a certeza de falar em nome de Deus, ou dizer de cima para baixo o que é certo ou errado. Mas Marx e Freud trazem um problema a esse quadro. Eles põem sob suspeita minhas motivações ou razões para enunciar juízos morais. Não terei mais segurança de ser honesto, porque quando emito algum julgamento posso estar apenas dando saída a preconceitos de classe ou de sexo, a interesses econômicos, a ódios pessoais. As certezas morais ficarão fracas.
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Posso decretar normas universais, mas quem garante que elas sejam, mesmo, universais? Por exemplo, se insisto num direito absoluto de propriedade, posso estar discriminando os sem-terra, os não proprietários, os pobres em geral. Sabemos que o sistema penal pune mais os crimes contra a propriedade do que os crimes contra a vida.
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Às vezes, para salvar a vida, alguém ataca a propriedade alheia. Como fica isso, eticamente? Condenar o furto por necessidade pode ser um preconceito de classe social, mais do que um sólido e autêntico princípio ético.
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Isso não quer dizer que a ética tenha perdido o sentido, hoje. Ao contrário: é justamente porque não tenho certeza absoluta que a pergunta ética se torna mais importante do que nunca. Não é mais lícito uma pessoa pontificar do alto de uma posição de dono da verdade: cada um precisa, hoje, ser capaz de duvidar de si próprio. E para tanto posso concluir tentando uma diferença entre moral e ética.
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Distinguem-se duas posições em matéria moral. Uma tem por critério os costumes da maioria. Costumes, em latim, é “mores”. Por isso, a palavra “moral” pode se referir aos costumes ou modos que o grupo considera os melhores. Também por isso, muitos acham que a moral alude aos costumes que a sociedade valoriza. Por sua vez, a palavra “ethos”, em grego, designa “caráter”. Daí, muitos entendem que a ética remete a escolhas morais que cada um realiza, em seu caráter, independentemente da opinião da maioria.
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A moral seria a do grupo (da “manada”, dirão os críticos), enquanto a ética seria da pessoa, do indivíduo que pensa por si próprio. Mas é importante lembrar que a filosofia tem dois mil e quinhentos anos de idade. Portanto, também há autores que chamam de moral o que chamamos de ética, e vice-versa. Mas para concluir é bom dizer que, mesmo que os nomes sejam trocados, a distinção é valiosa.
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E por isso o desafio ético (ou moral) é sair da manada e pensar por si mesmo. Devemos ser capazes de pôr em dúvida os preconceitos que os outros nos incutiram – e também os que nós temos. Julgar é uma tarefa árdua. Não deve ser cometida sem autocrítica.
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Autor:
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RENATO JANINE RIBEIRO.
53 anos, é professor titular de ética e filosofia política na USP e autor de "A Sociedade contra o Social" (Companhia das Letras), entre outros títulos.
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POESIA - III.

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Então! Mais uma do "EFUSÃO".
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SILÊNCIO !
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Se ainda nada se desfez, foi amor,
Sou eu só, com minhas lágrimas
Numa incessante luta, como esconder?
No linho da mesa o vinho manchado.
Meus agros beijos são teus beijos
Como serei um voluptuoso gozo, então,
Que só amor é, que só desejo é.
Caminho tímido na fronte fria, talvez,
Um sonho mais ávido, que me importa o mundo?
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Oh! Vida, arranca essa incessante dor
Que desmancha minhas claras lágrimas.
Se inocentemente adormecesse no meu peito
A doce ilusão de que te amar bastaria
Aí então, desnudaria a tua carne rósea
Como a paisagem de um amor básico.
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Se existe a concepção no rumor do silêncio
Venha calma na pele do silêncio
E me beije a boca na mais tácita expressão.
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E a esmo as frestas vão sumir
Não procurando denunciar esse colosso
Esse momento de intocante censura.
O silêncio sem mais nada
Exige ser incapaz de uma vigília mental
Como um galope sobre um pasto letal.
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Líquidas arestas de insone ternura
Que finge certeza na certeza da vida
Sou eu, como a loucura da matéria viva.
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Na poesia que arranha o sentimento
Vive uma confusão obtida no lance raro
Do poeta que tentou vivê-la ou fazê-la.
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POESIA - II.

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Mais uma do "EFUSÃO".
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DELÍRIOS !
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Sinto o sabor dessa terrível nostalgia
Tatuando esse amor de esquina
Nas veias latejantes desse peito.

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Cansei de ser o teu palhaço
Inventivo brinquedo de horas vagas,
Cansei de ficar acordado
E olhar nesse quarto sem luz
A face desse drama sem confins...

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Não vejo nada no que me rodeia
Que me faça o domínio da cabeça,
Essa intervenção de imagens abstratas
Fraqueja a minha carne a um sonho pasmo
Onde não vejo os meus poucos amigos
Onde a busca da certeza almágama
Me assassina na calma racional da vida.

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Esse infinito verbo decorado na garganta
Dentro da inconjugável infidelidade
Apressa-me a indolente estrela da morte.

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Eu não peço muito
Eu só queria o assomo da palafita
Vista na minha mão sobre o fogo,
Sobre o espelho dessa réstia desgastada.
Esse nome que treme no rascunho do dicionário
Entornando a luz num minuto de treva
Filtrando o meu sangue no delírio da dor.

