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quarta-feira, 22 de julho de 2009

SANTA FINALIDADE.

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Foto ilustrativa do fato.
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Perguntei a alguns evangélicos o que eles pensam de o prefeito JOREL ter gasto dinheiro público para promover a religião deles através do “arrastão” evangélico (08/07/2009), segundo relato de integrante do governo. Todos a quem me dirigi disseram que não foi um “arrastão”, mas uma “marcha” para Jesus. E que nada há de errado já que ele patrocinou o “arrastão”. Uma lógica pouco louvável.
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Mas retruquei dizendo que vários Joelistas propagaram efusivamente ter sido o “arrastão” evangélico, um sucesso. Uma evangélica de Teresina que estuda aqui e foi minha aluna recentemente me disse que é um absurdo chamar de “arrastão” uma manifestação religiosa, uma falta de respeito.
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Continuei perturbando, mas tinha músicas de vários ritmos, tinha trio elétrico, todo mundo seguindo uma dita “atração” do evento... Qual a diferença do evento que ocorrera no dia anterior da “marcha” que o prefeito enche o peito e diz ser a marca da sua administração e que ele chama de “arrastão” (muito sugestivo)?
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Outro evangélico me disse, preconceituosamente, que o dito “arrastão” do prefeito é dos católicos e a “marcha”, dos evangélicos. Resposta pouco inteligente, pois para rechaçar o adjetivo pouco inteligente eles atacam os demais. Para converter fiéis de outras manifestações religiosas, principalmente católicos, estão usando as mesmas armas deles. A meu ver uma tática sem mérito, já que dizem combater os valores católicos, mas ao mesmo tempo assumem esses valores com uma ou outra modificaçãozinha. Muito estranho.
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Se há pouca diferença nos valores, como convencer alguém a mudar de religião? Entendo que evangélicos, para se afirmar e converter mais fiéis, devem agir como são, com seus valores e não procurar imitar em quase tudo os católicos.
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E eu, um sem-religião, o que tenho a ver com isso? O “arrastão”, digo, a “marcha” teve patrocínio de dinheiro público? Quando compro algum produto uma parte (alguns deles até a metade do preço) é imposto. Como o estado brasileiro é constitucionalmente laico não tem que gastar nenhum centavo com religião nenhuma.
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Quem quiser patrocinar eventos religiosos que o faça com seu próprio dinheiro. O prefeito JOREL pode pagar do seu bolso, já que o salário dele é R$ 14.000,00, o que já é um horror para os cofres públicos porque a população o qualifica como o 4º pior prefeito do Piauí, segundo o Instituto Data AZ.
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Quando JOREL diz que o “arrastão” é a marca da sua administração, ele eleva ao patamar na sua escala de “valores” um evento que é, em essência, emburrecedor como se fosse uma coisa edificante. Quando seus seguidores chamam a “marcha” para Jesus de “arrastão” estão apenas querendo “valorizar”, de acordo com a escala de “valores” do chefe, esse evento evangélico.
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Os evangélicos não precisam se estressar, essa turma, baseada nos “valores” do chefe está apenas confundindo as pessoas para que percam a noção do bom e do ruim, do bem e do mal, do certo e do errado, do justo e do injusto, com objetivos determinados. Se as pessoas ficarem confusas sobre o que é certo ou errado, tudo passa a ser permitido. Entenderam a finalidade? Evangélicos não entrem nessa onda, marquem a existência com valores autênticos e firmes.
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terça-feira, 21 de julho de 2009

APRENDENDO COM EXEMPLOS.

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Modelo de bandido glamourizado pela mídia e por algumas pessoas.
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Há os pensadores que nos ensinam que a aprendizagem se dá de modos variados, e não apenas de uma forma só. Filósofos debateram - e continuam debatendo, agora com a neurociência – este tema desde a Antiguidade. Aprender no sentido de conhecer é, portanto, uma preocupação que tem levado os estudiosos a várias explicações.
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Não podemos conhecer nada se não admitirmos que nada se modifica, que tudo permanece inalterado. Não! Só podemos conhecer tais coisas, a realidade, se aceitarmos que tudo muda, “tudo flui”, tudo se transforma.
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Na verdade, ninguém conhece nada, apenas relembramos. Não! Só há conhecimento se experienciarmos as coisas. Nascemos com os conhecimentos todos, só nos resta relembrá-los. Não! Nascemos apenas com algumas ideias, as demais derivam das primeiras que são irrefutáveis. Pelo contrário, sentimos as coisas, depois as percebemos, depois as compreendemos.
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Outros disseram que vivemos experienciando e guardando na memória essas experiências para poder agir diante de novas situações. São muitas as teorias, mas há um aspecto na aprendizagem que se tornou ponto pacífico, psicologicamente.
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Crianças aprendem com ações, práticas das pessoas mais próximas, de pessoas que elas admiram como heróis. Aprendem com aqueles que se destacam publicamente e, nos nossos dias, com aqueles que a mídia ele como modelos, ou mesmo com as autoridades.
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As crianças não compreendem, ainda, a dimensão temporal. Ao ver os heróis agindo não levam em consideração o passado e todas as circunstâncias em que acertos e erros foram cometidos. Ou mesmo a modificação de comportamento dos mesmos. O que veem são os atos presentes envoltos numa precária projeção de futuro.
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Há alguns anos ouvi um relato de uma aluna, professoranda, sobre uma experiência numa escola pública de Floriano. Num determinado dia a professora titular da sala fez uma dinâmica com o objetivo de difundir o valor do trabalho. Perguntou às crianças que profissão gostariam de exercer quando adultas.
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Várias foram as respostas, e as profissões mais valorizadas socialmente foram as mais citadas. Um queria ser médico, outra advogada, outra dentista, outro queria ser policial, outro falou bombeiro... Na seqüência um garotinho disse que queria ser bandido. Perplexidade geral.
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A professora toda avexada perguntou, por quê? O garoto justificou com a sua inocência: não precisarei estudar, não precisarei trabalhar, acordarei na nora que quiser, terei muito dinheiro, terei casas, terei carrões, terei mulheres e não serei preso por isso.
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Pronto, normalmente este é o modelo mais recorrente que se vê na mídia ultimamente sendo divulgado. Se o bandido rico vai preso, logo, logo ele estará nas ruas de novo, e isso quando vai preso. São os exemplos lamentáveis que influenciarão algumas crianças sem uma base moral consistente.
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Neste país das desigualdades econômicas, sociais, culturais, políticas, pessoas que não possuem profissão nenhuma e nem trabalham, de uma hora para outra aparecem ricas esnobando a riqueza roubada desavergonhadamente com um ar de intocável. Roubam e todo mundo está vendo que são ladrões, mas ninguém faz nada. Fica todo mundo calado.
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Eu falei para a minha ex-aluna, depois de seu desabafo entristecido, que nós temos que continuar educando para a dignidade, mesmo que, ao que parece, algumas autoridades queiram o contrário. Mesmo que o exemplo do pilantra bem sucedido seja mais glamoroso e divulgado. Mesmo que nossa luta pareça chata, inglória. Mesmo que os pilantras sempre apareçam na mídia servindo de exemplo às inexperientes crianças e projetando um futuro sombrio.
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segunda-feira, 20 de julho de 2009

POESIA.

