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sábado, 17 de março de 2012

ANIVERSÁRIO DA CHESF - PALAVRA DO DIA.


Discurso do Gerente Regional de Operação Oeste da CHESF, AIRTON FEITOSA, pela passagem dos 64 anos de fundação da empresa. Vale a pena ler para saber um pouco da história dessa empresa vital para todos nós.


"Teresina, PI, 15 de março de 2012
Palavra do Dia: Aniversário da Chesf.
Senhoras e Senhores,
Antes de qualquer outra ação, permitam-me cumprimentar o Tenente Coronel Humberto da Silva Marques, Comandante do 25º Batalhão de Caçadores do Exército Brasileiro, e dizer-lhe da nossa satisfação pessoal, que é certamente de toda a Gerência Regional de Operação Oeste, em vê-lo participar deste evento.
Quero também, nesta oportunidade, cumprimentar a D. Maria do Socorro, José Avelar Furtado Barros, Francisco Carlos Nogueira da Costa, José Antônio de Siqueira Britto, Marcos Antonio da Silva Costa, José Alfredo Júnior Mendes Rocha e Humberto Félix da Costa, em nome dos quais cumprimentar todos os 354 empregados lotados na Gerência Regional de Operação Oeste.
Aqui estamos, mais uma vez, para reverenciarmos o aniversário da nossa empresa. Começo então este breve pronunciamento registrando a importância deste dia para todos os chesfianos. É um dia em que a história desta empresa se confunde com a história de nossas vidas, unidas numa simbiose convergente, onde desde o início utilizamos os recursos da pesquisa e da inovação para inovar o que ainda precisa ser imaginado, combinados com a inspiração para criar um amanhã melhor.
Em 15 de março de 1948 começamos, de fato, a escrever esta nossa história com foco na geração, comercialização, transmissão e distribuição de energia elétrica quando, então, o Brasil tinha apenas 41,2 milhões de habitantes.
Naquela época, a indústria manufatureira se desenvolvia lentamente e poucas Usinas Siderúrgicas produziam o aço de que o nosso país precisava para atender às suas necessidades internas.
O Nordeste era um imenso vazio que mal sustentava a sua pecuária extensiva e com uma difícil agricultura de subsistência em suas vargens que ainda se mostravam férteis. 
O Brasil era grande, era o país do futuro, mas não conseguiria sair do passado, se não encontrasse uma alternativa de suprimento de energia para isso.
Eis a grande questão! Onde mesmo encontrar essa energia? Não tínhamos se quer o carvão mineral. Os estudos, até então confiáveis, asseguravam que não havia petróleo em solo brasileiro em quantidade que permitisse a sua extração econômica. Importávamos quase todos os derivados de petróleo que consumíamos, dentre eles, o querosene enlatado para os lampiões e lamparinas que, no campo e nos subúrbios pobres, substituíam as velas e candeias. Lampiões que iluminavam a rua onde eu morava e lamparinas que muito me ajudaram a fazer as tarefas da escola em companhia da minha mãe e meus irmãos. Todos sentados no entorno de uma mesa para estudarem.
Ademais, fora do eixo Sul e Sudeste, que já dispunha de gás encanado, seu uso na cozinha era uma novidade. Aqui, usávamos mesmo era a lenha. O aproveitamento da força hidráulica para a produção de energia elétrica, ainda que disseminado nas já citadas regiões, era também incipiente. Com exceção de algumas usinas instaladas nas mesmas e que eram de pequenas potências que se valiam de quedas naturais em rios acanhados para o suprimento dos pequenos e médios núcleos urbanos.
Não obstante, nós tínhamos o essencial. Tínhamos os rios que nasciam nas montanhas e que desciam, com toda a sua força, rumo ao mar vencendo os desafios da natureza. Eles eram, dentre outros, o São Francisco e o Parnaíba. Mas, ainda que dispuséssemos dos rios, não havia empreendedores interessados em investir o capital necessário num grande empreendimento, sem a garantia do retorno esperado. Se não tínhamos demanda, como encontrar investidores dispostos a mobilizar o capital suficiente à construção das usinas de que tanto precisávamos?