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Ó noite, vem cear o meu medo
Ó lua, vem sonhar comigo
Ó tristeza, vem nua chorar comigo
Enquanto o meu desejo suspira.
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Minha tenebrosa profanagem
Anuncia essas doidas fantasias e inspira
O começo dos meus vinte anos
Como se eu fosse ditoso e poeta
Como se eu fosse solidão e fresta
Como se eu fosse teu.

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Eu mereço pouco de ti
Uma foto e poucas confissões de amor
Enquanto sonhava te possuir.
Mas o caos de nossas vidas
Derrama o néctar da mentira
Sobre as tuas adúlteras mentiras.
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E eu não posso fazer nada.

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POESIA.

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Mais uma poesia do meu livro "EFUSÃO" lançado em 1984.
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LÁBIOS PÚBLICOS !
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No espaço de guerras perdidas
Onde o grito rouco do coração se perde
Sem sentir que está sempre perdido
Sem poder delirar no abraço da paz
Onde marias e joãos ninguém
Comandam
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................................o grito de fogo
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Todos vão esquecer o comando do grito
Entre vinhos e comidas dignas do poder
Enquanto o sangue dos comandados
Tinge o tapete infernal das razões
Desfazendo o aplauso da vida.
Enquanto perdidos olhos úmidos
Infiltram balas e bombas na cor da terra
Ensinando como se deve viver no futuro.
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Fogo
Fogo
Fim de tudo.
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

PIADA.

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Recebi esta piada de um amigo de Ginásio Primeiro de Maio, DAMÁSIO KENNEDY DE AMORIM.
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O Parto da Prostituta.
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Um sujeito está preso na delegacia, todo arrebentado. O advogado comparece para libertá-lo, e pergunta o que havia acontecido.
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O cara começa a explicar: - Bem, eu estava passando na rua e de repente, vi um monte de gente correndo. Estavam socorrendo uma prostituta, que acabara parir na calçada a um lindo menino.
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Todos começaram a querer ajudar a pobre mulher e eu solidário, fui a uma farmácia próxima e comprei um pacote de fraldas para presentear a prostituta.
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Na saída esbarrei em um PM, com 2 metros de altura e 3 de circunferência, quase cai e ele me vendo com o pacote de fraldas nas minhas mãos, perguntou:
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- Pra onde vai isso?
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E eu respondi:- Vai pra puta que pariu...
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Depois disso não me lembro de mais nada, mas já tô conseguindo abrir um olho.
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UNANIMIDADE?

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Há cerca de um mês fiz um comentário no Mural de Mensagens do portal Notícias de Floriano elogiando a escolha do professor JARDEL VIANA para a Secretaria Municipal de Educação. Pelo que conheço do JARDEL não poderia dizer outra coisa que não refletisse meu conhecimento e as qualidades inerentes a ele.
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Não demorou muito para aparecer um elemento desorientado reclamando do meu elogio e reconhecimento ao JARDEL. É uma pessoa completamente desabilitada para a convivência democrática. É uma pessoa que deve possuir poucas relações de amizade (se for identificada, poderíamos constatar que talvez não exista nenhuma), e que não sabe que reconhecer as qualidades de outras pessoas é um atestado inquestionável de bom caráter. Mesmo que existam diferenças ideológicas entre as pessoas. Como é o caso que aqui abordo nesta postagem.
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Quando faço avaliações acerbas da atual administração municipal, e faço isso comumente em decorrência dos motivos abundantes fornecidos pela administração do prefeito JOEL, quase as mesmas pessoas me chamam de "ressentido", "invejoso", "perseguidor"... No entanto, quando sou honesto e aponto aquilo que, na minha avaliação, é positivo, veem os mesmos elementos que vivem de platão e me atacam de forma covarde, porque escondidos no manto quente e pusilânime do anonimato.
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Já se disse que em "humanidade não existe unanimidade". Por isso vejo com enorme desconfiança esses ataques diários e repetidos (por falta de criatividade do(s) covarde(s)) ao professor JARDEL. Não por ser o professor JARDEL, mas por parecer muita gente em relação a uma só pessoa.
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Quando conhecemos as pessoas as atitudes que normalmente temos é de aceitação, rejeição, indiferença. Depende do valor, da importância e utilidade que a pessoa tem para nós. Quando se toma a decisão de agredir de forma pusilânime é porque tem alguma coisa que o covarde não quer, ou não pode dizer. A motivação aparente é causada pela pessoa atacada. Pode ser um mecanismo de defesa da consciência do covarde, mas não justifica.
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O covarde não se revela porque assim revelaria os reais motivos. E muito provalmente poderíamos verificar que é alguém que foi defenestrado pela falta de habilidade e competência, segundo a avaliação da pessoa atacada, de suas atividades. Pode ser, professor JARDEL, pois procurei entre os que trabalham na atual administração, que essa pessoa não tenha aceitado ser defenestrado. Por isso o motivo de tantos detalhes "revelados" sobre as circunstâncias vividas por vocês após a sua suposta decisão de afastá-lo.
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O covarde que ataca o professor JARDEL e atacou a mim também (por causa do meu elogio) se reveste de vários falsos nomes. Mas possui o mesmo vocabulário e falta de imaginação para as ofensas. Uma hora se diz "professor", outra hora "cidadão florianense", depois assina como mulher pensando que a multiplicidade de falsos nomes poderá gerar nas pessoas honestas a certeza de unanimidade. Por isso vejo como inadequado entrar sem conhecimento verdadeiro na onda que parece ser unanimidade contra o professor JARDEL apenas com o objetivo de ser também contra. Se tivermos de ser contra que sejamos com claros e objetivados motivos. E não baseados em atos covardes. Será que faz sentido se autodenominar assim como ele faz no Mural? Duvido.
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Primeiro, um professor que tenha sido formado na academia tem que ter aprendido a exercer a sua atividade com ética. O que não é, evidentemente, o caso desse pusilânime do Mural de Mensagens. Pois a sua falta de ética é gritante. Não porque esteja contrariado com uma decisão burocrática, pois tem todo o direito de se achar injustiçado. Mas porque covardemente se esconde e profere despautérios. Deve ser uma pessoa terrível de se conviver, pois antes de ser antiético como profissional ele o é como indivíduo. Porque antes de ser profissional ele é uma pessoa. E que pessoa deve ser.
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Segundo, cidadão certamente não seria uma definição apropriada para ele. Pois um cidadão é também aquele que vive as relações sociais baseado na autenticidade, honestidade, e que por isso desenvolveu uma atitude de identificação dos seus direitos e deveres e busca os meios adequados para realizá-los. E a corvadia, certamente, não é um deles.
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Então, ressalto que o professor JARDEL é um homem que possui valores, fundamentos, objetivos, meios, ideologia. Como toda pessoa que pode ser verdadeiramente considerada cidadão. Podemos não concordar com algumas dessas ferramentas que todos utilizam para a orientação do agir, mesmo porque se temos fundamentos, ideologias e objetivos distintos não podemos concordar com tudo o que se faz. Mas isto não é motivo para a covardia se enfronhar no manto quente da pusilanimidade.
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