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POEMINHA DE ÁGUA DOCE.
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Ah, o poder
doce água de beber é o poder
Mas, ai da barriga do sedento
Que se engana em poder secá-la
E bebe, e bebe tanto
E bebe muito, demais
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Enfim o que é doce na água
É o esquecimento misturado à prepotência
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O doce da água o faz esquecer "quem foi"
A prepotência o faz enganar-se com "quem é"
O doce da água o afasta do "quem foi"
A prepotência o aproxima da ilusão
O doce da água o afasta dele mesmo
A prepotência o aproxima do abismo
O doce da água o embriaga e o vicia
A prepotência o cega na ressaca
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Ah, o poder
Doce água de beber
Continuará doce sempre
E o sedento ao entorpercer-se
Se verá só no seu novo deserto de amigos
E a doce água de beber
Será apenas miragem que se afasta
E com o "quem foi" distante do "quem é"
Preenchido de deserto
O sedento se verá perdido e só
Morrendo de sede
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(Floriano: 19/07/2009 - JAIR FEITOSA).
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PIADA, MAIS UMA.

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O bêbado entra numa igreja evangélica na hora em que todos estão gritando e suplicando de forma desesperada. Ele vai ao centro da gritaria e pergunta o que está acontecendo.
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- Por que tanto desespero, tanta gritaria?
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Ao que o pastor explica todo compreensivo:
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- É que Jesus está operando aqui.
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O bêbado, na sua ignorância, pergunta em seguida:
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- Mas assim, sem anestesia?
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O pessoal fica mandando essas piadas, depois...
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sexta-feira, 17 de julho de 2009

PROJOVEM EM FLORIANO, UM DESCASO.

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Três meses. Este é o tempo que os alunos do ProJovem em Floriano estão sem receber a bolsa de R$ 100,00 paga por este Programa do Governo Federal. Esta é a denúncia que tomei conhecimento.
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O ProJovem tem como objetivo “Investir em uma política nacional integrada, com programas e ações voltados para o desenvolvimento integral do jovem brasileiro e representa uma dupla aposta: criar as condições necessárias para romper o ciclo de reprodução das desigualdades e restaurar a esperança da sociedade em relação ao futuro do Brasil.”
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“Com essa perspectiva, em 2005, o governo federal lançou a Política Nacional de Juventude, que compreendeu, além da criação da Secretaria Nacional de Juventude e do Conselho Nacional de Juventude, o desenvolvimento do Programa Nacional de Inclusão de Jovens: Educação, Qualificação e Ação Comunitária – ProJovem.” Há quatro modalidades desse programa, para saber mais detalhes acesse o endereço:
www.projovemurbano.gov.br.
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O convênio do governo federal, governo do estado e as prefeituras, que dão uma contrapartida para a execução do programa e têm a responsabilidade de executá-lo e de fazer o repasse do dinheiro, indica que há cerca de 450 alunos matriculados no programa em Floriano e que oferece 15 cursos diferentes. Aqui estão realizando a segunda etapa do programa que é conduzido pela Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social - Departamento Especial da Juventude, cuja secretária é irmã do prefeito (está tudo em casa).
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O prefeito de Floriano acossado por denúncia anônima de que teria utilizado o dinheiro do repasse das bolsas para pagar o pagode (que o prefeito julga ser o símbolo de sua administração) chamado “arrastão”, fez reunião e garantiu aos alunos que não passava de boato.
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Acredito que o prefeito, neste aspecto, e só neste, esteja falando a verdade. Pois se tal boato fosse verdadeiro seria uma atitude estúpida e irracional, merecedora de apuração através do Ministério Público Federal, já que se trata de dinheiro público de origem federal. Só um prefeito extremamente negligente deixaria os alunos de um programa destinado a pessoas necessitadas, sem receber a bolsa a que têm direito, por ter desviado os recursos para uma finalidade tão emburrecedora.
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Seria cômico, se não fosse trágico desviar dinheiro da educação para um evento que revela tanta falta de sensatez e de inteligência. Aliás, quem tem notícia de alguma pessoa que usa minimamente a sua inteligência num evento como esse? A pergunta não é irônica, não. Como uma pessoa participa de um evento que tem o nome de “arrastão”?
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Quatro alunos reclamaram que a bolsa não é paga há três meses, e neste aspecto o prefeito não falou a verdade porque teria dito aos alunos que a culpa do atraso é do governo federal que não tem feito os repasses.
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Qualquer pessoa pode entrar no Portal da Transparência (www.portaldatransparencia.gov.br) e verificar que os valores correspondentes aos meses de fevereiro, março, abril, maio deste ano estão registrados como já disponibilizados. Cada mês corresponde em reais a 15.075,00. Se a primeira turma teve as suas atividades encerradas, a segunda etapa foi iniciada no mês de abril. Há uma incongruência entre o que teria dito o prefeito e o que mostra a prestação de contas do governo federal.
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E o que diz a direção do PT de Floriano acerca da acusação do prefeito? Não vai se manifestar? Não vai investigar? Vai deixar o prefeito atentar contra a imagem do presidente LULA assim despropositadamente? Cadê aquele partido contestador?
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Entendo que o PT tem sim que se meter nessa conversa, inclusive, se confirmada a denúncia desses quatro alunos, encaminhar ao Ministério Público Federal pedido de investigação. O PT de Floriano é o governo LULA aqui, é ele que representa o governo na cidade. O dinheiro do povo não pode ser administrado com tamanho descaso.
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Chega de medo. Chega de blindagem. Chega de enfiar a cabeça na areia e fingir que não está vendo nada. A história será cruel com aqueles que foram coniventes com estas atitudes despropositadas. Se o dinheiro foi repassado pelo governo federal, como mostra o Portal da Transparência, onde está o dinheiro?
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Com a palavra as autoridades responsáveis pela fiscalização da aplicação do dinheiro público.
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P.S.: Hoje pela manhã enviei e-mail à secretária responsável e ao Secretário de Comunicação. Nenhum dos dois se dignificou a responder. Como não quiseram dá a versão da administração municipal, escrevi apenas baseado nas denúncias.
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OITENTA ANOS DE HABERMAS.

