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segunda-feira, 11 de maio de 2009

ENTREVISTA COM O FILÓSOFO.

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O Filósofo PAULO GHIRALDELLI e sua esposa FRANCIELLE CHIES.
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A entrevista abaixo foi realizada por ALETHEA MUNIZ especial para o Correio Braziliense de 02/05/2009.
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Ele já formou mais de duas dezenas de mestres e doutores em filosofia, além de centenas de estudantes, agora está longe das universidades. Afastou-se depois de 31 anos de magistério para “ser filósofo”, atividade que lhe parecia incompatível com o trabalho de professor, fosse em instituição pública ou privada. Conhecido como “o filósofo da cidade de São Paulo”, Paulo Ghiraldelli Jr. dedica boa parte do seu tempo ao Centro de Estudos em Filosofia Americana (Cefa), criado em 1996. Os estudos ali produzidos são divulgados no Portal Brasileiro da Filosofia, onde é possível acessar a TV Filosofia, canal de comunicação que mantém na internet. Outra faceta desse filósofo é produzir vídeos difundidos especialmente no YouTube. Com mais de 35 livros publicados, hábil com a linguagem, é ele quem assina a obra O que é filosofia contemporânea?, que chega às livrarias pela coleção Primeiros Passos, da editora Brasiliense. A partir das duas grandes tendências do século 20, a analítica e a continental, Ghiraldelli apresenta em seu verbete crítico, como se refere à publicação, as bases para o pensamento filosófico dos nossos tempos.
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C. B. No livro, o senhor afirma que os grandes temas da filosofia contemporânea são sujeito e verdade. Em que eles se diferenciam da filosofia moderna?
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P. G. A filosofia moderna clássica quer que o sujeito seja a base para a verdade, e toma a verdade, não raro, em um sentido realista. A filosofia contemporânea desconfia da própria possibilidade de termos uma noção bem delimitada de sujeito, e começa a questionar as teorias da verdade que saem do campo realista. Os tempos contemporâneos são os tempos em que a noção de subjetividade sofre abalos de todo tipo, e a noção de verdade parece não poder mais contar com um ponto de apoio fixo, o “ponto arquimediano” de Descartes.
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C. B. Essa virada veio com a filosofia de Nietzsche?
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P. G. O movimento é geral, vem de Marx, Darwin, Schopenhauer e, certamente, Nietzsche é importante nisso.
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C. B. Com a mudança, a verdade passa a ser uma questão de interpretação?
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P. G. Na filosofia contemporânea o importante é antes o verdadeiro que a verdade. Ou seja, passamos a olhar mais para o qualificativo que possa ser aplicado ao enunciado, em especial proposições (enunciados a que se pode dizer verdadeiro ou falso), que para qualquer outra coisa. Então, os filósofos tendem a ver sob que condições um enunciado é verdadeiro. Como não encontram condições que possam mantê-lo durante todo o tempo e em qualquer lugar como verdadeiro, tendem a dizer que o qualificativo não é absoluto. É claro que há os que, como Habermas, dirão que pode ser que tenhamos de admitir isso, sim, mas que sempre teremos de admitir, também, ao menos como ideia, certo tipo de verdade como sendo para todo tipo de condições. Essa é a disputa entre Habermas e Rorty, por exemplo. O último dirá que jamais conseguiremos realmente distinguir o qualificativo “verdadeiro” do qualificativo “bem justificado”.
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C. B. Qual é o status da linguagem na filosofia contemporânea?
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P. G. A linguagem ganhou a cena da filosofia contemporânea. Não só pela via da ampliação da influência da filosofia analítica, a filosofia mais disseminada no mundo anglo-saxão, mas também pelo fato de que a filosofia continental viu na linguagem um elemento tão paradigmático quanto havia sido o trabalho na transição do século 19 para o século 20.
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C. B. O senhor critica, no livro, o especialista que não se articula com outras áreas do saber ou mesmo com a própria vida. Ainda é possível fugir dessa dinâmica?
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P. G. Os grandes filósofos são grandes filósofos exatamente porque vão do detalhes da linguagem técnica da filosofia para o campo em que a linguagem da filosofia social se aproxima do discurso jornalístico. Mas, é claro, isso é o que fazem os grandes filósofos. Infelizmente, os professores de filosofia, em especial os da universidade, estão com uma dificuldade imensa de assim agir.
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C. B. Como avalia o planejamento da atividade filosófica no Brasil?
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P. G. As pessoas bem educadas, no Brasil, até meados dos anos 50 e 60 eram empurradas por alguma filosofia, criavam algum “plano de vida” a partir de determinado corpo racional de pensamento. Isso era o natural. Atualmente a filosofia parece não servir mais para isso, e nossa educação aceitou rapidamente a tarefa de formar o que Weber chamou de o homem moderno par excellence: “o expert sem inteligência e o hedonista sem coração”. Ora, deveríamos poder atuar a partir não só do Ministério da Educação, mas também de organizações da sociedade civil e, certamente, da escola média, no sentido de usar da filosofia para fazer os jovens pensarem em um “projeto de vida”. Deveríamos planejar a atividade filosófica para tal.
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C. B. Por que isso não acontece?
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P. G. Mas quando olhamos para o Ministério da Educação percebemos que isso é impossível, uma vez que os próprios adultos que estão lá nunca souberam o que é isso, o que é uma preparação filosófica para a criação de um projeto de vida. Resta então a sociedade civil. E esta está, de fato, buscando ajuda formativa na filosofia. Todavia, os filósofos conseguem entender isso? Não estão eles presos nos seus trabalhinhos acadêmicos visando ganhar “pontinhos na Capes”? Sim, estão! Que triste isso, não?
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C. B. As leis aprovadas em 2008 para incluir a filosofia, a sociologia e a música como disciplinas do ensino básico não seriam um esforço para mudar esse quadro?
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P. G. A lei veio por iniciativa da sociedade civil, e eu mesmo lutei muito por isso. Mas faltou apoio governamental, que incluiu a disciplina, mas não fez nenhum movimento no sentido de ajudar os professores. Eu mesmo ofereci material para o governo, até gratuito, mas este governo que está aí funciona com uma capa ideológica e como uma confraria de amigos. Além disso, filosofia séria não dá dinheiro! O governo que está aí, como o anterior, não tem o mínimo interesse em preparar professores.
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C. B. Em que medida a filosofia pode contribuir para um debate efetivo dos problemas atuais?
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P. G. A filosofia dos grandes filósofos é um contínuo debate sobre os problemas atuais, e não sobre qualquer outra coisa. Alguns podem não notar isso apenas por desconhecerem o que são “problemas atuais”. Não conseguimos dar um passo sem discutir o que é o conhecimento e se máquinas podem ou não conhecer — e isso é assunto de filosofia. Não damos um passo sem esbarrarmos em problemas sobre quando começa e termina a vida, e isso é assunto de filosofia. Não temos conseguido evitar que toda semana aconteça uma nova guerra — quer assunto mais filosófico que este: o de organizar a cidade para que possamos viver sem nos acotovelarmos demais? Não consigo imaginar um assunto atual que não seja próprio da mira da filosofia. Por isso mesmo eu nunca “paro para pensar”. Nunca usa da metáfora “epa, temos de parar para pensar, parar para filosofar”. Não! Nós temos é que não parar de filosofar o tempo todo, em movimento. No meu caso, que sou filósofo, o meu tempo é inteiro ocupado por elementos próprios da minha formação filosófica, até mesmo em uma situação de disputa passional particular, minha, a filosofia está presente. Estou grávido de filosofia, e é uma gravidez eterna.
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Curioso nesta entrevista é que a repórter se chama ALETHEA que vem do grego aletheia e significa "a verdade".
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A CHESF DIMINUIU A VAZÃO DA BARRAGEM HOJE.