FRASES, APENAS FRASES.

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Mais algumas pérolas do universo filosófico.
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"O que existe é o que vemos e tocamos. O que não vemos e não tocamos não existe". (GEORGE BERKELEY).
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Certa vez a revista Veja publicou uma reportagem sobre o astro-físico inglês STEPHEN HAWKING. A reportagem falava sobre seu pensamento, sua física, sua doença e de sua metafísica. A revista selecionou uma frase dele em que teria afirmado que a metafísica é puro lixo. Fizeram isso com o objetivo de condenar as superstições e o encantamento humano. Como o dono da revista é judeu tradicional, aproveitei para colocar o repórter em dificuldade.
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Escrevi uma carta para a seção e fiz o seguinte comentário: Se a metafísica é puro lixo, como teria afirmado STEPHEN HAWKING, então, Deus é puro lixo, porque ele é metafísico.
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Não publicaram o meu comentário sob a alegação de falta de espaço. Mas observem que ele tem pouquíssimas linhas. Também não escrevi com o objetivo de subestimar Deus, mas para mostrar contradição na reportagem e no veículo. O motivo real não foi esse.
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O repórter me enviou uma mensagem agradecendo o comentário, mas disse que STEPHEN HAWKING não estava se referindo àquele tipo de metafísica (Deus). Mas a outro tipo. E fiquei pensando, botei o cara numa enrrascada. E ele não soube sair.
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"Não posso acreditar num Deus que quer ser louvado o tempo todo". (FRIEDRICH NIETZSCHE).
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OPOSIÇÃO.

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A oposição está tentando mostrar que existe. Como já avisei aqui no Blogue, em Floriano a oposição não existe para se opor, porque, segundo o raciocínio que desenvolvi, está esperando a hora de assumir o poder apenas como modo de substituição ao que existe.
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Disse ainda que os eleitores só identificavam a oposição quando montavam os palanques das campanhas. Mas agora parece que isto está mudando.
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Temos visto através da Internet que várias pessoas começaram a marcar terreno. A dizer quem são e por que são.
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Recebi convite para participar da produção de um jornal escrito com a finalidade de esclarecer os fatos e atos da atual administração. O jornal terá circulação em toda a cidade. Esclarecer o que está acontecendo, mostrando o outro lado da moeda, é função primacial da oposição, que não por acaso recebe esse nome, é para se opor. Quem assim não faz é cúmplice, nem que seja pelo silêncio, do descaso administrativo em nossa querida Floriano.
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Vou aguardar mais informações sobre o jornal para poder repassá-las.
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CONTRIBUINDO COM AS ESTATÍSTICAS.

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No Blogue do Sgt. HÉLIO (www.falandoemtransito.blogspot.com) há demonstração de índícios que a maior quantidade de acidentes envolvendo veículos automotores ocorrem com motos. A gente vê por aí todo final de semana. Mas dito por uma autoridade a coisa fica mais enfática.
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Pois, além de todos os motivos e causas que provocam os acidentes o prefeito de Floriano resolveu dá a sua contribuiçãozinha para o aumento do número de acidentes. Ele está determinado em deixar a cidade se acabar. É buraco em toda parte. É sujeira espalhada por aí (com ou sem chuva).
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No último final de semana um colega professor ia passando pelo "anel viário", em frente ao Supermercado Irapuá, quando percebeu que havia uma série de buracos e, assustado, tentou frear a moto. Não deu outra. Caiu e machucou o joelho e outras partes do corpo. Quase não consegue trabalhar hoje. E isto acontece em toda a cidade e com muita gente.
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O descaso está em nível tal que é impossível que o prefeito não veja e não sinta que as pessoas estão achando que é uma coisa propositada (o abandono da cidade). Reage JOEL, Reage JOEL.
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IFET / TESTE SELETIVO.