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Este é Jürgen HABERMAS. Filósofo alemão nascido em Düsseldorf, 1929. Em 18 de junho deste ano, comemorou-se o 80º aniversário daquele que é considerado o maior filósofo alemão vivo (segundo alguns historiadores da Filosofia, mas segundo outros, ele é o maior Filósofo vivo). Representante da "segunda geração" da Escola de Frankfurt (grupo que reuniu teóricos como Walter Benjamin, Max Horkheimer, Theodor Adorno e Herbert Marcuse), HABERMAS é autor de livros que propõem articulações inovadoras no campo das teorias do direito, da moral e da educação. Abaixo tem um texto de PAULO GHIRALDELLI JR. sobre esta data e o pensamento do Filósofo. Vale a pena ler sobre um personagem que está na história da humanidade e é nosso contemporâneo. Boa leitura.
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HABERMAS, BEM MAIS QUE SÓ OS "OITENTA ANOS".
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Há um Davidson entre Rorty e Habermas.
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Habermas – o aluno rejeitado de Adorno. Não é injusto? Habermas – o amigo de Rorty. É estranho? Habermas – frankfurtiano. Ainda vale dizer isso assim, sem mais? Habermas – pragmatista. É correto afirmar isso?
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Quatro perguntas, quatro afirmações e quatro histórias, mas um único Habermas. Único, mesmo? Quase. É comum dizer de alguns filósofos, como Foucault, por exemplo, que eles tapeiam seus seguidores, mudando de curso inesperadamente. Os seguidores primeiros de Habermas teriam menos vontade de dizer isso. Mas, para Habermas, também vale o que é dito de outros filósofos espertos.
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Habermas começou a filosofar em busca de uma posição frankfurtiana, sem dúvida, mas não negativa, mais positiva, ou melhor, prospectiva. De modo não muito demorado, esboçou o que depois veio a ser a Teoria do Agir Comunicativo. Os incautos acreditaram que se tratava de uma “teoria da comunicação humana”. Não era. A tal Teoria era um enorme esforço, a partir de bases científicas variadas, de mostrar que ainda era possível fazer filosofia em um sentido tradicional do termo, ou seja, como busca de fundamentos. O Fundamento, que Platão, ao menos por um tempo, acreditou estar nas Formas, e que Descartes viu na certeza do Cogito, Habermas apontou na linguagem, ou melhor, na comunicação lingüística.
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Este foi o trabalho de Habermas em filosofia. Sua Teoria do Agir Comunicativo não era uma teoria da comunicação e, nem mesmo, uma teoria a respeito da ação de comunicação, mas era e é, sim, uma teoria filosófica em que a comunicação, ao se exercer, analisada segundo uma determinada ótica, fornece as bases fundacionais da intelecção humana, recompondo a epistemologia para a filosofia e, senão é propriamente a reconstrução de um projeto quase metafísico, é, de fato, um conjunto teórico que mostra garantias para a filosofia. É uma teoria que permite dizer: eis aí como que nossa capacidade de conhecimento não recebe louvor em vão, pois ela de fato tem seu direito de reclamar por alguma glória. Não era o projeto de Adorno. Mas nasceu de uma brecha consentida por Adorno em seu aparente negativismo.
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Habermas começou frankfurtiano e se tornou pragmatista. Quando foi frankfurtiano, não aderiu à Escola de Frankfurt em sua característica mais forte. Como pragmatista, apenas assumiu um modo de ver a verdade que lembra muito John Dewey e, evidentemente, um apreço incansável pela democracia.
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Mas, como que Habermas se tornou amigo de Rorty, aquela pragmatista que abdicou da filosofia como busca de fundamentos e, ainda que amante da democracia, chegou a afirmar que esta era o campo de possibilidade da filosofia, e não o inverso? Teria sido só pelas afinidades políticas que Rorty e Habermas chegaram a uma boa amizade?
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Rorty diria: você diz “só”? Mas compartilhar posições políticas democráticas já não é muito? Não digo que é pouco, mas isso, para pessoas comuns. Mas, para filósofos, não haveria mais que isso? Não deveria haver mais? Não haveria mais que isso no caso em que, de fato, estamos diante de uma amizade que foi consolidada ao longo de vinte anos de críticas mútuas?
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Não há dúvida que Habermas, como Sartre para a França e Dewey para os Estados Unidos, serviu como consciência de sua pátria, a Alemanha. Quem sabe senão de toda a Europa? E isso era algo que Rorty apreciava como ninguém enquanto autêntica tarefa do filósofo. Ele próprio, ao menos nos últimos vinte anos de sua carreira, também exerceu esse papel, encarnando o espírito daquele que deveria recuperar para o mundo, e em especial para os mais generosos nos Estados Unidos, a idéia de que a “América” não era um continente nem um país, em sim um sonho – o sonho de liberdade concretizada por meio do pedido de que, no futuro, pudéssemos ser “versões melhores de nós mesmos” e, com isso, e só com isso, estivéssemos onde estivéssemos, poderíamos nos ver como americanos – pessoas melhoradas: mais livres, mais ricas, mais complexas certamente. Essa forma de fazer filosofia fez Rorty e Habermas se aproximarem. Todavia, para isso, eles abriram mão de conversar sobre aquilo que nos aspectos mais técnicos da filosofia, enraizava-se a divergência entre eles, o inseparável muro entre fundacionismo e não-fundacionismo?
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Os filósofos acertam pouco quando apontam as divergências entre Habermas e Rorty. Não passam de nomear rótulos. Os professores de filosofia erram tanto quanto. Os erros são devidos a um receio de ter de enfrentar o seguinte problema: Rorty e Habermas não divergem entre si diretamente, mas divergem entre si na medida em que o pragmatismo de Rorty tem uma dívida especial para com Donald Davidson, enquanto que Habermas, por sua vez, não compartilha da filosofia com atividade exclusivamente descritiva, como é a de Davidson. É nisso que a divergência se encerra. Todo o resto é contingente e, de certo modo, removível.
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No núcleo da questão o que é a linguagem é que se encerra toda a divergência entre Habermas e Rorty. Pois, Rorty acreditou (talvez até mais que o próprio Davidson ou, ao menos, em uma forma radical de interpretar a fala de Davidson) em uma das mais fantásticas frases que um filósofo contemporâneo poderia ter pronunciado, a de Davidson, a saber, a de que “não existe algo como a linguagem”. Tenho a tendência, no meu próprio filosofar, de levar essa frase tão a sério quanto Davidson queria que a tomássemos. E, então, sei bem o que é ter de arcar com isso diante de um filósofo como Habermas que jogou todas as suas fichas de possibilidades de ainda se falar em filosofia como projeto no qual a razão tem todas as suas pernas e braços em funcionamento, exatamente na medida em que são energizados pelo que é notado de intrínseco à linguagem. Resumindo ao máximo: o lugar em que Habermas encontra a possibilidade da filosofia, a possibilidade de que o intelecto não atue a esmo, que é a linguagem, é vista pelo herói de Rorty – e meu – como aquilo que não existe.
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É claro que Davidson complementa a frase e diz que ele afirma que não existe a linguagem como aquilo que “os lingüistas chamam de linguagem”. Mas, se é que isso livra Davidson de alguns críticos, em nada melhora o nosso caso aqui, pois, como Habermas vê a linguagem, ela é, sem dúvida, muito do que os lingüistas assumem que ela é, sem contar uma série de filósofos.
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A linguagem, independentemente de ser tomada como inata ou aprendida, é um conjunto de práticas compartilhadas pelos seus usuários – é assim que Habermas e muitos a tomam. Não é o caso de Davidson. A linguagem, ou qualquer coisa próxima disso, é um nome que damos para algo que ocorre após o entendimento mútuo ou, melhor dizendo, a comunicação. Fiel a um tipo de interpretação com raízes em Dewey e Quine, o que Davidson diz é que aquilo que chamamos de linguagem é a comunicação com êxito, de alguma maneira já catalogada entre nosso elenco de arrumar ferramentas em nossa caixa de trabalho. Mas, antes de encontrarmos, ou melhor, de forjarmos os caminhos pelos quais a comunicação ocorre, nada há a não ser os estímulos comuns do meio, que compartilhamos, como outras duas pontas de um triângulo no qual se estabelece um campo em que pode haver uma interação. Neste campo os participantes se observam e, além disso, levam adianta a observação conjunta do ponto comum e, então, se observam em reação ao ponto comum que notam. Então, se daí surgir alguma possibilidade de que determinadas frustrações e expectativas com os que se observam e observam o ponto comum se efetivem, pode surgir o fenômeno da comunicação, o que, depois, poderá vir a ser chamado de linguagem. Poderemos até, depois, inventar um debate sobre se o que catalogamos sob a rubrica de linguagem é algo adquirido ou inato, mas aí já teremos perdido o fio da meada, teremos deixado de lado que o que houve não se deu a partir da linguagem, e sim a partir da comunicação que se realizou ou, o que é o mesmo, que teve êxito. O que funcionou nessa triangulação foi algo que poderíamos chamar de imaginação.
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Não há uma atividade de intelecção intersubjetiva por causa de que a linguagem é uma estrutura (inata ou aprendida) que se faz, antes de tudo, como uma instituição que só é poder se já foi entendimento. Então, não há a linguagem em um sentido que pode ser aceito por Habermas. Quando assumimos Davidson, neste grau, estamos divergindo de Habermas quanto ao núcleo de sua filosofia, de sua Teoria do Agir Comunicativo. Mas o que faz os filósofos e professores de filosofia, então, tropeçarem nas comparações que fazem entre Rorty e Habermas? Ora, eles tropeçam por conta de um detalhe: a divergência entre Rorty e Habermas, que tem Davidson ao centro, não implica em impedi-los de dizer, todos os três – e eu com eles –, que a objetividade é um produto intersubjetivo. Sim, é, sabemos disso. Mas, quem diz isso por causa de ser davidsoniano está fazendo uma afirmação muito mais descritiva do fenômeno da comunicação do que quem diz isso por conta de ser habermasiano. O esquema da triangulação davidsoniano é relativamente simples. Descreve bem como que a comunicação ocorre sem que tenhamos necessidade de recorrer a pontos de vista filosóficos mais complexos, que impliquem em outras filosofias ou, mesmo, aparatos de teorização científica, como é o caso de Habermas.
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Fica muito difícil para Habermas abandonar algo que custou muito para a filosofia, calçada em uma longa tradição de crença na atividade racional como inerente a uma expressão cara aos europeus, a “condição humana”. Fica muito fácil para Davidson, tendo sido herdeiro de Quine, não apostar em qualquer coisa que possa ser chamada “condição humana”, ficando apenas com a comunicação entre dois seres que pareciam que poderiam se comunicar na medida em que se entreolhavam e olhavam também para um terceiro ponto, que parecia ser um estímulo compartilhado.
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Assim, eis aí o núcleo de divergências entre Habermas e Rorty. Há algo que os impeça de apostar que para a verdade, sendo qualidade de enunciados, é algo a que chegamos a partir de consensos contingentes? Não. Então, não podem eles, sendo ambos democratas, ter posições sobre especificidades da política, bastante comuns? Sem dúvida! Foi isso que ocorreu e que deu para nós um exemplo de amizade intelectual das mais emocionantes, nos últimos quarenta anos.
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Doutor e mestre em filosofia pela USP; doutor e mestre em filosofia da educação pela PUC-SP, livre docente e titular pela UNESP, pós-doutor em medicina social pela UERJ. Diretor do Centro de Estudos em Filosofia Americana – www.pragmatismo.com. Editor da Contemporary Pragmatism de New York.
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ROUBANDO A CENA.