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O reservatório de água da Barragem de Boa Esperança chegou hoje pela manhã cedo (11/05/2009) ao patamar de 97,29% de sua capacidade. Semana passada estava com sua capacidade completamente atingida. Como as previsões na região que fica acima do lago dão sinal de diminuição na intensidade de chuvas, e diminuição também de chuvas direto no lago, então a CHESF resolveu reduzir a vazão. Ou seja, a empresa reduziu a liberação de água no Rio Parnaíba. Sendo assim esperamos que o rio fique menos cheio aqui em Floriano.
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sexta-feira, 8 de maio de 2009

NECESSIDADE IDEALIZADA E CORRUPÇÃO - III.

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Sou adepto do pensamento “complexo” (EDGAR MORIN – 1921) que está, aos poucos, mas continuamente, substituindo a “ciência salaminho” (LADISLAU DAWBOR – 1941). Veja de forma menos abstrata, como exemplo, a mudança nos vestibulares, as questões serão, em alguns deles, baseadas na visão “complexa” da realidade. Elas envolverão agora conhecimento de outras áreas.
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Isso exigirá uma mudança em todo o processo de educação formal que inevitavelmente acarretará uma mudança no comportamento social em breve. As pessoas começarão a perceber que tudo está interligado e essa visão que diz ser a compra de voto – um ato imoral – desvinculada do comportamento ético do candidato no seu cotidiano sofrerá desgaste inevitavelmente.
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Essas pessoas dizem que essa necessidade (compra de voto) é uma prova de que a moral é um comportamento relativo, que o ser humano precisa dessa flexibilidade moral para poder viver. Conversa fiada, a relatividade moral não serve para explicar imoralidades, pois isso seria o próprio fim da moral. A relatividade serve para explicar diferenças de valores morais no espaço e no tempo, e não para dizer que em algumas circunstâncias seria permitido ser corrupto.
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Mas em pouco tempo os eleitores começarão a perceber que comprar/vender coto tem vinculação, ligação estreita com as condições de miserabilidade que nosso povo vive, e que quem compra voto é também corrupto e responsável por essas condições, além de ser corrupto também em muitas outras situações. Isto que estou dizendo não é um modelo ideal, é real mesmo. Não é uma especulação a cerca dos desdobramentos dessa prática na vida social feita a partir de um ou outro caso. Mas da realidade dura em que vivemos.
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Mas no “estado de natureza” o homem concreto não é assim, poderia um desses vereadores argumentar. No “estado de natureza” o “homem é o lobo do homem”, continuaria ele. Creditemos aqui algum grau de plausibilidade nestes argumentos. Mesmo assim podemos contra-argumentar dizendo que “o homem é um animal que avalia”, (NIETZSCHE – 1844-1900), e que se ele avalia é para analisar se aquilo que está fazendo o tornaria melhor do que é.
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Comprar voto certamente não nos torna melhores, pelo contrário, torna a nossa vida mais miserável ainda. E a falácia pode ser rebatida assim, como argumentei aqui. Mas não apenas dessa forma, existem outras, é claro, e existirão mais e mais, pois a ardileza desses indivíduos não para nunca.
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NECESSIDADE IDEALIZADA E CORRUPÇÃO - II.

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Agora, o que levaria as pessoas a se corromperem pode ser justificado como necessidade? Também não. Se o desemprego, a fome, a falta de perspectiva fossem justificativas para a corrupção do voto não haveria moralidade entre os pobres e destituídos dos seus direitos de Floriano e de nenhum lugar do mundo. O que não é verdade.
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Alguns contradizem afirmando que esse homem honesto em que se baseiam para condenar a compra de voto é apenas um homem ideal (desejado) e não o homem real, porque este vende o voto sem remorsos. Será?
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Penso que se a defesa da compra de voto é percebida por alguns como um ato isolado e que, por ser isolado, não tem conseqüência prática nem muito menos ética nas outras coisas, então temos um problema aí.
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Não há coisas isoladas na natureza e na sociedade. Só há coisas isoladas entre si no pensamento metafísico que cria dois mundos substancialmente diferentes, que cria seres substancialmente diferentes para satisfazer, justificar irracionalidades insuperáveis. Ou seja, alguns acreditam que existe um mundo diferente desse em que nós vivemos. PLATÃO (427-347 a.C.) criou o “Mundo das Idéias”, as religiões criaram o céu, o nirvana, o hades... Alguns acreditam que o ser humano é constituído de duas dimensões, corpo e alma. PLATÃO assim explicou o ser humano, como fizeram também as religiões, DESCARTES (1596-1650)... E a Ciência moderna protagonizou mais radicalmente o aprofundamento dessa idéia no mundo real, concreto.
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Tudo é separado. O estudo da realidade é dividido em áreas estanques cheias de vazios (cada ciência em particular; a educação formal separa as disciplinas entre si; e como desdobramento comportamental também a ética, a moral).
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NECESSIDADE IDEALIZADA E CORRUPÇÃO - I.