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Recebi boletim informativo de testes seletivos para professores do IFET. Seguem as informações:
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O INSTITUTO FEDERAL DO PIAUÍ OFERECE VAGAS PARA PROFESSOR.
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O CEFET-PI converteu-se em Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí, correspondendo a um modelo institucional totalmente inovador em nível de proposta político-pedagógica. Trata-se de uma organização verticalizada, da educação básica à superior, o que possibilita aos docentes atuarem em diversos níveis de ensino e aos discentes compartilharem os espaços de aprendizagem, incluindo laboratórios, numa trajetória de formação que pode ir do curso técnico ao doutorado.
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Na visão do professor Francisco das Chagas Santana, reitor do Instituto Federal do Piauí, esta transformação viabiliza de forma eficaz, o desenvolvimento científico, tecnológico e social do estado do Piauí. O modelo implantado, hoje, nos Institutos Federais oportuniza jovens e adultos dos municípios mais distantes da capital, o acesso à educação de qualidade, finaliza.
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A estrutura multicampi e a nítida definição da área de abrangência das ações dos Institutos Federais demonstram, dentro da missão destas instituições, o compromisso de intervenção em suas respectivas regiões, detectando problemas e criando soluções técnicas e tecnológicas para o desenvolvimento sustentável com inclusão social. Além disso, os Institutos Federais dispõem da estrutura, do funcionamento e, acima de tudo, da autonomia universitária.
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No que diz respeito ao Instituto Federal do Piauí, este, no momento, está oferecendo vagas para professor substituto para atender à necessidade temporária, nos termos da Lei nº 8.745, de 09/12/93, dos cursos/disciplinas: Música, Segurança do Trabalho, Eletrônica, Eletrotécnica, Filosofia, Modelagem Industrial, Tecnologia de Cultura, Risco e Corte da Confecção Industrial, Habilidades Básicas de Cozinha, Confeitaria, Panificação, Enologia e Bar, Matemática e Artes.
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As inscrições para o Processo Seletivo Simplificado estão sendo feitas, até dia 20 de fevereiro do corrente ano, no horário de 8h às 12h e de 14h às 18h, no Instituto Federal, Prédio B, na Diretoria Geral do Campus Teresina Central, situado na Praça da Liberdade, e no Campus de Parnaíba, na BR-402, Km 3.
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No ato da inscrição, o candidato deverá apresentar: original e xérox do documento de identidade; cópias dos documentos que comprovem a titulação exigida para o curso/disciplina a que concorre, conferidas pelos originais; curriculum vitae, atualizado e devidamente comprovado; ficha de inscrição, adquirida no local; fotocópia do comprovante de recolhimento da taxa de inscrição no valor de R$ 40,00 (quarenta reais).
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Os interessados poderão obter maiores informações pelo site
http://www.cefetpi.br ou pelo telefone 3215 5203.
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P.S.: agora, quanto aos concursos para professor efetivo vale esclarecer que durante este ano serão realizados alguns para preenchimento de vagas em vários campi que irão ser construídos em todo o Piauí (estão previstos, além dos que já existem, mais seis). Tem muita gente que deseja fazer esses concursas mas não está observando que os mesmos têm validade de dois anos e que, portanto, em certas áreas pode não haver mais concursos tão cedo.

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O ÓBVIO.

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Outro dia disse, através de e-mail, a um amigo que detesto o óbvio. Necessito explicar porque nem sempre o óbvio para aqueles que têm conhecimento de determinados assuntos o é para tantos outros que não o conhecem.
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Portanto, o óbvio é necessário para muita gente que ignora certas questões. Exemplo: é óbvio que o poder exercido de forma autoritária e centralista só tem um único objetivo, roubar. Mas muita gente pensa que isso é apenas um estilo de governar. Tratar demasiadamente dessa questão me entedia, mas dependendo do público é absolutamente necessária.
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O tédio, portanto, decorre da mesmice numa discussão sem fim e da simplificação do tema. Tratá-lo no âmbito da conscientização pública é fundamental. Está esclarecido, pois comentei com outra pessoa e aí veio uma observação contrário à minha posição.
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CONHECIMENTO / SABEDORIA.