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Para tirar uma foto a gente se prepara, confere a máquina, vê se tá tudo enquadrado, se a luz está boa, se o diafragma está no ponto, a velocidade do disparador, e se, principalmente, estamos bem. Foto tirada, quando se vai ver... lá no fundo aparece alguém ou alguma coisa roubando o obejto da foto. É de lascar, é de sorrir. Vejam que nestas fotos alguém, ou um fato fizeram com elas ficassem mais famosas pela distração. Obrigado ao cunhado VALDO, pelo envio. Só dizendo que o VALDO tem uma máquina que não tem nada do que falei acima tecnicamente (fiz um curso de oito meses, em Fortaleza, de fotografia). As más línguas dizem que o flash da máquina dele tem uma luz tão potente que não consegue rivalizar com um palito de fósforo (eita, aí é demais, respeita a polícia...).
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quinta-feira, 16 de julho de 2009

O COMPLETAMENTE OUTRO.

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Este documento diz quem sou, diz que este da foto sou eu com minhas características. Diz que não sou outro, mas sou eu.
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O leitor já percebeu como faço para dizer quem sou e o que penso. Não é um truque, mas se tornou um hábito, uma forma de pensar e de falar que há muito os seres humanos exercem. Gosto de afirmar a minha identidade através de um jogo dialético negativo entre o que sou e quem sou com o que e quem não sou.
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Uma das formas que o ser humano desenvolveu para conhecer e dizer o que as coisas são é desenvolvendo raciocínios por semelhanças e diferenças. Digo o que uma coisa é caracterizando-a e dizendo o que ela não é. Só posso dizer que uma coisa é quando a comparo com outras coisas. Se assim não fosse não conseguiria dizê-la. Poderia dizê-la, sim, de um jeito menos complicado, mais fácil como fazem muitos. Mas...
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Quando digo que o outro é de um jeito que não concordo, estou dizendo, implicitamente, quem sou. E dizer que o outro é um não-eu, que é o absolutamente outro, é fundamental para que não percamos a nossa identidade.
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Quando deixamos de nos tornar que somos nos acostumamos a ser quem não somos na identidade do outro. Aí, tudo passa a ser comum, normal. Deixamos até de perceber o que antes víamos com indignação. Ficamos cegos. As diferenças desaparecem e tudo se torna um só. Tudo fica igual, perde-se a identidade. E isto gera angústia.
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Imagine entrar num estádio de futebol na China (claro, um exemplo rude). Que impacto você não sentiria? Eu sentiria medo, angústia. Pensaria: não estou no lugar errado por ser diferente de tanta gente. A angústia surge porque o estranho sou eu, e como posso querer ser quem sou com tanta estranheza? Como posso dizer quem sou para tanta gente que não é como eu? Angustiado, me imagino diferente demais no meio de tanta igualdade. E aí, resisto e permaneço na minha identidade?
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Essa angústia é falsa. É só um sentimento de rejeição, pois não se define quem somos pela similitude, mas pela diferença. Este é o resultado que quer gerar em nós, o outro, que deseja anular a minha identidade.
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Enquanto digo que roubar o dinheiro e bens públicos é errado, e enquanto digo que incompetentes não devem ser levados ao exercício do poder, estou dizendo que sou diferente de quem pensa e age de modo contrário.
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Mas o outro diz que todos roubam e são incompetentes, que todos fazem isso. Neste instante ele está me convidando a entrar no estádio chinês. Está forçando um estranhamento em mim. Está dizendo que é normal, comum. Está me tornando um cego, está me descaracterizando, está me tornando um não-eu, está me tornando igual. Neste momento a minha angústia começa a desaparecer.
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Mas tenho que ser convicto de quem sou. Tenho que defender quem sou, pois só posso me reconhecer na diferença do outro. Neste momento o que me torna diferente começa a gritar dentro de mim denunciando como crime aquilo que o outro “acha” comum, normal. Pois é uma fraude que comunico na mesma língua do outro para acordar os demais.
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Assim, digo quem sou. Agora dá pra entender por que digo continuamente que o não-eu, o completamente outro é tudo o que ele é e representa? E vou continuar dizendo o que tenho denunciado para poder afirmar quem eu sou em contraponto com quem não sou.
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E prefiro a angústia da estranheza do que a perda da capacidade de indignação.
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quarta-feira, 15 de julho de 2009