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Quando ouço discursos em que vereadores se dizem escolhidos democrática e soberanamente pelo povo, me dá azia, pois não mérito nessas mal ditas palavras. Os mandatos, invariavelmente, são sempre os resultados de um processo eletivo absolutamente questionado. O Brasil todo debate como fazer para evitar a compra de votos.
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Há aqueles vereadores que tendo “contratado” cerca de 2.000 pessoas para “trabalharem” para ele cerca de 600 resolveram enganar-lhe. É uma troca inconsciente visto que quem compra voto não tem propósito sério para exercer um mandato.
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O que impressiona é que até parece que esses vereadores, adoradores dessa prática, leram JULES LEQUIER (1814-1862) quando justificam que comprar voto é uma “necessidade”, portanto não pode haver condenação moral porque do contrário não seriam eleitos.
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Essa “necessidade” extinguiria as opções (o exercício da liberdade) que os livrariam de uma condenação moral. Só é livre e, portanto, responsável pelos seus atos aquele que pode escolher. Se não pode escolher não é livre e também não pode ser responsabilizado moralmente pelos seus atos.
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Parece perfeito esse raciocínio. Mas na verdade é uma falácia. Comprar voto não é justificativa para imoralidade. Um ato moral é antes de tudo validado socialmente. E a sociedade, pelo menos a parte sadia dela, condena verdadeiramente esta prática.
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Sendo assim, quando se apela para a ignorância das pessoas para justificar imoralidades está caracterizada a falácia. Não há necessidade de comprar voto. O que há é corrupção de valores tanto de quem compra como de quem vende. Os votos seriam computados mesmo que ninguém comprasse voto e dez pessoas seriam eleitas. O problema de quem compra é que muito provavelmente não ficaria entre os dez.
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quinta-feira, 7 de maio de 2009

AGORA VAI?

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Vacas "pastando" no centro de uma cidade. Aqui só tá faltando isto.
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Reproduzo aqui uma notícia publicada pelo portal Notícias de Floriano sobre o contínuo vai-e-vem de animais pelas ruas da cidade. Já era hora de o prefeito tomar providências. Demorou muito, mas até que enfim ele agiu. Morreram várias vítimas do descaso que deixava os animais passearem pelas ruas da cidade provocando acidentes fatais. Observe que a lei regulamentada é de 98. Por que só agora ela vai passar a valer? Por que o prefeito não a regulamentou antes? Estava esperando o quê? Mortes?
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Mesmo com esse atraso todo, mesmo com esse descaso todo temos que elogiar o prefeito por ter tido a coragem de regulamentar a lei. Nesse período não tem eleição, não tem como sofrer pressão de donos de vacarias e animais, então fica mais fácil. Valeu, JOEL.
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"A Prefeitura de Floriano regulamentou a Lei nº. 169/98 que dispõe sobre normas sanitárias, urbanísticas e postura, no que trata da circulação de animais de grande e pequeno porte no perímetro urbano de Floriano. A regulamentação foi feita através do decreto nº. 232/2009, publicado no último dia 29 de abril de 2009.
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De acordo com o decreto é vedada a livre circulação de animais em todo o perímetro urbano da cidade. Os animais que forem pegos em vias públicas serão apreendidos e conduzidos ao Centro de Zoonoses, que fica no bairro Taboca. O animal ficará apreendido por apenas sete dias corridos, após esse prazo se o proprietário não aparecer para resgatá-lo, o animal será doado ou leiloado. A liberação do animal dependerá da prova de propriedade, do pagamento de multa cujo valor varia de 100 a 300 vezes o valor da Unidade Fiscal do Município de Floriano – UFMF cujo valor é de R$ 1,82 para o exercício de 2009, por animal, conforme a gravidade da infração e a extensão dos seus efeitos. Além disso, o proprietário do animal deverá ressarcir as despesas com alimentação, conforme valor arbitrado pela autoridade municipal. A multa não paga tempestivamente ficará sujeita a atualização monetária e juros de 1% ao mês ou fração de mês. No caso de reincidência, as multas serão agravadas em 100%.
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A fiscalização de postura municipal será exercida, nas respectivas áreas de competência, por agentes fiscalizadores, por agentes sanitaristas ou por pessoas devidamente credenciadas pelo Poder Executivo, observadas as qualificações técnicas para o cumprimento da função."
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UTILIDADE PÚBLICA.

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Olha a GISELDA aí, foto numa platação de girassol na Itália. É a fraca.
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A professora GISELDA COSTA, me autorizou a publicar o número do seu telefone pessoal em virtude de maus bocados que vem passando quando chega a Floriano. É que ela reside em Teresina e vem ao Campus Floriano do IFPI trabalhar toda semana. Ela é professora de Língua Iglesa e doutoranda em Lingüística pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE.
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O perrengue que ela vem passando é em virtude do seu telefone pessoal ter o DDD 86. O número é: 9985 0002. Acontece que é o mesmo número do telefone pessoal do prefeito JOEL (o dele o DDD é 89), quando ela chega aqui recebe vários telefonemas das mais variadas origens perguntando por JOEL. Ela disse que não aguenta mais e pede que não liguem para esse número com DDD 86 (àqueles que não a conhecem). E eu digo que ela não tem como dá emprego a ninguém.
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VEM MAIS ÁGUA AÍ, GENTE.

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Barragem de Boa Esperança liberando água.
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Hoje o Gerente Regional de Operação Oeste da CHESF no Piauí, AIRTON FEITOSA, enviou e-mail comunicando que a partir das 06h:00 de hoje, 07/05/2009, o reservatório de água da Barragem de Boa Esperança chegou ao seu limite máximo. Por isso começou a ser liberada mais água hoje. O aumento do nível de água se deu por causa da quantidade de chuvas que vêm ocorrendo lá pelas nascentes do Parnaíba até o lago e nos seus afluentes.
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Mas isso não vai aumentar o nível do rio Parnaíba, aqui em Floriano, ao ponto de alagamento, pelo menos enquanto as chuvas nas nascentes do rio ficarem nos níveis de até então. Se as precipitações aumentarem consideravelmente, aí é outra coisa. Mas as chuvas nessas áreas estão ocorrendo num nível esperado, porém isso não é motivo para não ficarmos vigilantes. Tudo pode mudar, cuidado é pouco. E tomara que não mude a intensidade das chuvas tão drasticamente, pois o lago de Boa Esperança já está com 99,58% de sua capacidade total.
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Quem desejar mais informações o número do telefone da CHESF em Teresina é: (86) 3087 2725.
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quarta-feira, 6 de maio de 2009

MESTRE ODIMÓGENES SOARES LOPES.