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"Professor, diante das definições e distinções sobre conhecimento e sabedoria... Os pensadores de a.C. tinham só conhecimento, só sabedoria, ou os dois? Fiquei pensando nisso porque ontem estava num culto em ação de graças (formatura da minha irmã) e o pregador falou que muitos são cultos (intelectuais), mas só tem sabedoria aquele que conhece a palavra de Deus (a Bíblia). Essa foi uma parte da pregação dele, na qual ele fazia a distinção entre conhecimento e sabedoria. Bom fim de semana, valeu."
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Recebi este e-mail de um ex-aluno, THALYSSON FERRAZ - IFET, um dos melhores alunos que tive, e pretendo respondê-lo nesta postagem. É claro que o que vou dizer não esgota a questão e nem é a única postura. Outros poderão ver a mesma questão de outro ângulo e defender outra postura. Mas tenho a minha e vou tentar esclarecê-la.
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Não há uma concodância unânime quanto à existência do mesmo significado para as palavras conhecimento e sabedoria (não é meu propósito discorrer sobre a questão etimológica das palavras). Alguns definem as duas palavras como tendo o mesmo significado. Outros optam por diferenciá-las. Me identifico com aqueles que a diferenciam.
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"PITÁGORAS teria sido o primeiro a chamar-se FILÓSOFO, amigo da sabedoria e não sábio propriamente dito. Pois o sábio é aquele que vive praticamente a sabedoria. Dispensando-se inclusive de falar, ao passo que o Filósofo, precisamente porque não a tem, discorre sobre a sabedoria e a procura." Como disse o filósofo brasileiro ROLAND CORBISIER.
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Escolhi essa citação para tentar justificar a minha posição porque nela PITÁGORAS propõe não só o nome FILOSOFIA ao conhecimento que havia nascido na Grécia Antiga, mas uma nova postura epistemológica. Ele defendia que "a sabedoria plena e completa pertence aos deuses" (CHAUI). Portanto a uma categoria de seres diferentes dos mortais homens reservando a estes apenas a possibilidade de desejá-la e amá-la.
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Naquele momento histórico (século VI e V a.C.) surge um grupo de pessoas que deseja conhecer e explicar a realidade baseado num critério não utilizado e ignorado pelas autoridades e pelos sábios. Esse critério é o logos, a razão. A busca da verdade, para os Filósofos, passa a ser fundamentada na razão e não mais na imaginação, fantasia, superstição, religião e na autoridade dos escolhidos, os sábios.
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No mito religioso grego algumas pessoas seriam escolhidas pelos deuses a quem era depositada a confiança do conhecimento. Portanto, estes seres especiais detinham o monopólio do saber e da verdade. A eles acorriam todos aqueles que necessitavam de instrução para viver. Não é preciso dizer, aliás como o fez CRÍTIAS - um dos Trinta Tiranos - quando disse que "Os deuses são astutas invenções dos homens de estado para obter o respeito à leis.", que era através dos sábios que as autoridades mantinham a ordem instituída. Tudo baseado na imaginação, no mágico, na fantasia da religião.
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Esses sábios não eram questionados, avaliados. Eram obedecidos. A outra concepção que já podemos identificar com o conhecimento (épistêmê) não busca a sabedoria religiosa dos videntes (os sábios escolhidos), mas uma sabedoria que pudesse ser demonstrada, questionada, avaliada, testada porque baseada na razão, a sabedoria dos Filósofos.
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"As poucas notícas históricas que temos a respeito dos sábios revelam-nos diversos, quanto à personalidade e à maneira externa de se comportar. Houve um EPIMÊNIDES, tipo de mago e de asceta. Mas houve também um SÓLON, poeta elegíaco e legislador. E houve um TALES, matemático, Filósofo, e homem de estado. Como ainda um PERIANDRO, tirano de Corinto.
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Com frases pequenas, incisivas e lapidares, os sábios emitiam sentenças (gnómai) que calavam profundamente no ânimo dos seus coetâneos, levavam à reflexão e convidavam à tomada de decisão. Eis algumas delas: Conhece-te a ti mesmo; olha o fim; conhece o tempo oportuno; no meio está a virtude; honra aos deuses; modesto na prosperidade, forte na adversidade; escuta muito e fala pouco." Citação de outro Filósofo brasileiro TIAGO DE ADÃO LARA.
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Estes sábios trabalhavam os seus preceitos baseados numa ordem que é transcendente aos desejos humanos. Ou seja, não importam os caprichos, desejos e súplicas dos homens o que existe, existe por determinação divina.
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Já os Filósofos trabalha(va)m os seus conceitos e definições baseados na noção de conhecimento como "um saber teoricamente organizado e racionalmente crítico" (LARA). O conhecimento nascendo como ciência (só nascendo). Os ditos sábios, por oposição, possuíam um saber "esparços, ou amontoados acriticamente" (LARA), como podemos ver nas frases acima citadas.
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Com os amigos da sabedoria o saber e a verdade deixaram de ser monopólios dos sábios. "O pensamento é comum a todos", disse HERÁCLITO no fragmento 113. Com isso quis dizer que todos, ao participarem do logos, podem buscar a sabedoria e a verdade sem precisar de intermediários. - Só uma perguntinha sem propósito: se os reformistas da igreja (LUTERO e cia.) disseram que não haveria necessidade de intermediários (os padres) entre os humanos e Deus por que eles fundaram igrejas e executam o mesmo papel dos padres?
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Aqueles que são empregados de Deus requisitam para si o monopólio da sabedoria destacando esta como um comportamento puramente moral. Isto porque quem conhece e pratica os preceitos religiosos estariam agindo como Deus determina. Sábio neste sentido, portanto, é o cordeirinho que segue o pastor.
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Mas o pastor é um homem. Mas as religiões foram criadas por homens. E eles exercem o poder porque os cordeirinhos fazem o que eles dizem, e isto porque assim seria melhor para todos. Para os que mandam e para os cordeirinhos que obedecem. Me lembrei agora de CRÍTIAS.
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Aqueles que não rezam em suas cartilhas perderiam a oportunidade de ter acesso à sabedoria e devem se contentar com a "subalternidade" do conhecimento cultural, em ser culto.
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Para entender melhor a relação dos sábios com as autoridades e o poder é indicado assitir ao filme "300". Lá estão bem claras essas relações e suas consequências. A religião como meio de exercer o poder de forma direta ou indireta. Que saudade que a igreja tem dos tempos malfadados da Idade Média. Que inveja têm os evangélicos das teocracias do Oriente Médio. Ainda bem que vivemos num país laico, porque senão eu teria amanhã que ir depor num tribunal inquisidor correndo o risco de morrer queimado (outra dica de filme: "As sombras de GOYA").
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

AINDA SOBRE A ÍNDIA.