ADEUS, PSDB.

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As gêmeas ELZA e ELDA BUCAR em foto da www.faesfpi.com.br
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Na expectativa de encontra o partido certo e na hora certa para nele ingressar e começar a trabalhar objetivando 2010, as irmãs ELSA e ELDA BUCAR estão conversando com representantes de alguns partidos políticos para acertar as suas filiações.
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No último encontro do PSB em Floriano estivemos conversando no saguão do Hotel Rio Parnaíba. Nesta ocasião elas me disseram que pretendem encontrar um partido político, já que saíram do PSDB, para ELZA BUCAR poder concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa.
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Fim de semana passada estiveram conversando com o PSB. Outras reuniões serão necessárias para se fechar um acordo desse tipo que envolve tantos
interesses.
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Uma coisa é certa, deram adeus ao PSDB.
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PEDIDO EXAGERADO.

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O mundo inteiro sabe que os políticos maranhenses adoram uma macumba. Mas ROSEANA não precisava contratar um macumbeiro analfabeto. Dá nisso.
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terça-feira, 14 de julho de 2009

"DILMA PARTICIPA DE “ALMOÇO-TAREFA” NA CASA DE W.DIAS"

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Olha o Gerente da CHESF no Piauí, AIRTON FEITOSA, em solenidade no Palácio de Karnak. Centro da foto.
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Ministros, secretários e deputados da base tratam das obras do PAC no Estado durante o almoço para 50 convidados.
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O governador Wellington Dias recepciona neste momento a ministra Dilma Housseff e sua comitiva com um almoço, realizado na residência oficial. O almoço, segundo Osmar Júnior, serve para repassar à ministra informações sobre o PAC no Estado. Apenas 50 pessoas foram convidadas.

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Integraram o seleto grupo os ministros das Cidades, Márcio Fortes, dos Esportes, Orlando Silva, dos Transportes, Alfredo Nascimento, das Minas e Energia, Edson Lobão, da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, os deputados João de Deus, Flora Isabel, Júlio César Lima (DEM) e o presidente da Alepi, Themístocles Filho (PMDB), além dos secretários Assis Carvalho, Regina Sousa, Antonio Neto, pré-candidato ao governo, e a vereadora Rosário Bezerra, o Gerente da CHESF, AIRTON FEITOSA e a Diretora do PT, ZENAIDE LUSTOZA.
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Durante o vôo, a ministra estudou os números do PAC no Piauí. Durante a visita, Dilma irá apressar as obras e anunciará prioridades para o governo.
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A reunião deve tratar também sobre o convite feito por Dilma ao governador Wellington Dias para que coordene sua campanha à presidência em 2010. Os quatro pré-candidatos ao governo estadual, Antonio Neto, Marcelo Castro, Wilson Martins e João Vicente Claudino estão presentes.

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YALA SENA (flash da casa do governador)
LEILANE NUNES (redação)
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09.07.2009.
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PIADA DE BOM GOSTO.

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RESSENTIDO.

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Foto de EFIALTES no filme 300: um ressentido.
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O ressentido é aquele indivíduo que não realiza as suas potencialidades. Aquilo que deseja e poderia fazer para ser melhor do que é, aquilo que poderia fazer para viver melhor do que vive. Toda a sua potencialidade foi perdida, destruída pela sua fraqueza, pela falta do enfrentamento, pela falta da luta. O ressentido não percebe que a sua desistência é mais (e principalmente) culpa sua do que do outro. A acomodação, o não ter tentado (ou não ter se instrumentalizado para a luta) o leva a responsabilizar o outro pela a sua condição.
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O fracasso causa dor. Ele sente essa dor constantemente. Como não admite ser um fracassado diante do que o outro conseguiu, ele, intimamente, sente a dor, ele a ressente, de novo, de novo. Para agüentar ele toma o seu demerol, neste caso é a quebra das regras do jogo. Para conseguir o que quer ele segue outras vias. E isto dói porque o outro conseguiu conservando as regras.
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Imagine um craque de futebol jogando uma partida. O craque é sempre aquele que treina, desenvolve as suas habilidades, se concentra, presta atenção às orientações e entra em campo para a partida. Durante o jogo cria as jogadas, demonstra as habilidades, segue as orientações, tudo isto obedecendo às regras do jogo.
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O ressentido é aquele que xinga o adversário, faz falta por traz e tenta ganhar o jogo na marra. Ao final diz que a culpa do fracasso é do árbitro, do pouco tempo de acréscimo de tempo, do gramado, do adversário...
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O ressentido é um fingidor. Ele se disfarça para conseguir o que quer e só mostra quem é realmente depois que já conseguiu, através da burla, o seu objetivo. Na verdade é sempre um corrupto, incompetente. Ele quer ser rico a qualquer custo. Não importa que valor moral ele tenha que destruir. Mas como os que aceitam a moral estabelecida são em maior número e quase sempre estão alertas contra as falcatruas do ressentido, então, ele cria uma máscara e se associa a outros ressentidos para formar uma súcia com o objetivo de desmoralizar a maioria.
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Esse comportamento normal entre eles de afirmar que todos são corruptos como eles serve mais para tirar a atenção de si – para poder roubar de forma mais cômoda – do que disseminar a noção que realmente todos são corruptos. Parece complicado, mas não é. Veja só: se o roubo se tornar uma regra o ressentido terá também de quebrá-la, pois o roubo se tornará uma ação valorizada e concorrida (como é sempre comum em nossa sociedade, a concorrência), e como o ressentido é sempre despreparado ele encontrará um jeito de quebrar esta regra também. Ele quer sempre ganhar a partida com um gol de mão.
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O ressentido alimenta a corrupção, a degradação. Ele cria nos demais a necessidade da corrupção e degradação para não ser condenado, apontado.
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Mas, e aqueles que se prepararam e conseguiram algum sucesso, por que são corruptos também? Pelo meu raciocínio este tipo teria a sua ação justificada, mas calma. Este tipo por viver num meio de consumo e renda mais elevados ele irá se comparar com aqueles que são mais do que ele. Não são ressentidos comuns. Aquilo que conseguiram é sempre menos do que aqueles que se prepararam melhor. Este tipo de ressentido ocupa status intermediários. É sempre aquele que não tem competência para ser mais do que são e se juntam a outros iguais para atingir o nível econômico, pelo menos, dos que são melhores. Isto o satisfaz momentaneamente, pois ele se vê como menos incompetente.
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Se as regras existentes transformam a maioria em excluídos sociais e econômicos temos que mudar as regras com a anuência de todos, e não assumir a corrupção como meio de resolver os problemas. O caminho mais fácil é sempre o caminho do ressentido, e, neste caso, roubar é o caminho mais fácil.
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Escrevi este texto para explicar a um leitor o que entendo por ressentido. É que me referi a um numa postagem anterior. Não estou dizendo que os excluídos sociais são ressentidos. Estou me referindo, exclusivamente, aos incompetentes ressentidos e corruptos. Você conhece, ou já ouviu falar de algum?
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Convido o leitor a pensar numa explicação para aqueles que têm uma posição social, profissional satisfatória e que realizaram as suas potencialidades e não são ricos. Porém, não admitem roubar para se igualar a outros. Que moral é esta? Que atitude é está? Pode-se dizer que é conformismo? Diga você.
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PICARRA MOLHADA, O DESCASO ESTÁ DEMAIS.