Contudo, o Brasil dispunha de um grupo excepcional de visionários, dentre eles, citamos Delmiro Gouveia, Apolônio Sales, Getúlio Vargas, Eurico Gaspar Dutra e Antônio José Alves de Sousa.
É dessa quinta histórica que nasceu a Chesf. A força estava ali em sossego indolente nas águas do Velho Chico e do Velho Monge que banhavam as Cachoeiras de Paulo Afonso e Boa Esperança, respectivamente, esperando quem a despertassem. Não estava só ali. Descia rio abaixo num declive rumo ao mar.
Mas, a grande descoberta de Delmiro Gouveia fez gerar o embrião de uma empresa pujante. Essa descoberta fortuita se transformou num projeto de grande monta patrocinado pela visão estadista de Getúlio Vargas ao determinar a constituição da Chesf.
Paulo Afonso I, a partir do dia 15 de janeiro de 1955, foi a sua primeira usina a converter energia hidráulica em eletricidade. Uma grande usina e que inclusive foi questionada por alguns. Posteriormente, já no dia 7 de abril de 1970, veio a nossa Boa Esperança. Com a construção destas usinas, a engenharia brasileira deu um salto de excelência. E tudo começou ali, na minha querida Paulo Afonso.
O tempo passa... e no curso destes sessenta e quatro anos a nossa empresa cresceu, deixando de ser apenas uma hidrelétrica, mas buscando outras formas de geração, dentre elas e com destaque para a eólica, que ora trata da implantação do maior Parque Eólico do Brasil.
Por outro lado, a nossa empresa teve a sorte de ter sido dirigida por grandes homens, como é o caso do memorável Alves de Sousa, nosso primeiro Presidente, um carioca nordestinizado e que se doou ao Nordeste com um amor sem medida. Presidiu por treze anos e nove meses esta empresa e conseguiu aliar à excepcional formação técnica e vasta experiência prática, destacável habilidade política, a fim de vencer as resistências, aplacar rivalidades e conciliar interesses conflitantes. Foi um grande exemplo para todos nós!
Quero ainda ratificar que temos o imenso respeito e satisfação de hoje honrarmos este aniversário tão singular. Pois, ao crescer, a Chesf fez sim o Brasil crescer. Em cada um dos automóveis produzidos em Camaçari há uma parcela da energia da Chesf. Nas vidas que foram salvas e nas salas de cirurgia dos hospitais há a energia da Chesf. Ela se encontra ainda nos portos, nos metrôs eletrificados, nos sistemas de comunicação. Move máquinas, ilumina escolas, bibliotecas e estádios de futebol, faz funcionar os sinais luminosos, enfim, hoje, depois que foi ligado o “fio” cantado por Luiz Gonzaga, o nosso grande Rei do Baião, cujo repertório foi dedicado aos nordestinos, passou a animar e contribuir para a vida de mais de 190,2 milhões de brasileiros.
Notadamente, desde o seu nascimento, que nós temos a consciência do nosso compromisso com o Brasil, e isso não é verdade apenas no sentido econômico. Por isso, dentro das ações de sustentabilidade empresarial desenvolvemos, também, outras ações que muito têm contribuído para com o desenvolvimento integral do nosso país.
Não obstante, é oportuno destacar que o mundo inteiro está de olho no Brasil por causa do nosso crescimento. Também, estamos no centro do mundo no que se refere à geração, transmissão e comercialização de energia elétrica. Já somos o país com a maior expansão do setor elétrico, com um aumento significativo no consumo de energia elétrica. Já somos a sexta economia mundial.
Outro estudo evidencia que o setor elétrico brasileiro tem sido um dos responsáveis pelo crescimento do Produto Interno Bruto. Isso equivale a bilhões de reais. E não vamos parar por aí. Nos próximos 20 anos, o mercado nacional do setor elétrico deve continuar se expandindo a uma taxa maior que duas vezes a do crescimento do PIB.