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O professor ODIMÓGENES SOARES LOPES, Gerente de Ensino do Campus Floriano do Instituto Federal do Piauí, acaba de me enviar mensagem comunicando que a partir de hoje ele é mestre em Ensino de Ciências e Matemática, título obtido pela ULBRA - Universidade Luterana do Brasil, no Rio Grande do Sul.
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Ao Odi, como o chamamos aqui no IFPI, desejo todo o sucesso, mais ainda, no desenvolvimento de suas atividades educacionais. Ele é formado em Matemática. Depois direi o nome do trabalho acadêmico dele, a sua dissertação de mestrado.
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O CHORO SOLITÁRIO DE TERESINA.

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Desta vez os atingidos pelas cheias dos rios Parnaíba e Poty não foram apenas os pobres da capital Teresina. Como podemos ver nessas fotos que me foram enviadas pela professora Msc. GISELDA COSTA (IFPI - Floriano). Chocantes. O teresinense está triste e preocupado com tamanha desolação, pois a cidade toda foi atingida direta ou indiretamente. Muita gente precisando de ajuda. No interior várias cidades margeadas pelo Poty estão em situação mais preocupante ainda. Muita gente perdeu casa, pertences particulares e também a dignidade, pois estão vivendo em condições de humilhação. O país todo já assistiu às imagens do transtorno implacável provocado pelas forças da natureza que são divulgadas de todos os ângulos e de todos os lugares alagados.
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Alguém aí já leu em algum jornal, assistiu em algum canal de tv, leu em portais da internet solicitações de ajuda aos cidadãos de vários estados do nordeste que estão sofrendo com as cheias? Alguém já viu algum catarinense se oferecer para ajudar aos desabrigados do nordeste? Não é por nada, não. Mas nós somos vistos de outro modo. O nordestino é gente que não é digna de ajuda. Para encerrar, dor de barriga só dá uma vez?
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O DEBOCHADO E A ESTÚPIDA.

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Caricatura de JOSÉ (moto)SERRA, o debochado.
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Foto da estúpida PARIS HILTON. A vida dela é o tempo todo isso aí, aliás, é mais do que só isso.
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A revista Veja desta semana traz duas frases ditas por essas duas figuras aí a respeito da pandemia da gripe "A", anteriormente conhecida como gripe "suína". A primeira frase foi dita pelo governador de São Paulo (PSDB): "Ela é transmitida dos porquinhos para as pessoas só quando eles espirram. Portanto, a providência elementar é não ficar perto de porquinho nenhum."
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É claro que esse comentário além de ser desrespeitoso com as pessoas que involuntariamente contraíram a doença é também um deboche. Porque os porquinhos a que ele se refere são as pessoas que por ter contraído a doença não tomariam cuidado e andariam por aí espirrando e transmitindo-a para os outros. Então, segundo ele, o jeito é não se aproximar das pessoas contamidas porque elas são porcas e podem transmitir o vírus a qualquer um. Este comentário é de um "político" que pretende ser candidato a presidente do Brasil. Mas ele é da mesma cepa de um FHC (PSDB) que chamou os aposentados de "vagabundos". Não causa surpresa esse tipo de atitude desrespeitosa e debochada praticada por esse "senhor".
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Quanto à estúpida, milionária porque neta de bilionário americano, vive a vida sem fazer nada, porque pode viver sem fazer nada, herdou uma fortuna e a utiliza para mostrar o quanto um ser humano pode fútil. Ela procura viver no limite da irresponsabilidade fazendo coisas inimagináveis. Pois a estúpida, ao ser perguntado se tinha medo de contrair o vírus, respondeu: "Não me preocupo. Não como isso." Pois é, com absoluta falta de conhecimento sobre o processo de transmissão da doença tripudiou em cima da estupidez e se revelou no mais íntimo momento (que não o da foto, claro) de falta de informação. A Organização Mundial de Saúde já declarou para a imprensa que não se "pega" a doença comendo carne de porco. Essa declaração foi dada para evitar que o governo do Egito ( e outros mais) continuasse a ordenar a matança geral de porcos no país.
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Como se vê a estúpida passa muito tempo envolvida com frivolidades e não se informa sobre um assunto que toma a atenção mundial das pessoas. Esses dois juntos formam mesmo uma dupla do barulho. Barulho da estupidez e deboche, é claro.
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terça-feira, 5 de maio de 2009

VALEU, SIM.

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Recebi informação hoje à tarde dando conta que o TSE validou os votos obtidos por GILBERTO JÚNIOR e NELSON JÚNIOR na última campanha eleitoral para prefeito de Floriano. Então, muita gente que falou besteira durante e após a eleição vai ter que ouvir algumas verdades que estão vindo por aí. Aguardem mais informações.
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segunda-feira, 4 de maio de 2009

O DEUS DINHEIRO.

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Olha o EDIR MACEDO aí no lugar em que deveria ter continuado. Mas as leis são feitas para livrar gente como ele da cadeia. É uma pena, mas se ele tivesse continuado aí muita gente não teria se envolvido com esse tipo de coisa.
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Olha o deus dele aí.
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Saiu na imprensa que o "bispo" EDIR MACEDO, dono da Igreja Universal, criou uma nova maneira de tirar dinheiro dos incautos. Ele está pedindo dinheiro através de seu blog para o sítio da Universal chamado "Arca Universal". Ele diz que manter o sítio é muito caro e por isso pede aos incautos que enviem dinheiro, pois a conta mensal está em torno de R$ 108.000,00. Vejam o absurdo: ele diz que para pagar jornalistas, água, luz, telefone, hospedagem do sítio e outras coisas necesita de doações do bestas.
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Para as pessoas não se preocuparem em saber como irá fazer isso ele disponibilizou o pagamento através de cartão de crédito. "Se você está sem dinheiro, não tem problema, passe seu cartão aqui".
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SERRA X VEJA.

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Olha o SERRA aí. Se ele faz isso com crianças imaginem o que fará com o povo brasileiro em geral. Esta foto revela o modo dele ser, claramente. E olha que ele está tentando brincar.
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MINISTÉRIO PÚBLICO NO PÉ DA EDITORA ABRIL
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O Ministério Público Estadual acolheu representação do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e abriu o inquérito civil número 249 para apurar irregularidades no contrato firmado entre o governo paulista e a Editora Abril na compra de 220 milassinaturas da revista Nova Escola.

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O valor da obscura transação é de R$ 3,7 milhões e soma-se a outras negociatas entre o tucanato e o Grupo Civita, que também publica a revista Veja, principal palanque da oposição ao governo Lula. Se levadas a sério, as investigações do MPE poderão atrapalhar as ambições do presidenciável José Serra.

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O promotor Antonio Celso Campos de Oliveira Faria, designado para o caso, oficiou o órgão do governo estadual responsável pela transação, solicitando que esclareça os motivos da contratação sem licitação e cogitando, inclusive, a suspensão do pagamento.