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Ilustração exata da demonstração explícita do descaso do prefeito com a coisa pública. Até quando as autoridades responsáveis pela fiscalização dos descasos do prefeito vão permitir este tipo de desleixo?
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O prefeito de Floriano escancarou de vez o seu descaso com a conservação e manutenção das vias públicas de nossa cidade. No trecho que vai do balão que dá acesso a cidade de Jerumenha até à garagem da prefeitura ele está fazendo um tapa buracos. Até aí, tudo bem. O material que ele está utilizando é que revela o seu descompromisso com a cidade.
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Ele está colocando piçarra nos buracos. Vergonha passou foi longe de uma atitude descabida e muito pouco responsável como essa. É a clareza da falta de responsabilidade com a coisa pública, pois em dois, ou mais dias esse "serviço" será desfeito pela própria ação do tempo - a piçarra ressecará, a piçarra é molhada, e o trânsito provocará a retirada da piçarra.
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Que estupidez mais sem propósito. É inacreditável. Depois as notas fiscais desse "serviço" serão apresentadas como argumento de solução para aquele problema. E que valores serão apresentados pela marmota? Sei lá. Nunca pensei que o prefeito JOREL fosse capaz de fazer coisa tão sem qualificação. Que ele é capaz de muita coisa todos nós sabemos, mas isso já é demais.
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E pensar que o deputado federal NAZARENO FONTELES destinou uma verba para fazer o asfalto daquele trecho todo, mas o prefeito desviou o dinheiro - por falta de competência para fazer a licitação da obra em tempo hábil - e aplicou em outro bairro em calçamento. Incompetência dá nisso mesmo. A verba destinada dava para fazer a obra e era de R$ 150.000,00. Recentemente o prefeito tentou dizer, porque para dizer seriamente uma coisa ele peleja muito tropeçando nas ideias, que agora o custo da obra chega a R$ 1.000.000,00. Que inflação é essa, JOREL? Neste nível só mesmo no seu mundo.
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Por enquanto vai piçarra molhada mesmo. Os transeuntes que se lixem. E se depois ele colocar por cima o óleo queimado com areia? Ficará pior, pois se não há base sustentável o prejuízo será em dobro. Não tem jeito, incompetência emburresse e prejudica, só não vê isso quem não quer.
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ENFIM.

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  1. 7,0
  2. 7,8
  3. 7,7
  4. 8,0
  5. 8,1
  6. 7,4
  7. 8,1
  8. 8,1
  9. 5,4 (?)
  10. 8,6
  11. 7,6
  12. 8,1
  13. 8,1
  14. 7,9
  15. 7,6
  16. 7,4
  17. 7,5
  18. 7,0
  19. 7,0
  20. 8,7
  21. 7,0
  22. 7,9
  23. 8,7
  24. 7,1
  25. 8,1
  26. 7,5
  27. 8,2
  28. 7,6
  29. 8,1
  30. 8,2
  31. 8,4
  32. 7,6
  33. 7,5
  34. 7,5
  35. 8,0
  36. 8,1
  37. 8,1
  38. 8,5
  39. 8,0
  40. 8,7
  41. 7,0
  42. 8,1
  43. 7,0
  44. 7,6
  45. 8,2
  46. 7,6
  47. 8,1
  48. 7,7
  49. 8,4
  50. 8,5

sexta-feira, 10 de julho de 2009

"JABÁ" EM DIA.

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O meu Blogue não tem propaganda. Não o tenho com objetivo de garantir renda. Tenho minha profissão e vivo exclusivamente do meu trabalho. Por isso tenho autonomia para escrever o que quero, como quero e com as finalidades que decido. Me sinto, portanto, livre de escrever o que os outros mandam. Deve ser profundamente constrangedor não concordar, ou aceitar falar de coisas imorais, ou insensatas. Deve ser mais constrangedor ainda, para quem tem princípios dignos, fazer propaganda de pessoas que são reconhecidas e ditas imorais e enganadoras. Fico com um sentimento de nojo ouvindo gente fingir que concordar com tudo o que (esse tipo de gente acima referida) diz apenas porque recebe "jabá" para compor a renda que deseja ter. É, tem gente que faz qualquer coisa mesmo para se dá bem. Tô falando isso porque o prefeito de Floriano cooptou muita gente para desfazer a imagem que a população lhe rotulou como sendo o quarto pior prefeito do Piauí (Instituto Data AZ). É muito triste perder a autonomia de dizer o que se pensa realmente. Pior ainda é concordar com tudo o que esse senhor faz apenas para continuar recebendo em dia o seu "jabazinho". Mas também no mês que atrasa...
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quarta-feira, 8 de julho de 2009

TÔ CHIQUE.

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A correspondente em Floriano do portal de notícias de Teresina Acesse Piauí, LARISSA REIS, está publicando alguns textos daqui do Blogue no portal. Agradeço o reconhecimento e fico feliz por ser divulgado em espaço tão nobre. Agradeço à LARRISA. Pense numa mulher determinada.
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Recebi algumas sugestões de leitores para mudar a cor predominante no Blogue (preto). Algumas alegações são que desta forma "força" a vista na leitura dos textos. Estou providenciando a mudança porque nesta semana estou muito ocupado ainda com aulas. Mas na próxima estarei em férias até o final do mês, aí, terei tempo. Obrigado aos leitores pela contribuição.
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terça-feira, 7 de julho de 2009

FALTA UM DIA PARA A DESORDEM PÚBLICA.