Um Brasil de futuro. Esse é o nosso negócio. O epíteto que nos inspira a partir deste ano, na verdade, traduz com justiça toda a história de vida da Chesf a qual celebramos nesta manhã. Sonhar e construir o futuro do Brasil sempre foi o nosso negócio. Tudo o que acontece hoje foi sonhado há muito tempo atrás, desejado e construído passo a passo, não apenas nesses sessenta e quatro anos. Mas, ao longo de toda a sua história.
De lá para cá, todos nós participamos da epopéia de construção do setor elétrico brasileiro que muito surpreende e estimula o mundo, fazendo-o sonhar com dias melhores, não só pelo que pode fazer pelas nações em desenvolvimento. Mas, também, pela garantia de segurança de desenvolvimento que hoje oferece a pobres e ricos.
Ademais, o desenvolvimento econômico marcou as grandes transformações ocorridas no Brasil entre os Censos de 1940 e 2010. É sim inquestionável o papel transformador que a nossa empresa tem nesse processo. É um legado de engenhosidade que temos orgulho de compartilhar com o nosso país.
Desta forma, quero hoje homenagear aqui, com o mesmo respeito com que nos dirigimos aos criadores e aos diretores da nossa empresa, de Delmiro Gouveia a João Bosco, o nosso atual Presidente, os brasileiros que levantaram as nossas barragens, instalaram as máquinas, alinharam os cabos das linhas de transmissão e têm administrado, dado manutenção e operado o sistema elétrico durante todo esse tempo.
Neste momento, sei que muitos já se foram, outros vieram e há, entre os que hoje trabalham na Chesf, filhos e netos dos primeiros operários que se apresentaram aos canteiros de obras em busca do trabalho, do pão e do sustento familiar. Com seu suor, indubitavelmente, criaram milhões de outros empregos através da energia que fez surgir o grande parque industrial de nossos dias. A isso chamamos de compromisso nacional. A Chesf é um exemplo sim desse compromisso.
Porém, todo aniversário é um passo a mais que nós damos na vida. E a cada passo nós podemos, se quisermos, ir renovando nossas metas, moldando nossos caminhos, colocando novos desafios, vencendo velhos paradigmas e cultivando a manutenção da disciplina desejada numa organização como a nossa.
Assim, o retorno àquele espírito de coesão solidária da pátria brasileira é a nossa tarefa nos próximos anos. Já conseguimos avançar muito nos últimos nove anos. Temos razões para o otimismo. Outras iniciativas semelhantes às da Chesf se encontram a caminho. Por tudo isso, Dr. Mozart Bandeira, esta data pertence, em particular, a todos os nordestinos que têem um sentimento elevado de dignidade pessoal pelos grandes homens do passado e que vêem nos seus exemplos, um chamado ao trabalho, à resistência, à vitória.
Por último, na convivência diária com as pessoas que fazem a nossa empresa, acreditamos que desenvolver líderes é uma estratégia essencial para o crescimento da Chesf. Possuímos uma herança em excelência operacional e gestão de processos, e buscamos constantemente desenvolver e capacitar as pessoas incentivando-as pela aplicação de novas ideias de gestão na Gerência Regional de Operação Oeste.
Portanto, que juntos possamos continuar escrevendo, a cada dia, uma página nova desta história.
Parabéns Chesf! A tua existência alumia as nossas vidas.
Que Deus nos conduza!
O nosso muito obrigado!"
Engº Airton Freitas Feitosa
Gerente Regional de Operação Oeste

2 comentários:

SGT HÉLIO disse...

Parabens para a CHESF, para você Airton por sermos testemunha da dedicação pela empresa e para todos aqueles que de uma forma ou de outra ajudam a mesma crescer e nos alumiar.
Gostei!

JAIR FEITOSA disse...

Olá Sgt. Hélio.

Obrigado por participar.

Um abraço.

Jair Feitosa.