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Além disso, ele solicitou que a Associação dos Professores do Ensino Oficial (Apeoesp) informe se foi consultada na escolha da revista Nova Escola e se ocorreram reclamações dos docentes em função do fornecimento, sem consentimento, de seus endereços particulares. Por fim, notificou outras editoras que atuam no ramo educacional, consultando-as se teriam condições de participar de um processo licitatório caso este tivesse sido aberto.

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Serra e Civita, uma relação obscura

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Para Ivan Valente, o despacho inicial do Ministério Público já é uma vitória do movimento dos professores frente aos desmandos do governo José Serra na área da educação. "Vamos acompanhar a tramitação do processo e pressionar para que os responsáveis por esta contratação, que lesa os cofres e os interesses públicos, sejam punidos com o rigor da lei".

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Ele lembra que a Secretaria de Educação desconsiderou a existência de outras publicações da área, beneficiando a Editora Abril, não consultou os professores e passou para uma empresa privada os seus endereços pessoas, permitindo inclusive outras destinações comerciais com seus dados particulares - o que é ilegal.

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A compra de 220 mil assinaturas representa quase 25% da tiragem total da revista Nova Escola e injetou R$ 3,7 milhões aos cofres do "barão da mídia" Victor Civita. Mas este não é o único caso de privilégio a este ao grupo direitista.
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O governo José Serra apresentou recentemente proposta curricular que obriga a inclusão no ensino médio de aulas baseadas em edições encalhadas do "Guia do Estudante", outra publicação da Abril. Como observa do deputado Ivan Valente, "cada vez mais, a editora ocupa espaço nas escolas de São Paulo, tendo até mesmo publicações adotadas como material didático.

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Isso totaliza, hoje, cerca de R$ 10 milhões de recursos públicos destinados a esta instituição privada, considerado apenas o segundo semestre de 2008".

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01/05/2009

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ALTAMIRO BORGES
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Enviado por: PAULO GHIRALDELLI JR

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O Filósofo da Cidade de São Paulo
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DIRETO DA FOLHA ONLINE.

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Foto de GILBERTO DIMENSTEIN, jornalista, escritor, sociólogo e escreve na Folha Online.
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01/05/2009
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A PIOR NOTÍCIA DE SERRA
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O aumento da criminalidade em São Paulo --e, especialmente o recorde do número de roubos e maior incidência de latrocínios-- é a pior notícia de toda a gestão do governo Serra.
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A notícia é muito pior do que os indigentes indicadores revelados, há duas semanas, das escolas estaduais, que não demonstraram evolução, mas também não pioraram.
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Não só parou de cair, mas como subiu a taxa de homicídios, depois de uma queda desde 1999. O governo explica que uma das razões pode ser a crise econômica, que aumentou o desemprego. Até agora, porém, a explicação oficial para a redução da violência era a eficiência policial --o que eu sempre questionei, por ver que existiam também ações comunidade, influências demográficas e ampliação da escolaridade.
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Nesse momento em que a curva muda, o problema, na visão do governo estadual, é mais externo do que interno. Pode, em parte, ser verdade. Mas não cola.
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Se não mudar rapidamente esses números, Serra deixará o governo, arranhando uma das maiores conquistas sociais não só de São Paulo, mas também do Brasil --a redução da violência. E será não por uma questão econômica, mas de gestão.
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Por: GILBERTO DIMENSTEIN
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Minha posição:
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Vale observar que a imprensa de um modo geral está criando um escudo em torno do governador SERRA, pois é de interesse dela que o mesmo chegue ao pleito de 2010 sem máculas que possam prejudicá-lo. Basta ver como a imprensa se comportou em relação aos últimos fatos graves envolvendo a polícia de São Paulo. Greve, denúncias de corrupção envolvendo até secretários... e não tocaram no nome de SERRA. Por que será? Quando se fala da polícia do Pará, a governadora é posta na berlinda, justamente. Mas o mesmo não acontece com SERRA.
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Isto é 2010. Istó é a imprensa dizendo de que lado estará na campanha. São interesses de classe e particulares se sobrepondo aos interesses coletivos.
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sábado, 2 de maio de 2009

OS JOVENS RAIOS DE SOL ALARANJADOS - V.

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JOEL, pense bem: Você pode fazer o que você quiser, pensar o que bem entender, disse o ATEU.
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- Mas espera aí e a igreja, e a sociedade, e a minha alma, como poderei conviver com os outros, ir à Igreja, e o pior, quando eu morrer e minha alma for para o “ou topos”, como vai ser se eu me comportar assim? Perguntou o apressado JOEL.
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- Calma, JOEL. Vou lhe dar um conselho. Seja egoísta (mais ainda) e entre para a política. Você vai resolver todas as suas dúvidas existenciais e necessidades materiais.
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- Mas como? A política não é uma atividade que se deve praticar visando ao bem comum e não o aspecto particular? Explica melhor o que você disse.
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- JOEL, você vai fazer política atendendo às necessidades da sociedade, mas não porque você deva satisfazer a sociedade. Ela não é o seu propósito. Mas porque será assim, fazendo política partidária, é que você vai conseguir o que quer. Desse modo você vai matar dois coelhos com uma só cajadada.
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- Não existe Deus, alma, bem social e a igreja é apenas uma instituição que tem a função de manter a organização social com suas verdades, seus valores e suas pregações que dizem como as pessoas devem se comportar para manter a sociedade coesa, harmoniosa, ou seja, para que ela continue a ser sempre do jeito que ela é. A igreja é o “capitão–do–mato” da sociedade. Continuou o ATEU.
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- Meu Deus, por que ainda converso com esse homem? Perguntou–se JOEL mais chocado ainda do que na primeira vez.
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Ele resolveu mudar de assunto e perguntou quem era mesmo aquele homem que havia morrido e estava sendo velado na sala e qual a causa da morte.
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O ATEU disse–lhe que era um homem muito rico e havia morrido de derrame e que ele se chamava PAULO. Havia morado, junto com seus familiares ali presentes, numa época anterior próximo à casa de JOEL.
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- Eu já sei quem é, exclamou JOEL. Bem que notei que aquelas pessoas não eram completamente desconhecidas. Mas como elas não eram muito simpáticas com a vizinhança poucas vezes foram vistas na rua. Viviam enclausuradas dentro de casa.
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Algum tempo depois JOEL reconheceu alguma plausibilidade em algumas idéias do ATEU e deu um novo rumo à sua vida. Entrou para a política e fez aquilo que o ATEU lhe falou.
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Hoje, JOEL não pensa mais em almas. Resolveu ficar com as respostas do “capitão–do–mato” sobre as questões que tantas dúvidas lhe causaram e busca resolver suas necessidades materiais através de um cargo público.
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- As nossas almas são entes cujo significado cada um pode lhes atribuir como bem entender, cada um age como acha que deve agir em relação a elas, mas sem esquecer as consequências dos atos que poderão surgir. Depois, por via das dúvidas, ter que haver com Deus. Ele criou a matéria, mas quis participar dessa criação de forma indireta, aí criou as almas para nos conduzir, como criaturas, ao encontro do Criador. Tá bom, esse negócio de alma é muito complicado. Assim concluiu JOEL a cerca das almas.
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- É melhor ir ver se os homens que estão trabalhando numa reforma lá em casa já terminaram com o serviço. Falou, despedindo-se, JOEL.
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A casa a que JOEL se refere aqui é a casa que algum tempo depois comprara dos familiares de PAULO.
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- Vai, vai com eles, vai JOEL. Almas não existem. Vai cuidar da tua vida. Para que ficar parado, fazendo nada, pensando em almas*? Se Deus existisse nós não seríamos motivo para despertar preocupação n’Ele, não. Teria coisa mais importante para fazer. Diria o ATEU, com certeza, se estive perto de JOEL.
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Quando chegou à nova casa JOEL ficou encantado com o trabalho que os homens fizeram. A pintura estava perfeita. Principalmente a do quarto dele que foi pintado com uma cor especial: amarelo–laranja. Desse modo JOEL poderá todo dia de manhã observar aquela cor encantadora e lembrar do seu passado entre sorrisos amarelos inspirados na cor alaranjada dos raios de sol que hoje o faz lembrar, saudoso, de sua adolescência. Mas uma lembrança dos bons momentos, nada de miséria, só das inquietações metafísicas que terminaram o levando ao “materialismo”. JOEL driblou o medo, as almas e a vida.
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* O ATEU assistiu ao filme “Vida Maria”.
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FIM. (espero).
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A QUEM INTERESSA QUE A VIDA SEJA ASSIM? - IV.