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Tomara que o prefeito JOREL tenha o bom senso de não permitir que a desordem pública ocorra no aniversário da cidade. Todo ano nesta data a marca do seu governo é o incentivo que se dá a um bando de motoqueiros desordeiro que impedia a ordem pública numa clara manifestação de uma terra sem lei. Tomara que neste ano seja diferente. Mas sábado vi uma coisa curiosa num posto de combustível de nossa cidade. Vários motoqueiros chegavam a uma determinada bomba e abasteciam com gasolina e depois saiam em disparada. Não vi ninguém pagando, coisa curiosa mesmo. Ninguém, dos que vi, pagou nada pela gasolina posta no tanque. Floriano tem uns comerciantes que dão uma de papai noel fora de tempo. Gasolina de graça? Nada, é o tal do incentivo à baderna. E o pior é que vi tudo.
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PARA SORRIR - II.

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Estes convites são uma declaração explícita de malandragem. Qualquer pessoa minimamente esclarecida ver logo a irracionalidade que envolve o propósito. Quase todo dia pela manhã ouço em rádios de Floriano pessoas que no âmbito pessoal não pensam duas vezes em passar os outros para traz, levar vantagem em negociatas, pisar no pescoço de quem quer que seja lendo mensagens bíblicas. Eita, mundo. Deus deve se tremer ao saber desse outro tipo de malandragem.
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PARA SORRIR -I.

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É brincadeira, viu?
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10.000

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Quero agradecer imensamente a todos os leitores pelos acessos ao meu Blogue. Nesses quase oito meses que coloquei o contador de visitantes completamos na semana passada os 10.000 acessos. É uma marca muito importante visto que não posso me dedicar integralmente ao meu Blogue. Sou professor e tenho que, primeiro, me preparar para o exercício de minha atividade profissional. O tempo que dedico a escrever as postagens é o momento que me divirto e com responsabilidade expresso o meu ponto de vista. Muitos leitores me enviam temas para abordagens com o objetivo de saber como avalio e me posiciono diante dos fatos. Fico muito grato pela participação e pelo interesse. Este espaço é de todos. Espero continuar merecendo a confiança de todos aqueles que leem o que escrevo. Muito obrigado, mas muito obrigado mesmo. Ah, coloquem minha página no seu FAVORITOS, não esqueçam.
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sábado, 4 de julho de 2009

A CRÔNICA DA PREVARICAÇÃO, DO ALIENADO E DA VIDA BOA.

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Gosto muito mais de escrever do que de falar quando estou com pessoas nas mais variadas circunstâncias fora da minha atividade profissional. Quando não totalmente calado, só ouvindo, digo uma ou outra coisa para participar e dá um rumo aos discursos. Muito raramente me envolvo em discussões acerba de qualquer tema. Só quando se trata de minha atividade profissional e seus debates, ou quando me envolvo completa e deliberadamente em causas pertinentes, aí minha postura é outra.
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Nas demais circunstâncias gosto mesmo é de ouvir, e como disse, dizendo uma ou outra coisa para dá novos rumos. Outro dia, numa dessas tantas circunstâncias em que nos inserimos em que se falava das divulgações dos atos dos senadores denunciados nacionalmente e das condições terríveis em que se encontra nossa cidade, alguém disse que não tinha nada que ver ou falar sobre isso porque graças ao seu próprio trabalho tinha uma vida boa. O “boa” aqui era uma referência exclusiva à posição econômica da pessoa.
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Imediatamente me perguntei: quem não entende, e por isso mesmo não conhece, a realidade pode ter uma vida boa?
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A pessoa que utilizo como exemplo “acha” que sim. Se ela tem um emprego que independe da esfera de influência do poder político, se sua condição financeira lhe permite ter aquilo que é necessário para uma vida digna, então não deve se importar com o que faz ou deixa de fazer o senador, ou prefeito, seja ele quem for.
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Essa postura não é exclusiva dessa pessoa e nem tampouco restrita à nossa cidade. Quantos no país todo pensam dessa maneira?
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Mas se um prefeito qualquer prevarica, e sem temor de ser punido porque está protegido de punições, as consequências podem aprofundar ainda mais as injustiças sociais. E sua função é também promover justiça social. Quando prevarica deixa os injustiçados socialmente em piores condições.
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Afogando-se num oceano de necessidades – moradia, emprego, educação, alimentação, saneamento básico, limpeza urbana, saúde... – essas pessoas tem que agir para saciar as necessidades mais básicas. Isto porque é próprio do ser humano buscar no ambiente em que se encontra aquilo que é vital para si. Ao agir dentro de um ambiente deserto daquilo que é essencial, não tem como se cobrar dessas pessoas comportamentos como se dirigisse a pessoas que têm tudo o que precisam, como se todos tivessem uma vida boa.
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E como se pode viver bem, ou ter uma vida boa numa realidade assim estabelecida? Basta colocar cerca elétrica, fechar os vidros do carro?
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Infelizmente a pessoa é cega, alienada, não ver que para a sua vida ser boa não basta apenas garantir as suas condições materiais. Enquanto a maioria estiver nadando contra a correnteza de um oceano de necessidades não existirá vida boa para ninguém, porque mais cedo ou mais tarde os nadadores serão arremessados contra os rochedos das residências dos “vida boa”.
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E enquanto um prefeito continuar fazendo a politicalha narcisista, enquanto estiver prevaricando estará colocando mais água nesse oceano. É uma pena que tenhamos que conviver com esse tipo de mentalidade torpe que tem a oportunidade de fazer políticas públicas equitativas e prevarica. E prevarica para entrar para a história apenas como nota de rodapé com aquelas letras miúdas, mas com a garantia de que terá doravante uma vida economicamente “boa”. Mesmo que não consiga explicar moralmente como isso se deu. Mesmo que tenho contribuído decisivamente para aumentar a miséria dos injustiçados.
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Mas que tolice estou dizendo, ele conseguiu nadar e chegou à praia da vida boa ajudado pelos outros do oceano de necessidades. Os outros pensavam que ele voltaria com um barco para resgatá-los. Que nada, ele os esqueceu e construiu um castelo de areia na praia de onde todo dia admira o pôr do sol, que como os alienados, fica ofuscado e não consegue ver o mar, apenas o reflexo do sol no mar, o que faz os necessitados desaparecer. Ô, vida boa.
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AGORA, A CULPA É DELA.