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Fotos chocantes que revelam um aspecto da religiosidade dos indianos. Na Índia cerca de 80% da população é adepta da religião hinduísta. Dentro dessa religião existem várias formas diferentes de entendimento religioso. Há tantas tendências religiosas que não existe número certo sobre o total delas. Mas essa infinidade de tendências religiosas revela hábitos, costumes, valores, crenças diferentes entre eles. Uns acreditam que jogar os corpos de seus mortos nas águas do rio Ganges obterão a purificação de suas almas porque o rio é respeitado e tido como possuidor de um caráter purificador. Caramba, essa é apenas mais uma faceta que as religiões revelam sobre o caráter dominador, escravizador e deprimente em relação às pessoas. Religião, sim. E não adianta dizer que é errada, pois é apenas diferente. Quem foi que disse que o seu deus é melhor ou superior que o deus deles? Se perguntarmos a qualquer hinduísta se o deus dele é melhor que o deus judáico, cristão ou islâmico teremos a mesma resposta. O aspecto fundamental permanece em todas elas: a alienação. O que nos choca é perceber que nessas mesmas águas eles tomam banho, bebem, lavam roupas, jogam suas fezes e urina, além de seus mortos. A religião os faz agir de tal forma. A religião, sempre a religião.
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ELEIÇÕES 2010.

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Foi publicada no portal 180 Graus.com uma pesquisa que aponta a intenção de votos dos teresinenses, hoje, para a eleição de 2010. É um quadro que se apresenta sob a ótica dos moradores da capital. Sabemos que as pessoas, em número maior (numa relação proporcional), possuem um nível de instrução mais elevado que os do interior (reflexo das políticas educacionais). Sabemos que o teresinense desenvolveu, por consequência, uma atitude política mais efetiva, engajada.
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Por isso esse retrato desse momento não reflete o que se pensa no interior do Piauí. Se fizessem uma pesquisa que contemplasse todo o estado teríamos resultados diferentes. É claro que não seria tão mais diferente, mas com certeza não seria igual. Se observamos os dados da pesquisa no item em que se colocam o nome do prefeito da capital, SILVIO MENDES, o resultado muda completamente. Isso porque ele tem desenvolvido um trabalho que é aprovado pela quase totalidade dos eleitores da cidade.
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Mas no interior o nome dele não tem penetração. E mesmo que se fizesse um trabalho de divulgação não melhoraria muito, não. Ele não possui uma estrutura partidária, ou coligação tão forte, que possibilitasse essa modificação nos dados. O seu único aliado já fechado é o DEM. Possivelmente poderá contar com o PTB, mas não há nada certo, só rumores de insatisfação momentânea.
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Este quadro colhido com essa pesquisa pode se modificar completamente no próximo ano, inclusive com modificação dos nomes hoje apresentados na pesquisa. Podem surgir novos fatos políticos, desistências, novos nomes, novas coligações e tudo isto pode mudar a perspectiva dos eleitores. Um nome só não ganha eleição. Uma coligação é fundamental nesse processo. É preciso ter calma e acompanhar os acertos políticos e as indicações com certa frequência para que o retrato que se formará a partir de julho de 2010 não nos surpreenda. Devemos ser efetivos observadores até dos bastidores para que possamos escolher com consciência o nosso candidato. Dessa escolha depende os quatro anos seguintes de nossas vidas.

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Vejam os dados que compilei do portal: www.180graus.com :
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"De acordo com a pesquisa '180graus/Jales', se as eleições para a sucessão de Wellington Dias (PT) fossem hoje, o senador João Vicente Claudino (PTB) seria o mais votado na capital do estado com 33,08% contra 22,37% atribuídos ao secretário de Fazenda Antonio Neto (PT). O deputado federal Marcelo Castro (PMDB) obteria 18,80% dos votos, ficando em terceiro lugar. Já o vice-governador Wilson Martins (PSB) ficaria em quarto com 9,96%. Os indecisos totalizariam 15,79%.
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Foram entrevistados 532 eleitores em 50 bairros das zonas Norte, Sul, Sudeste, Leste e Centro de Teresina entre os dias 2 e 6 de fevereiro do ano em curso. Os entrevistados responderam à pergunta “Se as eleições fossem hoje, em qual desses candidatos o senhor(a) votaria para governador?”. Trata-se de pesquisa estimulada e não espontânea. A margem de erro é de 3,57%, para mais ou para menos. Mais números da pesquisa '180graus/Jales' serão divulgados ainda nesta segunda-feira, dia 9, na manchete do Maior Portal do Piauí.
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E COM SILVIO MENDESA: entrada em cena do prefeito Sílvio Mendes (PSDB) muda completamente o panorama da sucessão na capital. Quando o seu nome é colocado em contraposição aos demais pré-candidatos, ele obtém 49,81% das intenções de votos, mantendo uma dianteira considerável de 34,4% em relação ao segundo colocado, que neste caso seria o secretário Antonio Neto com 15,41%. O terceiro lugar nesta simulação é do senador João Vicente Claudino, que obteve 13,91%. O deputado Marcelo Castro ficaria com 9,40%, enquanto caberiam ao vice-governador Wilson Martins 3,76%. Os indecisos totalizam 7,71%.
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No item rejeição, o senador João Vicente Claudino lidera com 17,29%, seguido por Antonio Neto com 17,11% e Wilson Martins com 15,98%. Marcelo Castro ficaria em quarto com 15,22%. A menor rejeição é do prefeito Sílvio Mendes, com 11,09%. Os indecisos somam 23,31% dos entrevistados."
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ESTOU DANDO IDEIA.