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Cena do filme "Vida Maria".
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Os autores dos três textos a seguir são do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas - I, IFPI - Campus Floriano:
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Do texto a seguir, são:
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Anderson Dias
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Joziette Dias
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Kássia Nayara
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A educação possui valores e finalidades adquiridos ao longo do tempo no meio social. O sentido associado à mesma é logicamente diferente de acordo com o meio e a estrutura social que são os critérios que definem a realidade vivida por determinados grupos, seus costumes e crenças diante das quais eles se posicionarão.
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Passivamente, o homem pode ficar indiferente à situação apresentada, aceitando os problemas e as necessidades, como é claramente retratado no filme “Vida Maria”, no qual a vida é comandada pela necessidade mediada do trabalho e visando a educação como perda de tempo, e demonstrando uma clara submissão as tradições impostas pela sociedade em questão.
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A reprodução do meio cultural já existente retratado no filme reflete a falta de informação e de objetivação surgida a partir da avaliação social e resultando na busca pela educação para transformação, alterando em longo prazo e para melhor o modo de vida preexistente.
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Do texto a seguir, são:
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Savanna Brito
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Bráulio Vieira
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Larissa Barros
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O ser humano engajado de tantos privilégios característicos se destaca também pelo pensar e querer, onde apresenta-se de forma “não passiva”, podendo mudar sua realidade. Pois dentro da mesma realidade encontramos padrões a serem seguidos e difíceis de serem quebrados.
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O filme “Vida Maria” nos remete a uma situação em que a realidade é a mesma com o passar do tempo, onde os personagens são condicionados pelo meio a viverem num “ciclo vicioso”, pois carregam a sina de seus antepassados, onde não existe a perspectiva de mudar o contexto existente. Em que valores e valoração sofrem com as barreiras criadas pelas condições sociais. Aquela criança esperançosa e doce do inicio é afastada brutalmente da curiosidade educacional, levando-a a vida de subsistência e amargura.
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Soluções adequadas para tal ciclo seria uma transformação da realidade a que a protagonista foi submetida, onde a mesma pode tirar de tal adversidade caminhos para a mudança, pois os desejos já foram traçados, basta ações para modificar aquilo que está intacto. “Maria” é marcada pela marginalização econômica e cultural, a opção então seria quebrar fronteiras e lhe ampliar horizontes, estabelecendo objetivos que possam viver em uma realidade transformada.
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Do texto a seguir, são:
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Gardjany da Costa
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Perluayte Sandes
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O filme relata uma realidade bastante comum no Brasil, que descreve a história da vida no sertão, onde a educação dada na escola não é de muita importância e sim, a força braçal. A história também relata a vida de uma garota que ao querer escrever é reprimida pela mãe, como se aquilo que ela estava fazendo fosse besteira, mas pra lá, no meio onde ela vive não convém a ela ter estudos, morando em um local isolado, sem escolas, nenhum sinal de civilização.
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E esta história é passada e geração a geração. Mas isso pode mudar? Eles outro tipo de vida se não aquela, então como eles podem mudar? Só se eles verem outra vida, de outra forma, mas como? Levando para perto deles a educação, ensinando outros valores, outros caminhos, com a educação não vão querer viver mais daquele jeito e sim crescer de outra forma, vão criar novos objetivos de vida, mas isso depende do governo , dos programas políticos, que eles se sensibilizem com esta realidade e levem a educação até essas pessoas.
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A QUEM INTERESSA QUE A VIDA SEJA ASSIM? - III.