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JOREL é chique, antes ele botava a culpa de sua inoperância na natureza, em Deus, na crise mundial e agora é nas empresas federais. A culpa dessa vez é da CODEVASF. Vai ver que é por causa da caranca no logotipo.
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Hoje voltei da rua e fui ler um livro interessante, "Breve História de Quase Tudo" de BILL BRYSON, por volta do meio dia, e me ligaram dizendo que o prefeito estava dando uma entrevista na TV. Fui assistir.
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O mesmo palavrório oco de sempre. Mas uma coisa me chamou a atenção: ele disse que a CODEVASF era a culpada de Floriano não ter recebido R$ 26.000.000,00 para saneamento básico. Vou enviar e-mail à instituição para saber dessa história. Eu sei de outra coisa. O prefeito, também.
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Vou aguardar resposta, depois comento.
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FALTAM 04 DIAS PARA A DESORDEM PÚBLICA.

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Foto meramente ilustrativa do tipo de espetáculo incentivado todos os anos no aniversário de nossa cidade. Este ano não pode ser diferente.
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Todos os anos a prefeitura de Floriano incentiva um grupo de motoqueiros - não são todos os motoqueiros, pois há muita gente responsável que não coloca a sua vida em risco irresponsavelmente - a praticar os mais diversos atos de atentado ao bom senso em cima de motos.
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A atitude conivente reflete uma incongruência indisfarçável com os cuidados que dizem ter com a cidade. O prefeito mandou suspender uma legítima manifestão pública contra o descalabro de sua administração alegando que tal manifestação iria ferir normas gerais de circulação de trânsito e atentar contra a ordem pública e a paz social. Quem não se lembra do natimorto "Rali Urbano"?
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Pois faltam 04 dias para o prefeito mostrar à população que ele não pensa em nada disso de ordem pública e coisa e tal. Ele gosta mesmo é de botar um monte de gente sem preocupação com a própria vida, pois de dez acidentes que ocorrem envolvendo veículos, oito são com motos, para fazer barulho até altas horas da madrugada por toda cidade.
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No meio de uma estatística tão assombrosa, num período em que ocorrem acidentes cada vez mais violentos com motos, num período em que quase todo final de semana morre alguém vítima de acidentes com motos, o prefeito, através dos seus (no ano passado eu mesmo vi o irmão dele, aquele do "roubo" do boneco, passar num carro pela Rua Sete depois que os desordeiros passaram fazendo todo tipo de atentado à ordem pública) promove este tipo de desordem disfarçada de diversão.
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Faltam 04 dias para um grupo de motoqueiros ferir normas gerais de circulação de trânsito e atentar contra a ordem pública e a paz social. Vamos aguardar a posição das instituições responsáveis pela manutenção da Ordem Pública diante de um fato tão lamentável que ocorre todo ano.
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Vou fazer a contagem regressiva aqui no Blogue.
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SUBLIME AVESTRUZ.

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“Não me peça que eu lhe faça uma canção como se deve
Correta, branca, suave, muito limpa, muito leve
Som, palavras são navalhas e eu não posso cantar como convém
Sem querer ferir ninguém
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Mas não se preocupe, meu amigo com os horrores que eu lhe digo
Isso é somente uma canção
A vida realmente é diferente quer dizer, ao vivo é muito pior”. (BELCHIOR).
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Outro dia um ‘faz qualquer coisa’ do prefeito escreveu um comentário dizendo que há exagero na postura dura da análise que faço do governo JOREL. Falou que até troquei o nome do prefeito “num excesso de jocosidade”, e que simplifico a discussão “num maniqueísmo” entre o governo mal e a oposição “sem erros e perfeita”.
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Não vou divulgar o comentário porque o nome é falso, todos eles são covardes, e também porque só estou me referindo ao que pode ser publicado. Talvez ele “achou” (porque esse pessoal não tem certeza) que eu entraria numa discussão de baixo nível. O ‘faz qualquer coisa’ do prefeito enviou palavrões o que denota descontrole e inabilidade dialógica. E não vou dar cartaz a esse ressentido, invejoso e desequilibrado. Vou ficar no que interessa.
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O desinformado não sabe o que penso, por isso diz que exagero nas palavras e colocações. Eu já disse aqui no Blogue que não são as palavras que são duras, é a realidade que está difícil de aguentar. Quem fez a realidade ser como salta das minhas palavras foi o prefeito, apenas digo o quê e como ela é.
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Troquei o nome do prefeito depois do “roubo” do boneco “Jorel Buracão”. Aquela atitude estúpida revelou muito (tudo) do caráter de quem a tomou e de quem se beneficiaria. O “roubo” do boneco foi a gota d’água na falta de respeito à instituição prefeito num copo que desde o começo do governo vem se enchendo com desmandos do mesmo nível praticados por ridículos, decrépitos e pretensos ditadores.
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Tenho feito críticas à postura leniente da oposição que quase nenhuma atitude tem tomado em relação aos desmandos, falta de competência e descaso desse governo. Até pergunto por que esta atitude de não fustigar o prefeito? É para não ser fustigado depois? Já escrevi sobre isto.
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O que existe não é o bem e mal no sentido estrito da moralidade individual, mas a má gestão e as consequências para aqueles que o estado deve servir primordialmente. A função social do estado fica comprometida quando se confunde os meios de atender as demandas sociais, como fez e faz este governo.
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Os pobres e injustiçados sociais devem ser assistidos pelo estado pelo mecanismo das políticas da equidade, e não pelo exercício do poder para fins correlatos particulares.
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Além do mais, os jovens de hoje exercerão o poder amanhã e essa prática espúria de política deve ser veementemente condenada para que o exercício do poder não seja visto apenas como um atalho para resolver problemas financeiros de aproveitadores incompetentes no âmbito particular. Que apesar de nas últimas décadas ter se tornado uma prática comum e impune por conveniências correlacionadas, mas que tem que ser condenada pelos que discordam, e que são a maioria da população (ainda bem, há esperança).
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É só isso. E isso não se faz pedindo, por favor. Isso se faz com coragem e com atitudes acerbas. O JESUS CRISTO que no diálogo intransigente oferece a outra face, não teve sucesso. Ninguém aguenta ser vilipendiado em seus direitos e ficar parado, só os alienados agem assim. Pedir “por favor” a qualquer governante corrupto deste país que não roube, é ser transigente com seus próprios valores. É fazer jogo de cena, é sublimar a coragem de dizer que ele é corrupto para a decisão de enfiar a cabeça na areia. E isto não é comigo.
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Por isso faço como o grande compositor cearense BELCHIOR nos versos de sua canção “Apenas um rapaz Latino-Americano”, não posso ser tolerante com tudo que condeno porque é fulano. Se não quiser ser avaliado pelos atos públicos que saia da vida pública, porque eu faço parte do público e não sou covarde.
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Vieram cutucar o cão...
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quarta-feira, 1 de julho de 2009

BLOGUE NOVO.

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Tem Blogue novo no Blogspot, é do professor FRANCIMÁRIO FEITOSA, (http://chicomariofeitosa.blogspot.com/), que está fazendo mestrado no Amazonas. Ele está se especializando em peixes. O Blogue é novo e o autor está, aos poucos, colocando seus trabalhos e de outros pesquisadores sobre o tema. Vale a pena acessar, principalmente aqueles que se interessam pelo tema. Ele está disponível, dentro do limite de seus estudos, a se comunicar com todos. Boa leitura.
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