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Quando recebi estas fotos por e-mail do Portal Brasileiro de Filosofia tomei um susto. Assim como você pode pensar também elas não são de Floriano. São fotos da Índia que o texto diz que nunca veremos na novela das oito (que nada, das nove e meia). Estou assistindo a novela exclusivamente nas cenas que se passam lá. O enrendo é pobre demais para prender a atenção de qualquer pessoa mais exigente. Quando aparecem as cenas no/do Brasil coloco no mute e pronto. Mas não estou mostrando estas fotos com a intenção de servir como parâmetro para a nossa cidade. Se JOEL visse estas fotos poderia querer chegar lá, mas tomara que não. Pelo menos temos consciência que não podemos chegar nesse nível. Mas se todo mundo continuar calado, eu não sei, não.
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

DIPLOMADOS, ENFIM.

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Fui convidado a comparecer à festa de colação de grau de uma turma de alunos da Faculdade Religare. Aconteceu sábado 31/01/2009 lá no Hotel Rio Parnaíba. Os graduados foram 56 nesta solenidade de felicitações.
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Me senti feliz e realizado por vivenciar o resultado de mais uma etapa do trabalho que fizemos. Muitos acham que o trabalho do professor não traz satisfação porque não se consegue vê uma coisa prática no final do processo. Mas é só participando de uma solenidade como essa que percebemos o nosso objetivo alcançado.
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Apesar de tantas vozes torcendo contra os alunos conseguiram seus objetivos imediatos que era a titulação. Agora é se esforçar para conseguir o trabalho decorrente do esforço. Desejo a todos os formandos que trilhem os caminhos que escolherem e lutarem para trilhar. Que consigam atingir os objetivos que desejam atingir.
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Em breve, março, teremos mais uma turma colando grau. Mais uma confraternização e realização de objetivos.
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E ainda tem um mau-caráter que se diz "Observador" nas vias de comunicação de nossa cidade que falou que o MEC tinha mandado fechar a faculdade. O elemento é tão alienado que uma das pessoas que dirigia a escola em que ele trabalha se graduou sábado passado. É mesmo de má índole esse elemento, é mesmo um tremendo canalha.
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JJ.

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Que azar o nosso. Me disseram que o delegado JJ é daqui mas trabalha em Teresina. Que azar o da população.
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LARANJAIS.

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Fiquei sabendo das marmotas que estão fazendo nos processos licitatórios da prefeitura. É tudo um jogo de cartas marcadas.
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Pessoas que se encorajam e pegam o edital para tentar concorrer são desencorajadas porque fulano já está esperando obra tal. Outro dia uma pessoa chegou para participar de uma "concorrência" e já tinha uma outra sentada esperando que o processo começasse. Quando esse concorrente chegou, o que já estava se levantou e foi até o carro. Trocou o envelope de oferta do lance e voltou para participar. Imaginem o que não teria acontecido se essa pessoa não tivesse chegado. Que preço seria cobrado, heim?
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Tem empresa que ganha concorrência para repor lâmpadas e deveria seguir as especificações do edital comprando as lâmpadas com as características determinadas na licitação. Depois que ganha repõe lâmpadas de fabricação chinesa. E aí as pessoas perguntam por que as lâmpadas queimam tanto. Ora, bolas.
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Uma das últimas licitações para transporte foi ganha pelo maior laranja de Floriano. O elemento não tem carro para prestar o serviço, mas ganha sempre. Qualquer processo licitatório honesto desclassificaria essa "empresa" porque ela não tem as mínimas condições de prestar o serviço. Mas aqui o que vale é a cor da camisa. A desse elemento todo mundo na cidade sabe que é da cor laranja.
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Coisas desse tipo é que levam a gente a entender como um ex-prefeito de uma cidade que foi retirado do mandato a se propor candidato a deputado estadual. Está alardeiando que tem oito milhões de reais para gastar na campanha. E olha que esse elemento mora longe daqui. Ainda bem, pois aqui não tem dessas coisas, não.
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LIMPEZA.

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No sábado, 27 de Dezembro de 2008, publiquei uma postagem mostrando através de fotos o descaso da prefeitura com a galeria Fauzer Bucar no bairro São Cristovão. O mato estava tomando quase tudo. As montanhas de lixo, então. Mas agora tudo mudou.
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Passo sempre por lá e vi que o JOEL mandou limpar a sujeira toda. Capinaram o mato e retiraram o lixo. Muito bom para os moradores e vizinhos daquela região. Pena que isso aconteça apenas uma vez por ano.
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Não sei se esse descaso é reflexo de incompetência ou é simplesmente preguiça de quem de direito. Mas eu tinha que falar aqui da limpeza, porque do contrário não estaria sendo honesto.
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

SOBRE LADRÕES E CIDADÃOS DESPROTEGIDOS.