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Cena do filme "Vida Maria".
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O que arrancou a capacidade de avaliar da família das marias? A falta de educação, o analfabetismo. O Filósofo brasileiro DERMEVAL SAVIANI diz em seu livro “Educação: do senso comum à consciência filosófica” que “o homem brasileiro, no geral, não sabe tirar proveito das possibilidades da situação e, por não sabê-lo, frequentemente acaba por destruí-las”. E continua “...é preciso que o homem brasileiro aprenda a tirar da situação adversa os meios de sobreviver”.
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A situação a que ele se refere é a situação concreta, real em que vive e, que por não conhecer as várias possibilidades que existem porque lhes são negadas ou disfarçadas, termina agindo mal diante da única com que se defronta. E aí termina destruindo-a por não saber subsistir a partir dela.
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Mas como poderia ele utilizar todas as possibilidades existentes em sua situação (o meio em que está situado, localizado)? Não tem liberdade para tal, pois vive num contexto econômico, o sistema social capitalista, que não lhe permite possibilidades, mais apenas a possibilidade. A cerca disso vale ressaltar que contribuem para essa falta de liberdade a função primacial das igrejas, ou como as estou chamando ultimamente “capitães-do-mato” do sistema social, que ensinam que não se deve desejar mais do que se tem.
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Nesse caso o homem brasileiro necessita ser educado para se libertar dessa condição de subserviência. Aprendendo a se comunicar, a dialogar, debater, convencer e ser convencido junto com os demais. Adquire assim a consciência para ir além do espaço reservado a ele incondicionalmente na sociedade pelos os que dominam a situação.
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Desse modo a educação poderá possibilitar-lhes uma capacidade técnica e intelectual para transformar a sua realidade. O ciclo eterno de miséria será rompido, pois conscientes da situação e das opções eles transformarão as suas vidas, pois ninguém que tenha necessidades e sabendo e podendo escolher desejará continuar a viver como vive a maioria do povo brasileiro.
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Então, assim dá para entender por que essa maioria não tem, e não pode ter, acesso a uma educação de qualidade que lhes possibilitem desenvolver a consciência crítica. Se tiver acesso desejará uma vida melhor (pois conhecerá opções) e isso significa modificar as estruturas econômicas. Nesse caso alguém terá a fatia maior de seu bolo diminuída. E isso PE ruim para estes, ou não é?
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A partir do filme e do texto de SAVIANI solicitei aos alunos dos cursos de Licenciatura em Biologia e Matemática, bloco I, do IFPI – campus de Floriano, que dissertassem sobre a possibilidade de rompimento do círculo vicioso da “Vida Maria” utilizando a idéia de SAVIANI sobre o poder da educação.
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Dentre todos os que fizeram tivemos vários textos excelentes e que me deixaram numa situação de privilégio por ser professor de alunos tão perspicazes. Pedi que três textos fossem enviados para postagem no meu Blogue, o que farei a seguir.
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A QUEM INTERESSA QUE A VIDA SEJA ASSIM? - II.

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Cena do filme "Vida Maria".
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Um filme brasileiro de animação gráfica chamado “Vida Maria” (2006, pouco mais de 9 minutos de duração) realizado pelo cineasta cearense MÁRCIO RAMOS (veja uma pequena mostra em: http://www.youtube.com/user/marcioramose), mostra de forma brilhante, inteligente a vida de uma típica família do agreste nordestino.
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A meu ver, o filme retrata a repetição (não de uma mesma vida), geração após geração, das condições e determinações sociais, políticas, econômicas e culturais da vida de uma família. A história começa mostrando uma criança chamada MARIA, que é como se chamam todas as mulheres da família das gerações passadas até a atual (pois só se modificam porque são compostos: de LOURDES, JOSÉ...), de joelhos em cima de um banco de madeira encostado na parede que dá acesso a uma janela.
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A criança tenta sozinha, através de imitação, escrever seu nome, quando a mãe indignada, pois já havia chamado por ela lá do terreiro da casa, puxa toscamente o seu braço e diz pra ela parar de desenhar o nome e procurar o quê fazer ajudando-a nas atividades domésticas reservadas às mulheres da casa.
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A menina sai e vai fazer as tarefas. O filme sintetiza a rotina de gerações entremeando as mudanças biológicas e fisiológicas que ocorrem na menina até que ela aparece no lugar da mãe tomando o seu lugar na sucessão cíclica. Ela gera muitos filhos e a última cria é uma menina que dará garantia a continuidade da vida maria.
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Na cena final, que é uma forma de continuidade da primeira, dá a idéia da eterna repetição da vida maria. A mãe, depois de interromper a tentativa da filha de escrever o nome, diz: “Fica aí parada, fazendo nada, desenhando nome”. Depois a câmera mostra a mãe da garotinha se dirigindo ao velório de sua mãe. Aí temos a noção que uma geração se foi, mas que a próxima já teve continuidade garantida.
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O filme termina mostrando o mesmo velho caderno em cima da janela com o vento revirando as suas páginas e mostrando todas as tentativas anteriores de todas as marias da família de “desenhar” os seus nomes.
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O lugar em que a família vive é isolado e miserável, como aquelas clássicas cenas de nordestinos famintos mostradas em rede nacional de TV. A casa sem nenhum recurso, vivem exclusivamente da roça e de criar alguns poucos animais. É, enfim, o retrato da miséria a que estão submetidos milhões de interioranos nordestinos.
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Vivem ciclicamente a vida, mas não é esta a idéia de NIETZCHE. Ele propôs que imaginássemos isso individualmente, e se a pessoa constatar que não gostaria que a sua vida se repetisse indefinidamente da mesma maneira poderia agir conscientemente para modificá-la, e passar a agir de tal forma que desejasse a sua repetição indefinida. Para uns, se uma voz lhe dissesse isso (o Eterno Retorno) ela seria um demônio lhe falando, mas para outros seria um deus. Depende da vida de cada um e como a avalia.
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No caso da “Vida Maria” a completa alienação submerge qualquer possibilidade de análise crítica da situação em que estão inseridos. É como se tivessem arrancado deles uma das dimensões essenciais do ser humano, a sua capacidade de avaliar.
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As necessidades não cessam nunca para o ser humano. Quando ele sente, ou torna-se consciente de suas necessidades, é impulsionado a agir. Antes de agir, porém, faz opções (por uma ou outra coisa). Sem essa possibilidade de escolher ele não é livre. Se não é livre agirá sempre a partir dos mesmos condicionantes e determinantes. Vira um escravo da situação.
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A QUEM INTERESSA QUE A VIDA SEJA ASSIM? - I.

