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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

POESIA.

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Fiz este poema no início da década de 80 e ele consta do livro "EFUSÃO" que foi lançado em 1984. Você pode não concordar com meu ceticismo pós-adolescente, mas que há muito de verdade ainda neste poema, há.
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FLORIANO !
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Tudo é claro sob esse sol.
Como os olhos mortos
Das mulheres de seios nus
Que lavam a lama dos lençóis da cidade
Nas águas cinzentas desse rio,
(Reflexo da conexão desse cimento)
O cais.
Marechal de Ferro,
A voz da nossa gente está nascendo agora
Como o teu dia
Sem coisas opacas e ócio,
Como a tua gente doméstica que não te vê.
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Tudo é claro sob esse sol.
As vozes que pulam o muro
Para plantar palavras
(Dentro de um momento de insatisfação)
Nesse "bosque" de tristezas.
Quando a fome dos teus bairros
Começar a subir nas paredes sujas da tua estrutura
Talvez estarei sorrindo
Porque renegarás todo esse peso.
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Tudo é noite sem esse sol.
As tuas praças e bares
Coisas vivas (que duram poucos segundos)
Num sorriso de vertigem das manchetes dos jornais.
A nova verdade de uma história
Está cansada de tanto gritar: uma nova cidade.
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Um comentário:

Larissa Reis disse...

Concordo plenamente nobre professor Jair, nao cansarei de gritar por uma Floriano melhor...A tão sonhada Floriano a Foriano dos nossos sonhos!!!!!!