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Estou relendo um livro de Filosofia, "Curso de Filosofia", organizado por ANTONIO REZENDE. No artigo "O que é Filosofia e para que serve" a autora MAURA IGLÉSIAS, Pós-Doutora pela Universidade de Paris IV, cita os motivos que levam as pessoas a filosofar. "PLATÃO e ARISTÓTELES indicaram com precisão a experiência que, segundo eles, dá origem ao pensar filosófico. É aquilo que os gregos chamaram "thauma" (espanto, admiração, perplexidade)".
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A interpretação que faço é que não é o espanto nervoso, psíquico (fobia), susto. Diante da atitude bastante comum a todo ser humano de transformar as coisas e seres que nos rodeiam em coisas "invisíveis" e "naturais", então se espantar é notar a existência de algo como surpreendente à nossa percepção. De outro modo, nos acostumamos tanto às coisas que muitas vezes nem as percebemos mais. As tornamos "naturais", banais, comuns, sem importância.
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Só que grande parte dessas coisas tem uma importância muito grande para nós, ou tem um grau de dramaticidade que podem impossibilitar a nossa própria existência. Só citando exemplos comuns: nos acostumamos, banalizamos, naturalizamos tanto os nossos pais que chegamos a não dar-lhes a devida importância, ou seja, a atribuir-lhes a devida importância (dramaticidade de suas existências). Quando alguma coisa acontece e nos põe em risco a existência deles nos espantamos, ficamos perplexos. Só aí passamos a recuperar o grau de dramaticidade que esses seres tão importantes têm para nós.
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Outro exemplo podemos considerar a violência. Volto a falar outra vez do arrombamento de minha residência. Ao comentar este fato muita gente o considera comum, natural, banal. E este argumento falacioso é decorrente da atitude policial de desconsiderar a dramaticidade do fato para a vítima. Tudo é visto com tanta banalidade na delagacia que quem não está acostumado com essa banalização se surpreende, como foi o meu caso. Sempre considerei a violência algo que a nossa sociedade vem há muito tempo banalizando, naturalizando e tentando conviver com ela como se isso fosse perfeitamente possível.
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De repente, as pessoas se defrontam com situações violentas e aí se espantam, ficam perplexas, se admiram. E é aí que começam a questionar. Começam a procurar a causa, os meios, os fins para tanta falta de conviência digna. Começam a filosofar. O Filósofo brasileiro PAULO GHIRALDELLI diz que a Filosofia é "a desbanalização do banal". Aquilo que se tornou banal deve ser visto com outros olhos para buscarmos o que pode ser feito no sentido de torná-lo melhor.
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Vivemos um período pré-festas e as pessoas são incentivadas a participar delas como se isso dependesse as suas vidas. Quem não participar vai ficar excluído das relações pessoais, amizades, relacionamentos, grupos... Muita gente que não possui os meios (dinheiro) para participar, mas que são instadas a fazê-lo através da mídia (paga com o dinheiro de seus tributos) e que não possuem uma formação moral firme terminam sucumbindo aos atalhos, imposturas que existem. Só não se preparam para o trabalho porque roubar é mais fácil. Não precisa estudar, se qualificar, perder tempo indo à escola.
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Muita gente quer, deseja comprar um tal de abadá. Muita gente quer, deseja ter dinheiro para comprar alimentos e bebidas para a grande festa. Mas não tem dinheiro. Aí começam a cometer os roubos, assaltos, arrombamentos como meio de conseguir aquilo que querem, desejam. Como estes fatos sempre acontecem todos os anos, e são tão numerosos que o aparelho policial não dá conta, então se entregam à banalização.
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Mas a ausência do estado na garantia do requisitos para a existência do estado de direito pode fazer surgir alternativas nada solucionadoras e legais (milícias). Tomara que não estejamos vivendo em germe o surgimento, como em Picos, desse tipo de solução para a violência.
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Mas voltando ao livro, vou ressaltar um trecho que merece destaque: "Sendo a maioria das pessoas pouco exigente, as explicações dadas pelo mito (mitologia), ou quaisquer outras explicações prontas de uma cultura, bastam para quebrar o espanto nascente, e, assim sendo, a Filosofia não acontece. Aliás, é comum também que as questões mais fundamentais nem cheguem a ser postas - um ser humano pode crescer, assimilando com naturalidade as explicações dadas pela sua cultura sobre o mundo que o circunda, quer se trate do mundo físico, quer do social. As regras de conduta, o sistema de organização social muitas vezes não chegam a espantar ninguém. As pessoas crescem sem discutir os papéis sociais que lhes são atribuídos, sem jamais questionar seu valor e seu porquê, como se tudo fosse parte da ordem natural e inevitável das coisas."
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Então, as questões fundamentais são levadas pelo costume do meio social a ser consideradas naturais, banais, desimportantes. A cultura (no caso as pessoas à nossa volta) termina criando uma postura sem dramaticidade daquilo que possue uma dramaticidade urgente. Dizem que é assim mesmo, que basta comprar portas mais fortes, de ferro e grades para se proteger. Não tem que fazer mais nada. Não podemos contar com mais ninguém.
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Essa visão que está se formando do aparelho policial é particularmente terrível. Se os problemas não são resolvidos as pessoas terminam formando negativamente essa visão. Se as pessoas não estão protegidas irão procurar meios de fazê-lo, mesmo que para isso tenham que ir contra a lei. Símile daqueles fracos moralmente que terminam procurando os atalhos, as imposturas para realizar seus querer, desejos. Que sociedade é essa?
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