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Cena do filme "Vida Maria" do cineasta MÁRCIO RAMOS.
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O Filósofo alemão NIETZSCHE (1844-1900) sugeriu a possibilidade, através da teoria do “Eterno Retorno”, da repetição cíclica de nossas vidas em “milhões e milhões de vezes” tal como a estamos vivendo.
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Seria assim: a nossa vida teria uma existência eterna através da repetição de tudo o que já vivemos, de todos os atos que praticamos, do jeito que os praticamos. A partir das escolhas que fizemos, pelos motivos que tivemos, em todas as circunstâncias seriam revividos eternamente por nós. Será que estamos dispostos a viver a nossa vida eternamente do mesmo jeito que a temos vivido?
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NIETZSCHE diz que só o fato de pensarmos essa possibilidade já seria suficiente para transformar as nossas vidas. Sabe por quê? Será que queremos isto indefinidamente? Passar por tudo de novo? E ele continua: “Age sempre de modo a aceitar o eterno retorno dos atos que julgaste bem realizar”. Que peso, heim? E ele segue: “Faze o que queres, mas faze o que queres aceitando as conseqüências de teu ato e sobretudo não esqueças que este ato, repeti-lo-ás, nas existências sucessivas.”
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NIETZSCHE fala de julgar e esse julgamento só é possível diante das opções, isto é, o julgamento moral de nossos atos só é válido e possível se tivermos liberdade para escolher entre umas e outras coisas. Se eu não tenho liberdade para fazer escolhas conscientemente não posso ser julgado moralmente. Se a minha vida é do jeito que é porque escolhi viver desse modo conscientemente, então arcarei com as conseqüências.
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Se não tenho consciência explícita, clara da realidade em que estou inserido não terei como fazer escolhas porque não conheço as opções. Essa condição pode ser conseqüência de minha ignorância, e “a ignorância é talvez a raiz de todos os outros males, porque fere o homem no que lhe é mais específico: a racionalidade.”, como diz o Filósofo brasileiro ANTONIO RAIMUNDO DOS SANTOS.
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sexta-feira, 1 de maio de 2009

OS JOVENS RAIOS DE SOL ALARANJADOS - IV.

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JOEL resolveu deixar de mão as suas inquietações existenciais e foi cuidar da vida. Tinha que ir fazer uns “bicos” para conseguir algum dinheiro para a sua subsistência, pois para a sobrevivência os de casa já tinham ido para a lida.
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Foi fazendo “bico” que ele viveu até então. Nunca entendeu que ter uma profissão qualificada era o caminho que a moral social, aquela que ele despreza, sempre valorizou para se poder ter uma casa bonita como a do seu vizinho.
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Ao meio dia já havia retornado. Não tinha conseguido nada. Estava morrendo de fome, no entanto o almoço ainda não estava à mesa. Pelos costumes da casa ele tinha que esperar os de casa chegar da lida. Aproveitou e foi tomar banho para vestir a farda e ir à droga da escola onde estudava no turno da tarde.
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Rotineiramente os anos se passaram sem surpresas. Só o sol às vezes iniciava os dias com aqueles tímidos raios alaranjados. E isso, às vezes, o fazia lembrar daquelas coisas. Mas logo esquecia de tão repleta de cotidiano que estava a sua vida.
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Mas certa vez, JOEL conheceu um cara que era ateu. Esse cara lhe disse, numa conversa que tiveram regada à bebida, que Deus não existia. Ele ficou chocado com aquilo, tão certo de suas verdades religiosas. E ficou pensando nas coisas que havia lhe dito aquele sujeito asqueroso, idiota, imbecil.
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- Como pode um filho de Deus dizer que Ele não existe? O que seria do mundo se não fosse Deus? Tudo estaria perdido. Haveria guerras constantes entre os povos. Violência entre os indivíduos. Violência no trânsito. Assaltos. Ninguém respeitaria ninguém. Todo mundo em busca de seus interesses particulares. Sequestros. Tiroteios nas vias públicas. Tráfico de armas e de drogas. Pedofilia. Parricídios. Homicídios. Fratricídios. Infanticídios. Destruição da natureza e de tudo por dinheiro. Meu Deus! Seria terrível se Deus não existisse. O homem viraria o “lobo do homem”. O homem seria um ser incontrolável. O homem se desumanizaria. Não seria possível viver assim. Pensou JOEL.
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JOEL ficou mais chocado ainda quando pensou nas consequências para o mundo daquilo que o ATEU lhe disse. Paralisado, voltou a si e resolveu não pensar mais nisso.
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- Deus me livre desse mundo assim. Disse o atordoado JOEL.
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Foi quando seu “daimon” voltou a dizer que ele não deveria parar agora.
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JOEL não sabia, mas seu “daimon” era a sua consciência moral com todos os valores e costumes neoliberais. Ah, se JOEL soubesse disso antes. Ele teria percebido que já vive num mundo assim. Que todo aquele cenário apocalíptico que ele imaginara que seria o mundo sem Deus, na verdade era o mundo em que ele vivia.
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Muito tempo depois, num velório de um desconhecido, JOEL voltou a encontrar o ATEU. Chegou todo condolente e foi confortar os familiares. Mas antes havia cumprimentado o único conhecido que avistara ali, o ATEU. Perguntou a ele quem eram, dentre os presentes, os familiares e foi dizer-lhes de sua consternação. Logo começou a cumprimentar os demais presentes com um sorriso amarelo e gestos de intimidade.
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Chamou o ATEU para uma conversa mais reservada no quintal da enorme e linda casa onde havia um grande terraço de cimento com umas cadeiras de vime embaixo de um grande pé de manga.
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Após acomodarem–se, JOEL pediu ao ATEU para falar mais sobre aquela ideia que ambos haviam conversado há alguns anos quando se conheceram num churrasco no sítio de um amigo em comum. O ATEU sorriu e se lembrou daquele porre dionisíaco que ambos haviam tomado nesse dia.
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Continua e termina amanhã.
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VOCÊ COMERIA?

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Estas são fotos de docinhos feitos de açúcar. Você teria coragem de comê-los? É intrigante, não é? Mesmo que saibamos que são doces, há uma resistência e não conseguimos nem pensar sobre o assunto direito. E se tiver com muita fome, uma terrível fome? É impressionante.
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PIADAS.

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O Filósofo PAULO GHIRALDELLI JR. em auto-retrato.
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Algumas piadas enviadas por ele, são irrestíveis. Vejam:
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- Doutor, quando eu era solteira tive que abortar seis vezes. Agora que casei, não consigo engravidar.
- Seu caso é muito comum: você não reproduz em cativeiro.
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No psiquiatra:
- Doutor, tenho complexo de feia.
- Que complexo que nada.
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- Meu médico é um incompetente. Tratou do fígado de minha esposa por vinte anos e ela morreu do coração.
- O meu é muito melhor. Se trata você do fígado, você morre do fígado.
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O psiquiatra incentiva o paciente:
- Pode me contar desde o princípio...
- Pois bem, doutor! No princípio eu criei o céu e a terra...
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Paciente chega ao médico e se queixa:
- Doutor, estou com dor aqui do lado direito da barriga e meus olhos ficaram amarelados!
O médico responde:
- Muito bem, e o sr. bebe?
- Obrigado, eu aceito uma dosezinha!
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Psiquiatra para o paciente bebum:
- O senhor vai parar de beber cerveja, durante um ano só vai beber leite.
- Outra vez, doutor?
- O que, o senhor já fez esse tratamento?
- Já, durante os primeiros meses da minha vida...
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